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Posts com a tag "compositor"

Hermano de mano caliente

23 de maio de 2013 2

Atahualpa Yupanqui na Califórnia da Canção Nativa, em 1980. Foto: Tude Munhoz, banco de dados

Nesta quinta-feira, em Buenos Aires, na Argentina, diversos artistas – entre eles, o gaúcho Demétrio Xavier – estarão reunidos no Salão Azul do Senado para prestar uma homenagem a Don Atahualpa Yupanqui, que morreu nesta data, 21 anos atrás. Quando nasceu, em 1908, ele recebeu o nome de Héctor Roberto Chavero mas, ainda adolescente, decidiu que adotaria o nome do último imperador inca.

Pajador, compositor, violonista, cantor e mito, ele se tornou um dos maiores nomes da música folclórica latino-americana. É autor de inúmeros clássicos da música criolla, como Los Hermanos ("Yo tengo tantos hermanos...") ou Los Ejes de mi Carreta ("Porque no engraso los ejes..."), e também foi ele quem resgatou do folclore popular Duerme Negrito, uma canção-símbolo da América do Sul.

Quem teve a oportunidade histórica de ouvi-lo, em dezembro de 1980, na Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, certamente entende a humildade irônica da frase que encerra a letra de El Payador Perseguido: "!Talvez alguno se acuerde que aqui cantó um argentino!".

(colaborou Geraldo Hasse)

Frase do dia: Wagner

22 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

Polêmico, ambicioso e inovador, Richard Wagner (1813-1883) foi um dos maiores compositores da história. No dia em que o nascimento do compositor alemão completa 200 anos, a obra de Wagner ainda é frequente nos programas das orquestras sinfônicas, e suas opiniões ainda geram alguma controvérsia.

O fato é que a contribuição de Wagner para a música erudita em geral - e, em particular, para a ópera - é inegável. Com a pretensão de criar uma obra de arte total, apostou em peças nas quais poesia, prosa, arte visual, teatro e música estivessem profundamente integradas - a ponto de ele mesmo escrever os textos de suas óperas. O ciclo O Anel do Nibelungo, que inclui as óperas Die Walküre (cujo trecho mais famoso é A Cavalgada das Valquírias) e Siegfried, é um dos exemplos, assim como outra ópera aclamada, Tristão e Isolda.

O projeto de Wagner foi muito além da partitura. Ele chegou a idealizar e construir, com apoio do rei Ludwig II da Bavária, uma casa de ópera específica para suas peças, a Bayreuth Festspielhaus, sede de festivais anuais dedicados ao trabalho de Wagner - para quem "o verdadeiro artista se delicia não apenas com o alvo da criação, mas também no processo de criação", frase extraída do artigo Die Kunst und die Revolution ("Arte e Revolução"), de 1849, reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

A interpretação da mitologia nórdica, o teor antissemita de alguns escritos e a admiração de Adolf Hitler bastaram para que Wagner fosse associado ao nazismo durante a II Guerra Mundial. A profundidade real de tal relação é tema de debates entre os estudiosos até hoje. O que sobrevive é a música deixada pelo compositor.

Frase do dia: Waldick Soriano

13 de maio de 2013 1

Entre os artistas brasileiros associados ao estilo brega, o nome de Waldick Soriano (1933-2008) sempre irá se destacar. A figura esguia, de traje, chapéu e óculos escuros, tornou-se quase um sinônimo de dor-de-cotovelo, a exemplo da canção mais famosa do cantor: Eu Não Sou Cachorro, Não, lançada no LP Ele Também Precisa de Carinho (1972). Da letra dessa música, aliás, saiu a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Quem despreza um grande amor não merece ser feliz")

Nascido em Caetité (BA) há exatos 80 anos, Eurípedes Waldick Soriano foi tentar a sorte em São Paulo. Foi lavrador, engraxate e garimpeiro antes de abraçar a trajetória artística, na qual começou a destacar-se com a canção Quem És Tu?, em 1960. Outros de seus sucessos foram Paixão de um Homem, A Carta e A Dama de Vermelho.

Nos anos 1990, o cantor Falcão fez sucesso com uma nova versão de Eu Não sou Cachorro, Não, intitulada I'm Not Dog No.

Em 2007, o documentário Waldick, Sempre no Meu Coração, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, tratou de contar a rica história do cantor.

Frase do dia: Tchaikovsky

07 de maio de 2013 1

Foto: reprodução

Embora não seja considerado um dos maiores inovadores da história da música, o russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) é certamente um dos compositores mais lembrados do período erudito. Suas obras estão entre as mais frequentes do repertório de concerto, em especial suas sinfonias, seus balés O Lago dos Cisnes (1875-1876) e O Quebra-Nozes (1892) e sua patriótica Abertura 1812 (1880-1882).

Tchaikovsky foi também um dos primeiros compositores russos a atrair atenção internacional, apresentando-se em outros países da Europa e também nos Estados Unidos - onde participou, por exemplo, do concerto de inauguração oficial de um dos templos da música erudita mundial, o Carnegie Hall, em maio de 1891.

Em paralelo à exitosa trajetória musical, viveu uma vida atribulada, com frequentes crises nervosas, um casamento frustrado, casos homossexuais secretos e uma relação platônica com uma milionária mecenas que o apoiou por 13 anos.

Também professor e crítico musical por alguns períodos, Tchaikovsky acreditava que "a matéria-prima para a música _ melodia, harmonia e ritmo _ é, sem dúvida, inesgotável", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira.

A cor do som

01 de maio de 2013 1

O alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), um dos maiores nomes da história da música, até hoje inspira musicólogos, instrumentistas, maestros e compositores de todo o mundo.

Foto: Revista do Globo, reprodução

E também publicitários: o anúncio acima, publicado há 60 anos, em fevereiro de 1953, associa a perenidade da música de Bach à durabilidade da tinta Rekolit para aplicação em pinturas externas, garantindo que "o tempo não apaga" nem uma nem outra.

Frase do dia: Gonzaguinha

29 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (1945-1991), é um nome com brilho próprio na música brasileira. Ele foi uma das principais vozes a se fazer ouvir no Brasil do regime militar, e mesmo depois desse período foi um cantor e compositor de sucesso, emplacando sucessos do porte de Explode Coração e Sangrando.

No ano passado, sua história voltou à baila com o lançamento do filme Gonzaga - De Pai pra Filho, coincidindo com o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A difícil relação entre os dois é até hoje tema de controvérsia - não existe certeza sobre a paternidade de Gonzagão, se biológica ou adotiva. Outra fonte sobre ambos é o livro Gonzaguinha e Gonzagão - Uma História Brasileira (2006), de Regina Echeverria, que inspirou o filme.

O fato é que, à parte de uma infância difícil, Gonzaga Jr. conseguiu se firmar como artista e lançou mais de 20 discos. A trajetória foi abortada justamente na estrada, depois de uma apresentação no Paraná, quando o artista foi vítima de um acidente automobilístico na manhã de 29 de abril de 1991.

Ficaram o mito, as canções e as opiniões fortes, como a reproduzida no Almanaque Gaúcho: "Será uma revolução o dia em que todos brasileiros trabalharem por prazer".

Frase do dia: Rachmaninoff

28 de março de 2013 0

Foto: reprodução

O russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943) entrou para a história da música universal por seus méritos de compositor e de instrumentista. Além de ser um dos grandes pianistas da história, ele também é considerado o último grande autor do Romantismo na Rússia. Entre suas obras mais conhecidas e aclamadas, estão a Sinfonia nº 2, o poema sinfônico Isle of the Dead e os concertos para piano, em especial os de número 2 e 3.

Músico que teve suas primeiras lições de piano em casa, Rachmaninoff estudou em São Petersburgo e em Moscou antes de tornar-se famoso, incentivado pelo próprio Tchaikovsky. Fez fama ao excursionar pelos Estados Unidos, onde veio a morar depois da revolução de 1917 na Rússia. Foi na Califórnia, em decorrência de um melanoma, que o compositor morreu, em 28 de março de 1943, a poucos dias de completar 70 anos de vida.

"É melhor que um músico nunca saiba de antemão como será sua interpretação" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira.

Frase do dia: Renato Russo

27 de março de 2013 0

A Legião Urbana em 1986: Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Renato Rocha e Marcelo Bonfá. Foto: Dulce Helfer, BD, 18/9/1986

Renato Russo (1960-1996) esteve à frente de uma das bandas de rock mais populares do Brasil, a Legião Urbana. Ele era a peça fundamental do grupo - compunha boa parte das melodias, escrevia as letras, cantava e tocava vários instrumentos. Sem ele, canções essenciais do repertório pop nacional - como Será, Eduardo e Mônica, Pais e Filhos, Meninos e Meninas, Que País É Este? e Tempo Perdido - não estariam tocando no rádio até hoje.

No contexto da explosão do rock brasileiro dos anos 1980, a Legião Urbana podia não ter a exuberância instrumental dos Paralamas do Sucesso ou a virulência dos Titãs - mas certamente tinha a força das melodias e dos versos de Renato para cativar os milhares de fãs que lotavam os shows do grupo. No palco, o cantor assumia uma postura provocativa e carismática, que refletia um pouco de sua conturbada vida pessoal, permeada de problemas com drogas e de relacionamentos instáveis com homens e mulheres.

"O futuro não é mais como era antigamente", verso reproduzido no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira, é da canção Índios, uma das mais conhecidas de Renato Russo, nascido há exatos 53 anos e morto em 1996, em decorrência da aids.

Frase do dia: Luiz Carlos Borges

25 de março de 2013 0

Foto: Emílio Pedroso, BD, 23/10/2012

Cantor, gaiteiro, violonista e compositor, Luiz Carlos Borges é um nome forte da música regional gaúcha. O músico que hoje completa 60 anos de idade já soma mais de cinco décadas de trajetória. Um percurso que começa com incontáveis noites de baile com o grupo da família, os Irmãos Borges, na região das Missões, e segue com gravações, participações em festivais e colaborações com uma vasta lista de artistas, incluindo a cantora argentina Mercedes Sosa.

Premiado na Califórnia da Canção Nativa de 1979 com a música Tropa de Osso, Borges foi um dos idealizadores de outro importante festival do Estado, o Musicanto, de Santa Rosa, que teve sua primeira edição em 1983. Foi também um dos representantes gaúchos, ao lado do gaiteiro Renato Borghetti, no Encontro Nacional de Poesia Caubói, na cidade de Elko, no Estado americano de Nevada, em 2006. Outra de suas músicas conhecidas é Romance na Tafona, incluída no álbum da 10ª Califórnia.

A frase do compositor reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Não faço parceria com quem não sabe dizer o que tem que ser dito") faz parte de uma entrevista de Borges ao jornal Diário Gaúcho, publicada em outubro passado.

Frase do dia: Assis Valente

19 de março de 2013 0

Foto: reprodução

Às vezes as canções fazem sucesso sem que o público conheça bem seus verdadeiros criadores. Um desses compositores foi o baiano Assis Valente (1911-1958), responsável por alguns clássicos brasileiros, como Camisa Listrada, E o Mundo não se Acabou e Boas Festas (dos versos "Já faz tempo que eu pedi / Mas o meu Papai Noel não vem).

Muitas de suas músicas foram gravadas por Carmen Miranda, mas a mais famosa, Brasil Pandeiro, não. A música acabou gravada pelos Anjos do Inferno nos anos 1940, e pelos Novos Baianos, nos 1970 - ambas as vesões com grande sucesso.

Nascido em 19 de março de 1911, Assis teve uma infância conturbada, em que foi separado dos pais e teve de trabalhar desde cedo. Depois, ele foi morar em Salvador e no Rio de Janeiro. Trabalhou como protético antes de publicar seus primeiros sambas, mas ao longo da vida teve problemas financeiros. A angústia das dívidas o levou a tentar o suicídio três vezes - a última, em março de 1958, infelizmente, teve sucesso.

Os versos reproduzidos no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira ("Minha gente era triste, amargurada / Inventou a batucada / Pra deixar de padecer") são da música Alegria.