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Posts com a tag "escritor"

Frase do dia: Artur da Távola

09 de maio de 2013 0

Foto: Mauro Vieira, BD

Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros (1936-2008) ficou famoso na política e na imprensa brasileira como Artur da Távola. Em uma seara, foi deputado, senador, secretário de Cultura e participou da elaboração da Constituição de 1988. Na outra, atuou em jornais como Última Hora, O Globo e O Dia, publicou mais de 20 livros de contos e crônicas e apresentou o programa Quem Tem Medo de Música Clássica?, na TV Senado.

Artur da Távola foi um dos muitos políticos cassados durante a Ditadura Militar, chegando a exilar-se em países como Bolívia e Chile ainda nos anos 1960. Nos 1980, foi um dos fundadores do PSDB. Em seu blog, escreveu que "a verdadeira humildade é o equilíbrio", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte do cronista completa cinco anos.

Frase do dia: John Fante

08 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

O nome do escritor americano John Fante (1909-1983) ganhou algum destaque nos anos 2000, quando a Hollywood que ele tanto amou e descreveu em seus livros lançou uma adaptação cinematográfica de seu texto mais famoso, Pergunte ao Pó, com Colin Farrell como Arturo Bandini e Salma Hayek como Camilla Lopez.

É certo que Pergunte ao Pó, lançado em 1939, é o livro mais célebre de Fante, admirado por nomes como Charles Bukowski. Mas o fato é que a versão para o cinema enfatizou mais os preconceitos contra os imigrantes e seus descendentes - caso do personagem principal da história, Arturo Bandini, alter ego do autor, representando o jovem aspirante a escritor, nascido no Interior de uma família de origem italiana, que ambiciona uma carreira literária de sucesso. Mas o filme passa ao largo da riqueza poética da prosa de Fante e da observação afetiva sobre o lado menos brilhante do sonho americano.

Aspectos que são fortes em Pergunte ao Pó e em outros romances importantes de Fante, como O Caminho de Los Angeles (escrito nos anos 1930 e publicado nos 1980) e Espere a Primavera, Bandini (1936), também com Arturo como figura central. E Fante também produziu para o cinema, assinando roteiros de produções como Lágrimas de Triunfo (1957) e Pelos Bairros do Vício (1962).

O escritor morreu em 8 de maio de 1983 - em decorrência do diabetes, já havia perdido a visão e as duas pernas. Um de seus últimos livros é Sonhos de Bunker Hill (1982), ditado à mulher de Fante, Joyce, e fiel à máxima de que "um autor põe seu coração e suas entranhas na página. Um bom livro pode mudar o mundo" - frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Frase do dia: Afonso Arinos

01 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

Jurista, jornalista e escritor, o mineiro Afonso Arinos de Melo Franco (1868-1916) foi o primeiro de pelo menos três personagens homônimos a ganhar destaque nas letras brasileiras. Integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele é autor de obras importantes da vertente regionalista nacional - entre elas, os livros de contos Pelo Sertão e Os Jagunços (ambos de 1898) e os textos póstumos O Contratador de Diamantes e Lendas e Tradições Brasileiras. Morreu na Espanha, depois de adoecer durante a viagem à Europa.

O Afonso Arinos escritor foi tio do Afonso Arinos (1905-1990) que, como deputado federal, propôs a lei contra a discriminação racial no Brasil - conhecida justamente como Lei Afonso Arinos, aprovada em 1951. Há ainda um terceiro Afonso Arinos, filho deste último.

O fato é que o primeiro Afonso Arinos é considerado um dos mestres do regionalismo literário brasileiro. Em seu discurso de posse na ABL, afirmou que "para escrever para o povo, é preciso ser do povo", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Fogo amigo

25 de abril de 2013 2

O patrono da cadeira número 33 da Academia Rio-Grandense de Letras, João César de Castro, tem uma curiosa biografia. Gaúcho de Porto Alegre, nascido em 8 de fevereiro de 1884, estudou na Escola Preparatória de Rio Pardo, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, e voltou ao Sul para concluir seu curso militar, em 1908, na Escola de Guerra da Capital. No curso do Estado Maior do Exército, obteve o grau de Engenheiro Geógrafo, e em seguida fez aperfeiçoamento no Exército. Em 1925, formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Além de militar e médico, dedicava-se também às letras. Era escritor, poeta da escola simbolista, prosador e cronista.

João César de Castro. Foto: arquivo pessoal

Quando eclodiu a Revolução de 1930, ele servia ao Exército, como major e subcomandante do 23º Batalhão, na cidade paraibana de Sousa. Seu chefe e comandante era o tenente-coronel cearense Pedro Ângelo Correia. Como se sabe, o assassinato do Presidente da Paraíba, João Pessoa, no Recife, em 26 de julho de 1930, foi o estopim para a articulação da revolução que já se prenunciava. No dia 3 de outubro, o movimento armado se iniciou, ganhando as ruas, aqui em Porto Alegre. Foi a véspera da morte do militar-doutor e poeta gaúcho, ocorrida no distante estado nordestino onde ele servia.

Na casa do posto de comando, Pedro Ângelo, seu sub João Cesar e alguns poucos subordinados de sua guarda pessoal recebem voz de prisão dos colegas revolucionários rebelados. O comandante não acata a insubordinação, bate a porta e se entrincheira, trocando tiros com os revoltosos. Diante da situação, com o grupo encurralado, o sub insiste para que o chefe se renda. Ângelo, decidido a resistir e desesperado, atira no subordinado, e também num soldado da guarda que tenta acudi-lo. Finalmente, abre a porta e sai gritando que não morrerá "como um cão enfurnado". Alvejado, morre. João César de Castro não resiste ao ferimento provocado pela arma do seu comandante e também morre.

Ele deixou mais de uma dúzia de obras literárias publicadas, como Esperança Morta, de 1908.

(Colaboraram Renata Carrion e Nety Maria Heleres Carrion)

Frase do dia: Milan Kundera

01 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Milan Kundera é o escritor mais conhecido da República Checa, embora há muito tempo não esteja vivendo em seu país de origem. O autor, nascido há exatos 84 anos, tem na extinta Checoslováquia o pano de fundo para boa parte de suas obras - a mais famosa delas é o romance A Insustentável Leveza do Ser, de 1984. Mas, desde 1975, está exilado na França, tendo inclusive adquirido a cidadania francesa.

A crítica ao antigo regime comunista da Checoslováquia aparece em boa parte de seus textos - outros de seus romances conhecidos são A Brincadeira (1967) e O Livro do Riso e do Esquecimento (1978). Seu romance mais recente é A Ignorância (2000), mas o de maior impacto foi mesmo A Insustentável..., que ganhou versão cinematográfica, dirigida por Philip Kaufman, em 1988. É desse livro a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou como fracasso").

Frase do dia: Goethe

22 de março de 2013 0

Goethe, em retrato de Joseph Karl Stieler. Foto: reprodução

Nome de uma famosa avenida de Porto Alegre, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) morreu há exatos 181 anos. Deixou uma obra ampla, que vai da poesia épica à autobiografia, do texto científico à prosa de ficção, da peça de teatro à crítica literária. É um dos maiores nomes da literatura da Alemanha, e foi um dos pilares do romantismo europeu em seu tempo.

Entre seus textos mais famosos, estão a peça trágica Fausto (1808-1832), os romances Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) e As Afinidades Eletivas (1809) e o poema O Aprendiz de Feiticeiro (1797). Além da literatura, Goethe também atuou como diplomata e político. "A instrução faz muito, mas o encorajamento faz tudo" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Curiosamente, a Avenida Goethe faz esquina com a Rua Schiller, homenagem a outro autor alemão: Friedrich Schiller (1759-1805) - que, ao lado de Goethe, foi um dos líderes do movimento literário Sturm und Drang ("tempestade e ímpeto"), na segunda metade do século 18.

Frase do dia: Graciliano Ramos

20 de março de 2013 0

Foto: reprodução

Um dos maiores nomes da literatura brasileira foi descoberto graças ao trabalho na política. O alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) foi prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, e um de seus relatórios de prestação de contas do município atraiu a atenção de um editor, que o incentivou a apresentar mais textos para publicação - e ele já tinha concluído seu primeiro romance, Caetés, publicado em 1933.

A obra mais famosa, no entanto, veio a público cinco anos depois: o romance Vidas Secas, sobre a trajetória de uma família de retirantes nordestinos, aclamado como um dos livros mais representativos das letras brasileiras e adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos em 1963.

Foto: reprodução

São Bernardo (1934) e Angústia (1936) são outros de seus livros mais importantes. Graciliano foi também jornalista e memorialista, e chegou a ser preso durante a ditadura de Getúlio Vargas por suas relações com o comunismo - o livro Memórias do Cárcere, publicado postumamente em 1953, narra episódios desse período.

''A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira em que a morte de Graciliano, em decorrência de um câncer de pulmão, completa 60 anos.

Frase do dia: Bioy Casares

08 de março de 2013 1

Foto: reprodução

Adolfo Bioy Casares (1914-1999) formou, com o conterrâneo Jorge Luis Borges (1899-1986), uma dupla que foi além da amizade e chegou à parceria artística. Não por acaso, ambos figuram entre os maiores nomes da literatura argentina. Bioy se destacou pela prosa impecável de uma obra que transita entre a literatura fantástica, o texto policial e a ficção científica, e foi bastante reconhecido, como comprovam prêmios como o Cervantes e o Alfonso Reyes de 1990.

Uma de suas obras mais famosas é o romance A Invenção de Morel (1940), que combina a narrativa fantástica à observação crítica da tecnologia moderna. Outros de seus livros mais conhecidos editados recentemente no Brasil são Histórias Fantásticas (contos, 1972), O Sonho dos Heróis (romance, 1954) e Diário da Guerra do Porco (romance, 1969).

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira ("Gostaria que o fim do mundo me colhesse numa sala de cinema") vem de uma entrevista de Bioy concedida em 1995. neste 8 de março, a morte do escritor completa 14 anos.

Frase do dia: Rui Barbosa

01 de março de 2013 0

Foto: reprodução

Jurista, político, diplomata, escritor, tradutor e orador, Rui Barbosa (1849-1923) é figura de relevo na história do Brasil. Como jornalista, foi um dos grandes defensores do abolicionismo e do sistema federativo. Na política, foi parlamentar e ministro nos primeiros anos da república no país. Em 1907, teve seu grande momento diplomático ao chefiar a delegação brasileira na Conferência de Paz, em Haia - seu discurso em defesa da igualdade das nações soberanas lhe valeu, depois, o apelido de Águia de Haia.

Como escritor, Rui Barbosa deixou obra significativa, entre ensaios, artigos, críticas e textos jurídicos. Uma das peças mais famosas é a Oração aos Moços, discurso escrito para os formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira ("Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte") está no volume IX das Obras Completas de Barbosa - que morreu há exatos 90 anos.

Frase do dia: Henry James

28 de fevereiro de 2013 0

James retratado por John Singer Sargent. Foto: reprodução

Henry James (1843-1916) foi um dos prosadores de língua inglesa mais respeitados no final do século 19 e no início do século 20, período em que se firmou como expoente do realismo literário. Entre seus livros mais conhecidos, estão Retrato de uma Senhora (1880-1881), A Volta do Parafuso (1898) e As Asas do Pombo (1902). Também é aclamado por explorar narrativas do ponto de vista de personagens específicos, lançando mão, por exemplo, de monólogos interiores.

Filho de um importante filósofo americano, Henry James Sr., James também foi irmão do psicólogo William James. Desde cedo, viajou muito à Europa, e o encontro cultural entre a América e o Velho Continente marcaria muitos de seus textos futuros. Nascido nos Estados Unidos, naturalizou-se britânico em 1915.

"Uma experiência profunda nunca é pacífica", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte de James completa 97 anos, está no livro Madame de Mauves (1874).