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Posts com a tag "escritor"

Frase do dia: Dalton Trevisan

14 de junho de 2013 0

O escritor curitibano Dalton Trevisan, que hoje completa 88 anos, é um dos mais célebres reclusos da literatura brasileira. É um sujeito completamente avesso a entrevistadores, câmeras e fotógrafos - tanto que há pouquíssimas imagens dele à disposição. Tanto que ele passou a ser conhecido pelo título de um de seus livros mais famosos, o volume de contos O Vampiro de Curitiba (1965).

Foto: reprodução

Os contos são o território de Trevisan, e neles é considerado um dos maiores nomes das letras nacionais. Outros de seus livros mais conhecidos, muitos deles premiados, são Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964), A Guerra Conjugal (1969), Crimes de Paixão (1978) e Pico na Veia (2002). Em Ah, É? (1994), explorou um estilo mais minimalista - é desse livro a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira ("De que serve fazer bem uma gaiola se nenhum passarinho quer entrar?").

Veja um documentário sobre o escritor:

Frase do dia: Leminski

07 de junho de 2013 0

Foto: Dulce Helfer, BD, 30/5/1987

Escritor, tradutor, professor e compositor, o curitibano Paulo Leminski (1944-1989) é um dos grandes nomes da cultura brasileira recente. A parte mais conhecida de sua obra é a poesia, com a qual se mantém como artista influente até hoje. Os versos reproduzidos no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira ("essa ideia / ninguém me tira / matéria é mentira") estão em um de seus livros de poemas, o póstumo La Vie en Close (1991).

Mas Leminski também escreveu ensaios e textos críticos, além de traduzir obras de James Joyce e Samuel Beckett, entre outros autores. Entre seus livros de prosa, se destacam o experimental Catatau (1975) e o premiado Metamorfose (1994).

Leminski morou no lendário Solar da Fossa - casarão carioca que abrigou dezenas de artistas, como Caetano Veloso, Gal Costa e Paulinho da Viola nos anos 1960. Foi casado com a também poeta Alice Ruiz e teve canções suas gravadas por nomes como A Cor do Som e o próprio Caetano. Morreu em 7 de junho de 1989, em decorrência de cirrose.

Frase do dia: Lins do Rego

03 de junho de 2013 0

Foto: reprodução

Ao lado de nomes como o do gaúcho Erico Verissimo, do alagoano Graciliano Ramos e do baiano Jorge Amado, o paraibano José Lins do Rego (1901-1957) é considerado um dos grandes escritores regionalistas da literatura brasileira. De fato, a decadência do engenho açucareiro nordestino - realidade que ele conheceu de perto, na condição de descendente de senhores de engenho - é o pano de fundo de várias de suas principais obras, especialmente o mais aclamado de seus romances, Fogo Morto (1943).

Foto: reprodução

Menino de Engenho (1932), O Moleque Ricardo (1935) e Riacho Doce (1939) são outros de seus romances mais conhecidos, escritos em meio a uma trajetória movimentada. Lins do Rego foi promotor público, fiscal bancário e membro da Academia Brasileira de Letras. No discurso de posse na ABL, Rego ironizou o antecessor, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ataulfo de Paiva, referindo-se a ele como alguém que "chegou à academia sem nunca ter gostado de um poema".

No mesmo discurso, proferiu a frase que está no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira em que seu nascimento completa 112 anos: "O espírito dos jovens não faz mal aos que sabem envelhecer".

Frase do dia: Voltaire

30 de maio de 2013 0

Voltaire em retrato de Nicolas de Largillière. Foto: reprodução

Embora tenha morrido mais de 10 anos antes do início da Revolução Francesa (1789-1799), o escritor e filósofo Voltaire (1694-1778) foi uma influência, direta ou não, para um dos momentos mais importantes da História. Especialmente por sua índole questionadora e provocativa, cujos alvos mais frequentes eram os dogmas da Igreja e as instituições de sua época.

O parisiense François-Marie Arouet adotou o nome Voltaire depois de um período em que esteve preso na Bastilha, em 1717, devido a um poema que satirizava a monarquia. Não foi a única vez em que o filósofo foi detido por suas provocações em relação à religião ou à política. Defender as liberdades de religião e de expressão foi uma das principais bandeiras do escritor, que deixou uma obra literária vultosa, expressa em cartas, poemas, romances, ensaios, textos históricos e peças de teatro. Uma das obras mais famosas nesse conjunto é o Dicionário Filosófico (1764).

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte de Voltaire completa 235 anos ("O homem é livre no instante em que desejar ser livre") está na peça Brutus (1730).

Frase do dia: Artur da Távola

09 de maio de 2013 0

Foto: Mauro Vieira, BD

Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros (1936-2008) ficou famoso na política e na imprensa brasileira como Artur da Távola. Em uma seara, foi deputado, senador, secretário de Cultura e participou da elaboração da Constituição de 1988. Na outra, atuou em jornais como Última Hora, O Globo e O Dia, publicou mais de 20 livros de contos e crônicas e apresentou o programa Quem Tem Medo de Música Clássica?, na TV Senado.

Artur da Távola foi um dos muitos políticos cassados durante a Ditadura Militar, chegando a exilar-se em países como Bolívia e Chile ainda nos anos 1960. Nos 1980, foi um dos fundadores do PSDB. Em seu blog, escreveu que "a verdadeira humildade é o equilíbrio", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte do cronista completa cinco anos.

Frase do dia: John Fante

08 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

O nome do escritor americano John Fante (1909-1983) ganhou algum destaque nos anos 2000, quando a Hollywood que ele tanto amou e descreveu em seus livros lançou uma adaptação cinematográfica de seu texto mais famoso, Pergunte ao Pó, com Colin Farrell como Arturo Bandini e Salma Hayek como Camilla Lopez.

É certo que Pergunte ao Pó, lançado em 1939, é o livro mais célebre de Fante, admirado por nomes como Charles Bukowski. Mas o fato é que a versão para o cinema enfatizou mais os preconceitos contra os imigrantes e seus descendentes - caso do personagem principal da história, Arturo Bandini, alter ego do autor, representando o jovem aspirante a escritor, nascido no Interior de uma família de origem italiana, que ambiciona uma carreira literária de sucesso. Mas o filme passa ao largo da riqueza poética da prosa de Fante e da observação afetiva sobre o lado menos brilhante do sonho americano.

Aspectos que são fortes em Pergunte ao Pó e em outros romances importantes de Fante, como O Caminho de Los Angeles (escrito nos anos 1930 e publicado nos 1980) e Espere a Primavera, Bandini (1936), também com Arturo como figura central. E Fante também produziu para o cinema, assinando roteiros de produções como Lágrimas de Triunfo (1957) e Pelos Bairros do Vício (1962).

O escritor morreu em 8 de maio de 1983 - em decorrência do diabetes, já havia perdido a visão e as duas pernas. Um de seus últimos livros é Sonhos de Bunker Hill (1982), ditado à mulher de Fante, Joyce, e fiel à máxima de que "um autor põe seu coração e suas entranhas na página. Um bom livro pode mudar o mundo" - frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Frase do dia: Afonso Arinos

01 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

Jurista, jornalista e escritor, o mineiro Afonso Arinos de Melo Franco (1868-1916) foi o primeiro de pelo menos três personagens homônimos a ganhar destaque nas letras brasileiras. Integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele é autor de obras importantes da vertente regionalista nacional - entre elas, os livros de contos Pelo Sertão e Os Jagunços (ambos de 1898) e os textos póstumos O Contratador de Diamantes e Lendas e Tradições Brasileiras. Morreu na Espanha, depois de adoecer durante a viagem à Europa.

O Afonso Arinos escritor foi tio do Afonso Arinos (1905-1990) que, como deputado federal, propôs a lei contra a discriminação racial no Brasil - conhecida justamente como Lei Afonso Arinos, aprovada em 1951. Há ainda um terceiro Afonso Arinos, filho deste último.

O fato é que o primeiro Afonso Arinos é considerado um dos mestres do regionalismo literário brasileiro. Em seu discurso de posse na ABL, afirmou que "para escrever para o povo, é preciso ser do povo", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Fogo amigo

25 de abril de 2013 2

O patrono da cadeira número 33 da Academia Rio-Grandense de Letras, João César de Castro, tem uma curiosa biografia. Gaúcho de Porto Alegre, nascido em 8 de fevereiro de 1884, estudou na Escola Preparatória de Rio Pardo, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, e voltou ao Sul para concluir seu curso militar, em 1908, na Escola de Guerra da Capital. No curso do Estado Maior do Exército, obteve o grau de Engenheiro Geógrafo, e em seguida fez aperfeiçoamento no Exército. Em 1925, formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Além de militar e médico, dedicava-se também às letras. Era escritor, poeta da escola simbolista, prosador e cronista.

João César de Castro. Foto: arquivo pessoal

Quando eclodiu a Revolução de 1930, ele servia ao Exército, como major e subcomandante do 23º Batalhão, na cidade paraibana de Sousa. Seu chefe e comandante era o tenente-coronel cearense Pedro Ângelo Correia. Como se sabe, o assassinato do Presidente da Paraíba, João Pessoa, no Recife, em 26 de julho de 1930, foi o estopim para a articulação da revolução que já se prenunciava. No dia 3 de outubro, o movimento armado se iniciou, ganhando as ruas, aqui em Porto Alegre. Foi a véspera da morte do militar-doutor e poeta gaúcho, ocorrida no distante estado nordestino onde ele servia.

Na casa do posto de comando, Pedro Ângelo, seu sub João Cesar e alguns poucos subordinados de sua guarda pessoal recebem voz de prisão dos colegas revolucionários rebelados. O comandante não acata a insubordinação, bate a porta e se entrincheira, trocando tiros com os revoltosos. Diante da situação, com o grupo encurralado, o sub insiste para que o chefe se renda. Ângelo, decidido a resistir e desesperado, atira no subordinado, e também num soldado da guarda que tenta acudi-lo. Finalmente, abre a porta e sai gritando que não morrerá "como um cão enfurnado". Alvejado, morre. João César de Castro não resiste ao ferimento provocado pela arma do seu comandante e também morre.

Ele deixou mais de uma dúzia de obras literárias publicadas, como Esperança Morta, de 1908.

(Colaboraram Renata Carrion e Nety Maria Heleres Carrion)

Frase do dia: Milan Kundera

01 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Milan Kundera é o escritor mais conhecido da República Checa, embora há muito tempo não esteja vivendo em seu país de origem. O autor, nascido há exatos 84 anos, tem na extinta Checoslováquia o pano de fundo para boa parte de suas obras - a mais famosa delas é o romance A Insustentável Leveza do Ser, de 1984. Mas, desde 1975, está exilado na França, tendo inclusive adquirido a cidadania francesa.

A crítica ao antigo regime comunista da Checoslováquia aparece em boa parte de seus textos - outros de seus romances conhecidos são A Brincadeira (1967) e O Livro do Riso e do Esquecimento (1978). Seu romance mais recente é A Ignorância (2000), mas o de maior impacto foi mesmo A Insustentável..., que ganhou versão cinematográfica, dirigida por Philip Kaufman, em 1988. É desse livro a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou como fracasso").

Frase do dia: Goethe

22 de março de 2013 0

Goethe, em retrato de Joseph Karl Stieler. Foto: reprodução

Nome de uma famosa avenida de Porto Alegre, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) morreu há exatos 181 anos. Deixou uma obra ampla, que vai da poesia épica à autobiografia, do texto científico à prosa de ficção, da peça de teatro à crítica literária. É um dos maiores nomes da literatura da Alemanha, e foi um dos pilares do romantismo europeu em seu tempo.

Entre seus textos mais famosos, estão a peça trágica Fausto (1808-1832), os romances Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) e As Afinidades Eletivas (1809) e o poema O Aprendiz de Feiticeiro (1797). Além da literatura, Goethe também atuou como diplomata e político. "A instrução faz muito, mas o encorajamento faz tudo" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Curiosamente, a Avenida Goethe faz esquina com a Rua Schiller, homenagem a outro autor alemão: Friedrich Schiller (1759-1805) - que, ao lado de Goethe, foi um dos líderes do movimento literário Sturm und Drang ("tempestade e ímpeto"), na segunda metade do século 18.