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Posts com a tag "colaboração"

Santa Cruz ao sul do tempo

19 de março de 2013 2

O primeiro coletivo urbano de Santa Cruz do Sul, inaugurado em 1919. Foto: Acervo de Maria Regina Winterle

Um dos principais núcleos de colonização alemã no Rio Grande do Sul, Santa Cruz do Sul tem mais de um século de história – a criação do município data de 31 de março de 1877, embora o povoamento da área tivesse começado ao longo das três décadas anteriores. Uma boa parte desse período está ao alcance dos nossos olhos, em fotos antigas que flagram o aspecto da região em diferentes épocas.

Uma antiga marcenaria na Rua Marechal Deodoro. Foto: Acervo de Maria Regina Winterle

A leitora Maria Regina Winterle, que se autodefine como uma apaixonada por História, enviou ao Almanaque Gaúcho uma pequena e bela coleção de imagens da Santa Cruz de outrora. Nesta página, reproduzimos duas dessas fotografias. E torcemos para que cada cidade gaúcha tenha seus apaixonados, que se encarreguem de preservar a memória do Estado.

De Kombi por aí

15 de fevereiro de 2013 1

Na metade da década de 1970, os jovens alemães Erich e Gizela Baumgartl resolveram apanhar a sua Kombi e sair pelo mundo. Em Gênova, conseguiram colocar o veículo no convés de um navio e embarcaram rumo à América do Sul. Nessa viagem, conheceram o brasileiro Olivo Schirmer, um também jovem, agrônomo, que voltava a Santa Maria depois de ter feito seu curso de pós-graduação na Europa. Fizeram amizade durante a travessia do Atlântico e se despediram quando os alemães desembarcaram em Buenos Aires.

Depois de circular pelos lagos argentinos e chilenos e passar por Santiago e Assunção (no Paraguai), o casal entrou no Brasil por Foz do Iguaçu e, um dia, apareceu em Santa Maria para visitar o amigo Olivo. A presença da Kombi, motor-home, com placas da Alemanha, causou sensação nas ruas da cidade gaúcha.

Erich e Gizela diante de sua Kombi, rodeados de amigos brasileiros em Santa Maria. Entre os dois, sentado no chão, está Claudio Morgental.
Foto: Claudio Morgental, arquivo pessoal

Olivo sabia que Alcides Morgental, pai de seu amigo Claudio, era o diretor de uma concessionária Volkswagen. Conseguiu uma revisão total que garantiu segurança para que os estrangeiros fossem em frente. Andaram por Gramado e Caxias do Sul e ficaram no Estado por 15 dias.

A traseira da Kombi, com placas da Alemanha. Foto: Claudio Morgental, arquivo pessoal

Tempos depois, quando os brasileiros julgavam que eles já estivessem em casa, de volta, os alemães mandaram um cartão-postal do Peru. Ainda foram para a Colômbia, onde venderam a velha Kombi e apanharam um avião para Miami. Compraram um novo carro, percorreram os EUA e só então voltaram para a Alemanha. Saíram para uma aventura de seis meses e acabaram ficando dois anos pelo mundo. Fizeram, além de amigos para sempre, um belo giro antes de voltar a Wiesbaden, para criar os quatro filhos à margem do Rio Reno.

(colaborou Claudio Morgental)

Antes da era digital

23 de novembro de 2012 0

A história da fotografia é muito antiga. Muito mais antiga do que a maioria das pessoas acredita. Já na Antiguidade, os gregos conheciam a "câmara escura", que consistia num quarto escuro com um pequeno buraco que projetava uma imagem externa na parede interna. Ao longo dos séculos, químicos, físicos e até professores de medicina - como o alemão Johann Heinrich Schulze, que descobriu a influência da luz no nitrato de prata - contribuíram no desenvolvimento do que viria a ser, já no século 19, a fotografia como era conhecida até bem pouco tempo.

Schulze. Foto: reprodução

Coube a Joseph Nicéphore Niépce a primazia de fixar uma imagem, após oito horas de exposição, em uma chapa metálica. O ano era 1826, e a fotografia, a mais antiga conhecida e ainda conservada, mostrava a imagem vista da janela do quarto do francês. Mas foi Louis Jacques Mandé Daguerre, colega de Niépce na pesquisa, quem registrou o que se chamou de daguerreótipo, nome dado ao primeiro processo fotográfico, patenteado em 1835. A pintura havia ganhado uma concorrente.

Niépce (acima) e Daguerre (abaixo). Fotos: reprodução

Ao longo das décadas seguintes, a fotografia se popularizou, principalmente por meio da companhia norte-americana Kodak - cujo fundador, George Eastman, tinha como objetivo tornar a fotografia acessível a todos. Em 1888, ele criou a primeira câmara portátil e de fácil manuseio. Durante muito tempo o lema da companhia era "Você aperta um botão, nós fazemos o resto".

Eastman. Foto: reprodução

Pouco mais de cem anos depois, a fotografia entrou no período de sua maior transformação desde Niépce e Daguerre, a era da fotografia digital. A nova tecnologia - que aboliu o filme e, por tabela, os processos químicos de revelação da imagem - apareceu na virada do segundo milênio. A partir daí, a fotografia ganhou um novo parceiro, o computador. E, com ele, o mais conhecido programa de edição de imagens, o Photoshop, desenvolvido por Thomas Knoll em 1987 e lançado pela Adobe Systems em 1990.

Arlindo Valter Trespach em fotomontagem da década de 1970. Foto: Ildo Trespach, Arquivo Foto Arte Trespach

Antes do Photoshop, a manipulação de imagens e arquivos fotográficos podia levar horas, até mesmo dias. Montagens de fotos, como as que vemos neste post (acima e abaixo), eram processos complicados e exigiam técnica e paciência em ambientes insalubres. E eram realizadas apenas por profissionais ou entusiastas da fotografia.

O Imperador Pedro II, em 1867. Foto: Carneiro & Gaspar. Coleção de fotografias avulsas, Arquivo Nacional

Hoje, o fotógrafo pode corrigir problemas, eliminar da imagem objetos indesejados - e até mesmo pessoas indesejadas - com a facilidade e a rapidez de um clique. A popularização dos editores de imagens permitiu que elas pudessem ser alteradas por qualquer pessoa com conhecimento básico de informática. O estreito vínculo da fotografia com o real - uma virtude sempre enfatizada, especialmente no fotojornalismo - tornou-se um conceito cada vez mais relativo.

(colaborou Rodrigo Trespach)

Polifoto de Ildo Trespach, década de 1970. Arquivo pessoal

A Dama e o Vagabundo

13 de novembro de 2012 1

Se tem uma coisa que ocupou o tempo de grande parte da criançada no ano de 1958, essa coisa foi a coleção de figurinhas para o álbum A dama e o Vagabundo. O 15º longa de animação produzido pelos Studios Disney foi lançado em 1955. Três anos depois, comprar os envelopes na tentativa de reunir as 240 imagens e completar as 34 páginas da publicação era uma obsessão coletiva.
Jorge Silva nasceu em 1949 e lembra bem que um dia, antes de completar 10 anos, atravessou a Avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon, onde morava, e entrou no Cine Brasil para assistir o desenho animado que lhe encantou e marcou de tal forma que, muitos anos mais tarde, fez questão de compartilhar aquela história, em vídeo, com o filho pequeno.
O menino Jorge, como tantos outros, não ficaria indiferente quando, pouco depois do filme sair de cartaz, foram lançadas as figurinhas que reproduziam as principais cenas, como aquela, antológica, em que o vira-lata Vagabundo divide um prato de macarrão com a sofisticada cadelinha cocker spaniel chamada Lady, numa cantina italiana.
Mesmo apoiado por um tio, que o ajudava na garimpagem das figurinhas mais difíceis, o garoto não conseguiu completar o seu álbum. Mais recentemente Jorge Silva, já um senhor, encontrou num site da internet a oferta de um álbum como o dele, só que…completo! Não resistiu ao apelo e graças ao garoto inconformado, que felizmente ainda habitava sua alma, o Almanaque pode hoje oferecer essa degustação vintage aos nossos leitores.

Recortes de guerra: sociedade polonesa celebra missa no dia 17

12 de novembro de 2012 0

O dia 11 de Novembro celebra o fim da Primeira Guerra Mundial e o ressurgimento da Polônia como nação no mapa europeu, após 123 anos de ocupação estrangeira. Também é comemorado em Porto Alegre como o "Dia da Polônia", por iniciativa do então vereador Isac Ainhorn.

No ano de 1917, o presidente da Província A.A. Borges de Medeiros, concedeu autorização ao enviado polonês tenente Coronel Henryk Abczynski, que acompanhado do jornalista Casemiro Warchalowski e do juiz Miguel Chmielewski, peregrinaram nos principais núcleos de colonização polonesa no Estado, conclamando seus patrícios a lutar pelo reerguimento da Polônia. Foram organizadas e enviadas listas de ajuda com contribuição financeira e formados grupos de voluntários, que se engajaram ao "exército azul" do general Jósef Haller, na França.

A Sociedade Polônia de Porto Alegre oferece todos os anos um jantar alusivo à data e a Igreja Polonesa celebrará uma missa no dia 17.

Colaborou Estácio Nievinski Filho

Voluntários enviados à França, na sede da Sociedade Tadeusz, na Capital Kosciuszko

Borges de Medeiros recebe enviado do exército polonês

Professor celebra o fim do conflito, em Paris

Luteranos no Litoral Norte

31 de outubro de 2012 1

O pastor Augusto Kunert e a comunidade luterana de Maquiné, nos anos 1950. Foto: arquivo pessoal

Uma parcela significativa dos imigrantes alemães que vieram para o Rio Grande do Sul no primeiro período da imigração (1824 – 1830) era, em sua maioria, protestante. Eram luteranos e reformados (calvinistas) em grande parte, mas havia também os anabatistas, entre outros. Apesar disso, as duas primeiras comunidades teutas no Estado estiveram sempre associadas ao luteranismo, muito devido à formação de seus pastores: Johann G. Ehlers, que atendeu São Leopoldo, e Karl Leopold Voges, que teve um pastorado de quase 70 anos em Três Forquilhas. Todos os protestantes foram atendidos por Ehlers e Voges sem distinção de sua confessionalidade na Alemanha.

Lembrança de uma confirmação de 1939, em alemão. Foto: reprodução

Estabelecidos no Litoral em 1826, os protestantes (luteranos) mantiveram o uso da língua alemã no culto e em seus registros até 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha e entrou na II Guerra Mundial (1939 – 1945). Como se não bastasse a proibição da língua alemã pelo governo brasileiro, o subdelegado local destruiu as lápides nos cemitérios e parte dos registros paroquiais da comunidade que estavam em alemão: salvaram-se no episódio os assentos de batismo e parte dos de casamentos. Foram destruídos pelo fogo o livro de assentos de óbitos, parte do registro de casamentos e inúmeros outros documentos e relatórios desde 1826.

Com o pastor Gustav Schreiner preso em 1942, a comunidade luterana litorânea ficou até 1949 sem atendimento pastoral, quando Augusto Ernesto Kunert assumiu a grande paróquia que abrangia todo o Litoral gaúcho. O pós-guerra foi quase um recomeço.

O 31 de outubro é lembrado como o Dia da Reforma Protestante.

(colaborou Rodrigo Trespach)

Sobrado histórico

31 de julho de 2012 0

O mais antigo prédio de Osório, o Sobrado dos Bastos, foi construído antes da emancipação do município, em 1857. Localizado no centro da cidade, na lateral da Praça da Catedral, seu primeiro proprietário foi o comerciante Francisco Correia de Andrade, conhecido como Chico Minguta. A casa comercial de Minguta, invadida por maragatos durante a Revolução Federalista, foi reformada e transformada em residência familiar, em 1908, por Manoel Estevão Fernandes Bastos.

A Rua Machado de Assis, com o sobrado em destaque, na segunda década do século 20. Foto: Arquivo Público Antônio Stenzel Filho

A história do sobrado se mistura com a própria história político-administrativa da cidade, já que nela viveram dois intendentes municipais e pessoas ligadas à política regional. O filho de Chico Minguta, José Correia de Andrade, foi intendente da então Conceição do Arroio entre 1896 e 1900. Uma filha de José, Ana Brígida, casou com Manoel Estevão Fernandes Bastos, outro intendente da cidade. Bastos, que foi intendente em três oportunidades (entre 1912 e 1934), era também escritor, autor da mais importante obra da literatura litorânea gaúcha, Noite de Reis, publicada em 1935 e reeditada em 2007.

Um dos filhos de Fernandes Bastos, Osvaldo Bastos, eleito deputado pela UDN em 1946, morto em naufrágio na Lagoa da Pinguela, em 1947, era casado com Cecy Gründler, filha de outro intendente arroiense, José Augusto Gründler.

Aspecto atual da Rua Machado de Assis. Foto: Rodrigo Trespach, arquivo pessoal

O sobrado, atualmente desabitado, pertence a Osvaldo Bastos Filho.

Visão atual do sobrado. Foto: Rodrigo Trespach, arquivo pessoal

(colaborou Rodrigo Trespach)

Bons ventos na Praia do Barco

26 de junho de 2012 8

Fachada do Hotel Vendaval nos anos 1960. Fotos: arquivo pessoal

O Hotel Vendaval era onde batia o coração da Praia do Barco. A casa recebia excursões do Sesc e hóspedes de todo o Estado, até mesmo de fora. Foi sede provisória da Associação dos Amigos da Praia do Barco (SAPB) até os anos 1980, com o salão sendo palco de bailes de casais e de Carnaval, shows, gincanas, bingos e outras atividades sociais.

Bloco Piratas do Barco, anos 1980

Bloco Verde, anos 1980

Era o ponto de encontro de toda a comunidade, acolhendo de crianças a idosos. Era no hotel, também, que chegavam os jornais diários na Praia do Barco e, defronte, paravam os ônibus e o Lilico (ou Dindinho).

Time de futebol feminino, anos 1970

O Vendaval funcionou como hotel de 1952 até meados dos anos 1980. Antes de 1976, seu gerador a Diesel era a única fonte de luz elétrica. Depois, anos 1990, foi transformado em camping, com o salão servindo de restaurante e bar. Entrando em 2000, a atividade comercial se tornou menos constante, alternando restaurante com residência de um dos herdeiros.

O comando durante os anos em funcionamento coube a Laura Leal Menger (1927 - 2002), mais conhecida como Dona Laura. O temperamento forte e a liderança, enriquecidos com boa dose de afetividade, foram suas marcas.

Depois de um incêndio em 22 de fevereiro de 2007, o prédio restou em escombros. Isso até estes dias, quando novos proprietários ganharam a autorização para demolir suas paredes, encerrando o ciclo de 60 anos.

A casa em processo de demolição. Foto: Rogério Englert, arquivo pessoal

O terreno do hotel, após a demolição. Foto: Denise Lobo, arquivo pessoal

Colaborou Rubem Penz, também autor do texto abaixo:

Depois do Vendaval

Antes, havia um teto para nos abrigar da chuva, do sol, da solidão. Um acolhimento agridoce mesclava momentos de completo pertencimento com instantes da mais pura impertinência. A nós, de meninos até jovens, cabia intuir a hora de permanecer ou sair, antes da inevitável xingaria. Teto do penhor e da memória.

Depois do Vendaval, o que virá?

Antes, havia constante paradoxo de paredes: dividiam ambientes e uniam pessoas. Superfícies que apoiaram nossas cabeças quando estávamos sentados nos bancos do alpendre; apoiaram nossos corpos em amassos carnavalescos; ampararam nossa inconsciência alcoolizada. Paredes brancas como a paz.

Depois do Vendaval, o que virá?

Antes, havia um piso polido por pés carregados de areia. Lá, deixamos nossos DNAs em muitas escalavradas de joelhos, deixamos pegadas num trilhar cotidiano e incansável, derramamos lágrimas e cerveja, reverberamos as mais estridentes gargalhadas. Foi como se sempre estivéssemos descalços, tamanha intimidade com aquele chão. Chão que viu tombos e decolagens.

Depois do Vendaval, o que virá?

Antes, não havia dia nem hora. A manhã abria seus olhos ao aroma do café para ver o bom dia dos passantes e para a leitura preguiçosa das notícias nos jornais. Meio-dia de almoço caseiro para hóspedes e hordas de peregrinos com suas viandas. Tarde de preguiça e horas infinitas. Noite de carteado, samba, beijos e conversa fora até o novo amanhecer.

Depois do Vendaval, o que virá?

Antes, havia muitos pontos: ponto de encontro, de partida, de chegada, de referência... Todos, batíamos o ponto no Vendaval. Marcávamos nossos pontos nas incontáveis gincanas, costurávamos melodias e fantasias ponto por ponto para o carnaval. A vida circulava na ponta da língua, sempre afiada. Só era proibido entregar os pontos: vencer a madrugada era uma questão de honra.

Depois do Vendaval, o que virá?

Hoje, não há mais teto, foram-se as paredes, sumiu nosso chão. O Hotel Vendaval perdeu-se nas horas consumido pelo ponto final. Agora, o que virá? Saudade e a certeza de que tudo valeu em cada preguiçoso segundo.

Depois do Vendaval, a bonança.

Colecionadora

16 de junho de 2012 0

Foto: Carmen Langaro, arquivo pessoal

A foto acima é um orgulho para este colunista. A imagem mostra a leitora Angelina Toffanelo Langaro, 80 anos completos neste mês, com sua coleção de páginas do Almanaque Gaúcho, recortadas e guardadas com esmero ao longo da história da coluna.

Agradecemos, então, à Angelina, pela leitura e pela dedicação.

Carroça e carteira

13 de junho de 2012 0

Inspirado pelo assunto do Almanaque Gaúcho no último dia 4, quando lembramos das antigas carteiras de habilitação para ciclistas, o leitor Leonardo Vitola enviou as imagens reproduzidas neste post.

Rocco Vitola. Foto: reprodução

O personagem acima é o avô dele, Rocco Vitola, que veio da Itália e estabeleceu-se em Porto Alegre. Para conduzir pelas ruas da cidade a carroça com a qual garantia o sustento da família, Rocco também precisou de uma carteira de habilitação específica para veículos de tração animal, emitida em 1934.

A carteira de habilitação. Fotos: reprodução

Conta Leonardo que, com o tempo, Rocco e seu filho, também chamado Leonardo, mudaram de ramo e tornaram-se proprietários de um pequeno mercadinho e bar na Cidade Baixa. Vieram os anos da II Guerra, trazendo dificuldades adicionais para os italianos. O que não impediu que, mais adiante, o negócio dos Vitola prosperasse e desse origem ao Restaurante Copacabana. O estabelecimento, do qual a família retirou-se em 2008, tornou-se ao longo das décadas um dos mais conhecidos e tradicionais de Porto Alegre.

E tudo começou, como observa Leonardo, com a carroça.

Você também lembra do antigo Bar e Restaurante Copacabana? Ou da época em que era preciso carteira de habilitação para conduzir veículos de tração animal? Deixe seu comentário.