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Posts com a tag "centenário"

Paróquia da Paz comemora 100 anos

18 de setembro de 2014 0
A Paróquia da Paz foi duramente afetada pela enchente de 1941. Foto: Acervo da Paróquia da Paz

A Paróquia da Paz foi duramente afetada pela enchente de 1941. Foto: Acervo da Paróquia da Paz

Em 1914, a Europa estava convulsionada pela I Guerra Mundial. Nessa época, embalada pelos ideais positivistas dos seus governantes, a Capital implementava o Plano Geral de Melhoramentos. Enquanto a área central se modernizava, novos bairros operários, como Navegantes e São João, abrigavam a expansão industrial e comercial. Nesse contexto, em 1913, a Comunidade Evangélica Alemã de Porto Alegre decidiu que um novo campo pastoral para o 4º Distrito deveria ser fixado. Um sobrado no número 82 da Avenida Brasil foi alugado e lá se estabeleceu Walter Ossend, seu primeiro pastor.

Em 1915, foi comprado um terreno na Avenida Sertório, para que lá fosse erguido um templo. Foi o que aconteceu e, em 1919, a Paróquia da Paz inaugurou parcialmente sua igreja. A consagração da torre e dos sinos ocorreria em 1927. Como parte dessa longa história, a Paróquia da Paz celebrará seu centenário com um culto comemorativo no próximo domingo, dia 21, às 9h30min. Logo após, haverá um almoço festivo. Informações na secretaria, pelo telefone (51) 3325-5515 ou pelo e-mail ieclbpazpoa@gmail.com.

Hospital da Cidade de Passo Fundo completa cem anos

19 de julho de 2014 0
Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

Inauguração do primeiro prédio do hospital, em 1920. Foto: Acervo HCPF

É bacana quando uma ideia que surgiu lá atrás e foi cultivada com pertinácia torna-se realidade. Melhor ainda é, depois de cem anos, comemorar o aniversário muito maior do que seus criadores jamais poderiam imaginar. Estou falando do centenário do Hospital da Cidade de Passo Fundo (HCPF). Fundado em julho de 1914, por Antonino Xavier e Oliveira e um grupo de ilustres passo-fundenses, com o nome de Hospital de Caridade, essa iniciativa evoluiu e agora pode atender, com a mesma dedicação do passado, mais de 16 mil pacientes oriundos daquela cidade do Planalto, de toda a região norte do Rio Grande do Sul e do oeste catarinense.

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

O prédio do hospital na década de 1940, já ampliado. Foto: Acervo HCPF

Quem poderia supor que aquele casarão sem reboco externo, que foi orgulhosamente inaugurado no dia 20 de julho de 1920, portanto seis anos após sua criação, seria hoje um complexo hospitalar, que inclui um edifício de 11 pavimentos, tem 316 leitos, 350 médicos e quase 1,2 mil colaboradores, que continuam, como no início, se dedicando a cuidar da saúde das pessoas que ali buscam ajuda.

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

O novo edifício do hospital. Foto: Acervo HCPF

Em 1915, a Intendência doou o terreno. Em 1960, o nome foi alterado para o atual. Em 1967, foi declarado de Utilidade Pública. Em 1987, o Hospital da Cidade, até então uma entidade particular, foi transformado em filantrópico por meio de assinatura de convênio com o então INSS. Em 1990, o Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes foi integrado ao HCPF. Amanhã, dia 20 de julho, um século após a fundação, o novo prédio será solenemente inaugurado. O casarão cresceu. Parabéns, HCPF. Parabéns, Passo Fundo.

Escola Souza Lobo completa cem anos

31 de março de 2014 0
Complexo arquitetônico do " Collegio Elementar Souza Lobo". Foto: Acervo da Escola Souza Lobo

Complexo arquitetônico do ” Collegio Elementar Souza Lobo”. Foto: Acervo da Escola Souza Lobo

A Escola Estadual de Ensino Fudamental Souza Lobo faz aniversário hoje. Grande momento, afinal, está comemorando cem anos. Foi fundada em 31 de março de 1914, como Collegio Elementar Souza Lobo. O professor e engenheiro geógrafo José Theodoro de Souza Lobo, que dá nome a escola, nasceu em Porto Alegre em 1846. Depois de estudar em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, voltou ao Rio Grande do Sul, onde lecionou matemática na Escola Normal de Porto Alegre. Publicou obras didáticas de aritmética e de geografia. Morreu em 1913, aos 67 anos. Em 1877, Souza Lobo fundou o colégio pelo qual passaram diversas personalidades gaúchas, como Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, Assis Brasil, Protásio Alves e Barros Cassal. A Escola já nasceu imponente com os quatro sobrados que se erguiam entre as chácaras e o casario pobre da redondeza. Está localizada na Avenida Bahia, 948, no bairro São Geraldo, em Porto Alegre, e agora é dirigida pela professora Sandra Petrillo de Moraes.

Estudantes do 3º ano durante as comemorações da Semana da Pátria em 1938. Foto: Acervo da Escola Souza Lobo

Estudantes do 3º ano durante as comemorações da Semana da Pátria em 1938. Foto: Acervo da Escola Souza Lobo

Colégio Estadual Getúlio Vargas, de São Borja, completa 100 anos

22 de novembro de 2013 0

A escola e seus alunos na década de 1940. Foto: Divulgação

Quando foi criado, em 1913, por decreto do governador Borges de Medeiros, o nome era Collegio Elementar de São Borja e não tinha sequer prédio próprio, ocupava imóveis alugados. Após transitar por diversos endereços, finalmente, em 1934, depois de dois anos sendo construído, o imponente prédio da Avenida Presidente Vargas, 1503, foi entregue à comunidade.

Em seguida, Eudoxia A. Almeida, a então diretora, propôs homenagear Getúlio Vargas, que se empenhara pelo andamento da obra, sugerindo que a escola tivesse o seu nome. Assim foi feito. Chegou a ser denominado Grupo Escolar e Escola Estadual de 1º e 2º Grau, mas, desde o ano 2000, foi oficializado como Colégio Estadual Getúlio Vargas. Uma instituição, agora centenária, a serviço da educação e responsável pelo melhor futuro de algumas gerações de gaúchos.

Colaborou Maria Alice Dornelles Souza

Neste ano, a comunidade escolar realizou um abraço comemorativo ao prédio.
Foto: Divulgação

O centenário do Comendador Doutor

17 de outubro de 2013 0
Clóvis Bopp com a comenda da Ordem do Sol Nascente do Império do Japão. Foto: Arquivo Pessoal

Clóvis Bopp com a comenda da Ordem do Sol Nascente do Império do Japão. Foto: Arquivo Pessoal

 

Hoje completam-se 100 anos do nascimento, em Santa Maria, do doutor e professor Clóvis Bopp (17/10/1913 – 26/7/1984), símbolo da dermatologia gaúcha. Depois dos primeiros estudos em sua cidade natal, ingressou na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1930. Ainda durante o curso, fez longa viagem ao Oriente e Europa. Graduado em 1936, foi nomeado para trabalhar no Departamento Estadual de Saúde, em Santana do Livramento. Casou-se, então, com Ilka Müller, com quem teve duas filhas. Em 1944, voltou para Porto Alegre. Depois, estudou com Aguiar Puppo em São Paulo.

Tornou-se docente em 1954 e catedrático em 1959, na UFRGS. Como chefe da 5ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, na Capital, transformou-a em grande centro de ensino e pesquisa da dermatologia. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e se orgulhava de ter recebido a comenda da Ordem do Sol Nascente do Império do Japão, como reconhecimento por sua atuação junto à colônia nipônica de Ivoti. Notável mestre, jubilou-se na universidade em 1983. Faleceu no ano seguinte.

Colaboraram Miriam Bopp e Lilian Bopp

 

Bopp durante palestra em congresso na Argentina, em  1972. Foto: Arquivo Pessoal

Bopp durante palestra em congresso na Argentina, em 1972. Foto: Arquivo Pessoal

Os cem anos da União Seguradora

17 de setembro de 2013 0

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Caixeiros viajantes no início do século passado. Foto: Divulgação

Um século atrás, precisamente no dia 20 de setembro de 1913, 57 caixeiros viajantes se reuniram na cidade de Santa Maria para fundar uma instituição que defendesse seus interesses e desse amparo a suas famílias. Surgia então a Sociedade União dos Caixeiros Viajantes do Rio Grande do Sul (SUCV). Santa Maria foi a cidade escolhida por se tratar do principal troncal ferroviário e, portanto, concentrar o trânsito daqueles que operavam por todas as áreas do Estado.

 

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Sede da SUCV em Santa Maria. Foto: Divulgação

 

A primeira decisão foi a criação de um sistema de pecúlio, formado por cotas, que garantisse uma relativa tranquilidade para a família de algum dos membros da entidade que viesse a faltar. A ideia evoluiu e a antiga SUCV transformou-se, com o tempo, na União de Previdência, que construiu, no último século, um apreciável patrimônio cultural, histórico e econômico que a coloca como uma das principais instituições de previdência privada do país, agora chamada União Seguradora.

 

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Prédio da empresa em Porto Alegre. Foto: Leo Guerreiro, Arquivo Pessoal

 

O amor moveu a vontade

10 de agosto de 2013 0

Prédio da Avenida Julio de Castilhos, sede do hospital desde dezembro de 1940. Foto: Divulgação, banco de dados.

No início do século passado, um grupo de mulheres da cidade de Caxias do Sul, na serra gaúcha, se reuniu para fazer a diferença. E elas fizeram. O primeiro objetivo foi angariar recursos para a construção do altar-mor da Catedral. Com a meta inicial atingida, as 26 senhoras decidiram continuar mobilizadas e resolveram criar um lugar que atendesse os mais necessitados. Para isso fundaram, no dia 12 de agosto de 1913, a Associação Damas de Caridade.

Antiga farmácia do hospital. Foto: Foto Geremia, reprodução, banco de dados

Na próxima segunda-feira, será comemorado o centenário dessa iniciativa que resultou no nascimento do Hospital Nossa Senhora da Pompéia, que veio com o propósito de ajudar o próximo e exercitar o espirito cristão da caridade. A solidariedade é remédio poderoso para  a cura de muitos males. Graças a isso, e também a uma gestão profissional e competente, essa instituição, importantíssima para a saúde da população serrana, conseguiu transpor difíceis obstáculos e chega aos 100 anos com exemplar vitalidade.

Sala de operações antiga. Foto: Foto Geremia, reprodução, banco de dados

Em dezembro de 1940, o Pompéia deixou as antigas casas, onde começou em 1920, e ocupou o histórico prédio da Avenida Julio de Castilhos, onde amanhã, se o tempo ajudar, seus jardins estarão ocupados por intensa ação social. A programação inclui verificação de pressão arterial, teste de glicose, apresentações musicais e atividades recreativas para as crianças.

Cem anos de estudo

06 de julho de 2013 0

Este domingo, dia 7, é data histórica na educação gaúcha. É quando a Escola Estadual de Ensino Fundamental Rivadávia Corrêa, que seria a primeira escola pública da cidade de Santana do Livramento, vai completar um século de existência. Em 1913, com o nome de Colégio Elementar, a instituição começou a funcionar em um prédio alugado, contando com cinco professores para atender 212 alunos.

Uma turma de alunos com o primeiro uniforme da escola, em 1913. Foto: Shamy dos Reis, Ponto Photo, divulgação

O prédio atual, em estilo arquitetônico português colonial com traços romanos, foi concluído entre 1917 e 1920.

A comunidade escolar abraça o edifício, em 1936. Foto: Shamy dos Reis, Ponto Photo, divulgação

Ao longo das décadas, a escola passou por reformas, chegou a emprestar salas de aula para outros colégios e também teve diferentes nomes. A homenagem ao político santanense Rivadávia da Cunha Corrêa (1866-1920) – ministro da Justiça e Interior de 1910 a 1913 e, depois, titular da pasta da Fazenda – foi oficializada em 1940.

Rivadávia da Cunha Corrêa. Foto: reprodução

Hoje com 44 professores e cerca de 700 alunos, a escola tem turmas do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, além de aulas noturnas na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

Aspecto atual da fachada da escola. Foto: acervo Escola Rivadávia Corrêa

(colaborou Ida Larruscain)

Gramado centenário

17 de janeiro de 2013 2

Primórdios da Avenida Borges de Medeiros, em Gramado. Foto: Acervo de Iraci Kopp Casagrande

Acredita-se que o nome da cidade de Gramado surgiu no século 19, quando tropeiros e viajantes usavam um campo relvado da região para o repouso dos animais. A presença de imigrantes – especialmente portugueses, alemães e italianos – tornou-se mais forte depois de 1875.

A Borges de Medeiros no início do século 20. Foto: Acervo de Iraci Kopp Casagrande

Outro momento importante se deu em 17 de janeiro de 1913, quando um decreto transferiu a sede do quinto distrito de Taquara para a área onde hoje está o município de Gramado – fato decisivo para o desenvolvimento da comunidade nas décadas seguintes.

A Borges nos anos 1970. Foto: Vilmar Calixtro, BD, 18/6/1978

A emancipação política se deu em 15 de dezembro de 1954, pela lei 2.522. Mas a data em que os gramadenses vão comemorar o aniversário da cidade é mesmo hoje. O centenário será celebrado com uma exposição de quadros históricos e fotografias antigas – muitas delas resgatadas pela própria população – na Rua Coberta, no Centro, e também com apresentação da Orquestra Sinfônica de Gramado, às 18h.

(com informações da prefeitura de Gramado e colaborações de Marilia Daros e Iraci Kopp Casagrande)

Frase do dia: Rubem Braga

12 de janeiro de 2013 2

Foto: Dulce Helfer, arquivo pessoal

Rubem Braga (1913-1990), cujo nascimento completa hoje cem anos, é frequentemente apontado como o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis (1839-1908).

Nascido na mesma Cachoeiro de Itapemirim (ES) de Roberto Carlos, Rubem foi um jornalista de vida agitada – acompanhou a Revolução Constitucionalista de 1932 em Minas Gerais e cobriu a ação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, durante a II Guerra Mundial, entre outras aventuras. Começou a publicar livros nos anos 1930 e, nas décadas seguintes, firmou sua reputação como autor de crônicas, especialmente da vida carioca. Nos anos 1960, foi um dos fundadores da Editora do Autor, que deu origem depois à editora Sabiá, que publicou no Brasil Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, em 1968.

Da experiência como editor, Rubem extraiu pelo menos um pensamento: “A atividade intelectual não é incompatível com a do homem de negócios”, frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

A foto que ilustra este post é de autoria da fotógrafa Dulce Helfer. Leia abaixo um texto do jornalista Francisco Dalcol, do Segundo Caderno de Zero Hora, sobre a relação de Dulce e Rubem Braga – e confira mais informações sobre o centenário do cronista no Caderno Cultura deste sábado.

Em 1985, Dulce Helfer conheceu Rubem Braga no Rio de Janeiro, ao participar de um projeto do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).

- Conheci o Rubem por indicação do Mario Quintana, que já tinha fotografado e era meu amigo – lembra Dulce.

Depois de realizar fotos para a edição de um livro, a fotógrafa acabou viajando com Rubem pelo país. Na companhia do escritor, conheceu personalidades como Paulo Mendes Campos, Adélia Prado e Oswaldo França Jr.

- Fomos a São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Todo mundo falava da cara fechada dele. O Rubem era muito gentil e engraçado, tanto que dizia que a cara feia era uma maneira de afastar os chatos – recorda Dulce.

Nos anos seguintes, Dulce voltaria a encontrar o escritor diversas vezes:

- Ficamos muito amigos. Quando ia ao Rio, parava no apartamento dele. Como os empregados que ele tinha ganhavam folga no fim de semana, eu virava a motorista do Rubem – lembra.