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Posts com a tag "Frase do dia"

Frase do dia: Renato Borghetti

23 de julho de 2013 0

Foto: Ricardo Chaves, BD, 20/3/2013

Quem quiser falar em música regional gaúcha não poderá deixar de mencionar o nome de Renato Borghetti. O gaiteiro, que completa 50 anos de idade nesta terça-feira, não é apenas um dos maiores instrumentistas do Brasil. É um músico respeitado no país e no Exterior pela habilidade em combinar a sonoridade gauchesca de milongas e vanerões a elementos musicais de outras origens, como o frevo, o baião e o jazz.

Hoje um artista requisitado também na Europa, onde realiza turnês com frequência, Borghettinho já lançou 14 álbuns. O primeiro deles, de 1984, vendeu mais de cem mil cópias e tornou-se o primeiro disco de música instrumental brasileiro a conquistar Disco de Ouro. Em todos eles, a raiz gaúcha de sua musicalidade é evidente, com diferentes graus de experimentação com outros ritmos.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho de hoje (”Sempre quero achar o equilíbrio entre a modernidade e a tradição”) veio de uma entrevista concedida por Borghetti a Zero Hora em 2001.

Frase do dia: Edward Hopper

22 de julho de 2013 0

Autorretrato de Edward Hopper (1906). Foto: reprodução

A vida dos norte-americanos no século 20 – mais especificamente, nas décadas de 1920 a 1960 – foi um dos principais temas do pintor Edward Hopper (1882-1967). As cenas cotidianas retratadas por ele em pinturas como Automat (1927) e Aves da Noite (Nighthawks, 1942) são surpreendentes – têm uma fidelidade comparável à de uma fotografia, mas ao mesmo tempo são carregadas de subjetividade.

Nighthawks. Foto: reprodução

Essa leitura da realidade foi trabalhada ao longo de seis décadas de trajetória, e fez de Hopper um dos artistas mais influentes no cenário americano, especialmente na pop art. Ele mesmo defendia que “a única qualidade que perdura na arte é uma visão pessoal do mundo” – frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira em que o nascimento do artista completa 131 anos.

Automat. Foto: reprodução

Frase do dia: Dercy Gonçalves

19 de julho de 2013 0

Foto: Dulce Helfer, BD, 14/10/2004

Em 101 anos de vida, Dercy Gonçalves (1907-2008) fez muita gente dar risada. Atriz, humorista e cantora com décadas de trajetória, tornou-se uma das artistas mais famosas e representativas da cultura popular brasileira – em grande parte, especialmente na última parte da carreira, pelo jeito informal e desbocado de ver e falar da vida.

Dolores Gonçalves Costa teve infância pobre, fugiu de casa na adolescência para ser artista, atuou em teatro, cinema e televisão e foi homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro. Estrelou dezenas de produções, sempre se destacando como comediante. Morreu em 19 de julho de 2008, em decorrência de problemas respiratórios, deixando muitas lições artísticas e comportamentais. Uma delas está no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira: “As pessoas devem se amar primeiro, viver dentro de si, para depois viver a vida”.

Frase do dia: Mandela

18 de julho de 2013 0

Foto: reprodução

O sul-africano Nelson Mandela é talvez a maior referência em direitos humanos nos dias atuais. Tanto que a ONU instituiu um dia mundial dedicado a ele, sempre em 18 de julho, data de seu aniversário. O ex-presidente da África do Sul completa hoje 95 anos de vida em um momento delicado – está há mais de um mês internado devido a problemas respiratórios. Mas se mantém como um símbolo da luta contra a desigualdade e a intolerância em escala global.

Antes de ser eleito presidente de seu país, cargo que exerceu de 1994 a 1999, Mandela foi um revolucionário. Advogado, sempre procurou combater a política de segregação racial (apartheid) implantada oficialmente na África do Sul depois de 1948. Foi condenado à prisão perpétua nos anos 1960 por sabotagem, pena que cumpriu durante 27 anos. O clamor internacional por sua libertação foi atendido em fevereiro de 1990.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira (“O homem que toma a liberdade de outro homem é um prisioneiro do ódio”) está na autobiografia Um Longo Caminho para a Liberdade, publicada em 1994.

Frase do dia: Billie Holiday

17 de julho de 2013 1

Capa do disco Lady in Satin, de 1958. Foto: reprodução

Muitas são as cantoras que se dedicaram e se dedicam ao jazz e a suas derivações. Entre todas elas, a mais famosa – e provavelmente a mais influente – é a americana Eleanora Fagan, conhecida como Billie Holiday (1915-1959), cuja morte completa hoje 54 anos.

A vida e a trajetória de Billie coincidem com a própria afirmação do jazz como um dos gêneros mais característicos da música americana. Uma das principais contribuições dela foi investir na improvisação e na intensidade da interpretação, garantindo que suas performances fossem sempre únicas. Ela também ajudou a criar canções que estão entre os standards americanos, como Lady Sings the Blues e Strange Fruit.

A vida particular foi turbulenta desde o início. A menina Eleanora viveu em várias casas, foi violentada, trabalhou desde cedo. A adulta teve inúmeras desilusões amorosas e abusou das drogas, mas conquistou grande sucesso, especialmente nos anos 1940 e 1950. Morreu por complicações hepáticas aos 44 anos, deixando como herança uma escola de interpretação que ecoa até hoje.

Em uma de suas canções mais famosas, Fine and Mellow, Billie cantou que “o amor vai fazer você cometer coisas que você sabe serem erradas” – frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Frase do dia: Walter Benjamin

15 de julho de 2013 0

Foto: reprodução

Na era da internet e da interatividade, ganha cada vez mais importância a reflexão sobre a noção de autoria e sobre o próprio conceito de obra de arte. Um debate que o filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940) já propunha na década de 1930, quando lançou um de seus principais textos, A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica.

Nascido em 15 de julho de 1892, Benjamin cruzou referências aparentemente diversas – como as ideias Marx e Hegel, a obra de Brecht e o misticismo judaico – para criar sua própria e profunda visão da teoria estética. Abordou temas concretos da literatura, da arte, das técnicas e da vida social. Analisou (e, em muitos casos, traduziu para o alemão) obras de Baudelaire e Proust.

Benjamin também costuma ser associado à Escola de Frankfurt, à qual também estiveram vinculados nomes como Theodor Adorno e Herbert Marcuse. O filósofo morreu ao fugir do regime nazista, em 1940. A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira (“Pensar envolve não apenas o fluxo dos pensamentos, mas também a captura deles”) é do texto Teses Sobre o Conceito de História (1940).

Frase do dia: Thoreau

12 de julho de 2013 0

Foto: reprodução

Poeta, filósofo, abolicionista e pesquisador, Henry David Thoreau (1817-1862) foi um dos grandes pensadores americanos do século 19. Nascido há exatos 196 anos, ele antecipou questões hoje ainda presentes, como a crítica do desenvolvimentismo e a preocupação com a preservação do ambiente.

Suas duas obras mais conhecidas são o livro Walden (ou A Vida nos Bosques) (1854) – no qual reflete sobre a possibilidade de uma vida mais simplificada e em contato com a natureza – e o ensaio A Desobediência Civil (1849), no qual defende a liberdade de consciência ante governos considerados injustos.

O conceito de desobediência civil acabaria influenciando ativistas e pensadores nas décadas seguintes – entre eles, Tolstoi, Gandhi e Martin Luther King. Autor de dezenas de escritos em diferentes áreas, Thoreau refletiu, no primeiro capítulo de Walden: “Toda geração ridiculariza a moda antiga, mas segue religiosamente a nova” – frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Frase do dia: George Gershwin

11 de julho de 2013 0

Foto: reprodução

George Gershwin (1898-1937) é um dos símbolos da música americana. Compositor e pianista, criou algumas das melodias mais conhecidas do cancioneiro dos Estados Unidos. Entre elas, I Got Rhythm e Summertime – esta última, uma parte da ópera Porgy and Bess. De quebra, foi um dos artistas mais importantes a fazer a ponte entre o jazz e a música erudita em obras como Rhapsody in Blue e An American in Paris.

De origem judia, filho de imigrantes russos, Gershwin e seu irmão Ira – que iria escrever letras para muitas das músicas de George – cresceram nas ruas de Nova York. Nos anos 20, os dois irmãos estariam entre os principais compositores da Broadway, escrevendo para musicais como Lady, Be Good (1924) e Funny Face (1927). Na década seguinte, George foi morar em Hollywood, onde também teve sucesso compondo para filmes como Vamos Dançar? (1937).

Sempre disposto a cruzar referências do balé, da canção popular e da música erudita, Gershwin dizia que “a música deve repetir o pensamento e as aspirações dos tempos”, frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte do compositor completa 76 anos.

Frase do dia: Proust

10 de julho de 2013 0

Foto: reprodução

O nome do escritor francês Marcel Proust (1871-1922) será sempre associado ao título de sua obra mais famosa: o romance Em Busca do Tempo Perdido. Dividido em sete volumes e publicado entre 1913 e 1927, o texto é apontado como uma das maiores obras literárias do século 20 – para alguns críticos, seria o maior romance do período.

Foto: reprodução

Os méritos de Em Busca… estão na abordagem de temas como a memória, a arte, a ansiedade, a passagem do tempo e a homossexualidade – este último, em particular, bem pouco presente na literatura até então. A arquitetura do texto, com sua profusão de situações e personagens direta ou indiretamente relacionados, também é reconhecida como grande influência para muitos autores.

Proust, nascido a 10 de julho de 1871, viveu em uma família rica, frequentando salões da alta sociedade. Escreveu em jornais, e também produziu contos e poemas. Teve saúde frágil, e morreu em 1922, vítima de pneumonia, antes de ver publicados todos os volumes de Em Busca… – desse livro, foi reproduzida a frase do Almanaque Gaúcho desta quarta-feira (“Nossa personalidade social é uma criação do pensamento alheio”).

Frase do dia: Sartre

21 de junho de 2013 0

Foto: reprodução

Jean-Paul Sartre (1905-1980) é um dos maiores vultos do pensamento ocidental, com uma obra ampla e diversificada, que vai da ficção ao ensaio crítico, passando pela reflexão filosófica. Recusou honrarias como a da Legião de Honra e o Prêmio Nobel de Literatura, acreditando que o pensador não deve se deixar transformar em uma instituição.

Sartre, cujo nascimento completa 108 anos nesta sexta-feira, normalmente é associado ao existencialismo – uma vertente filosófica para a qual os atos, sentimentos e vidas humanas são o ponto de partida, e não meramente o pensamento. Em O Existencialismo É um Humanismo (1946), lançou a ideia de que a existência de uma pessoa precede sua existência – ou seja, cada ser humano, por conta própria, pode definir sua própria essência. Outra de suas obras mais destacadas é Crítica da Razão Dialética (1960), no qual estabelece um diálogo crítico entre o marxismo e o existencialismo.

O longo relacionamento aberto com a também pensadora Simone de Beauvoir certamente fez com que um influenciasse a obra e as ideias do outro. A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho de hoje (“É preciso ter a coragem de fazer como toda a gente para não ser como ninguém”) está no livro A Idade da Razão (1945).