Atahualpa Yupanqui na Califórnia da Canção Nativa, em 1980. Foto: Tude Munhoz, banco de dados
Nesta quinta-feira, em Buenos Aires, na Argentina, diversos artistas – entre eles, o gaúcho Demétrio Xavier – estarão reunidos no Salão Azul do Senado para prestar uma homenagem a Don Atahualpa Yupanqui, que morreu nesta data, 21 anos atrás. Quando nasceu, em 1908, ele recebeu o nome de Héctor Roberto Chavero mas, ainda adolescente, decidiu que adotaria o nome do último imperador inca.
Pajador, compositor, violonista, cantor e mito, ele se tornou um dos maiores nomes da música folclórica latino-americana. É autor de inúmeros clássicos da música criolla, como Los Hermanos ("Yo tengo tantos hermanos...") ou Los Ejes de mi Carreta ("Porque no engraso los ejes..."), e também foi ele quem resgatou do folclore popular Duerme Negrito, uma canção-símbolo da América do Sul.
Quem teve a oportunidade histórica de ouvi-lo, em dezembro de 1980, na Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, certamente entende a humildade irônica da frase que encerra a letra de El Payador Perseguido: "!Talvez alguno se acuerde que aqui cantó um argentino!".
(colaborou Geraldo Hasse)











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