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Posts com a tag "futebol"

Gol de letra

17 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

A imagem acima mostra a capa da primeira edição da revista esportiva Goool, publicada em 4 de maio de 1983. Na estreia, a revista - que comemora esta noite seu 30º aniversário - dedicava atenção especial ao ex-jogador Valdomiro Vaz Franco, ídolo do Internacional nos anos 1970.

A publicação seguiu em atividade ininterrupta nessas três décadas que se passaram, sempre com o esporte gaúcho em destaque.

Do futebol ao rúgbi

22 de abril de 2013 0

Bento Gonçalves já foi uma colônia de Montenegro. No início da povoação, o lugar se chamava  Cruzinha, mas foi com a chegada dos imigrantes italianos, a partir de 1875, que a vila se consolidou na colônia denominada Dona Isabel. Em 1890, desmembrou-se de Montenegro e ganhou o nome que homenageia o líder Farroupilha. Uma das principais cidades da serra gaúcha, se tornou importante polo vitivinícola e industrial.

Avenida Osvaldo Aranha, com o Estádio da Montanha, em 1966. Foto: Arquivo Pessoal

Curiosamente, o rúgbi está se tornando lá um esporte cada vez mais popular. O Farrapos Rúgbi Clube foi, em 2010, campeão nacional da segunda divisão e, com isso, garantiu sua participação no Campeonato Brasileiro de Rúgbi, como o primeiro representante gaúcho nessa modalidade. Com a inauguração do Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos, em 2004, a antiga casa do Clube Esportivo, chamada de Estádio da Montanha, teve seu campo adaptado para a prática do rúgbi. Em 2011 o Campeonato Sul-Americano de Rúgbi foi disputado ali.


Colaborou: Dolmires José Visentin Lunardi

Na mesma rua, o campo atual, que foi adaptado para a prática do rúgbi.
Foto: Reprodução Google Maps

O general futebolista

19 de dezembro de 2012 0

Ernesto Dorneles e a bola. Fotos: Wilson Cavalheiro, Revista do Globo, reprodução

Na Revista do Globo de setembro de 1953, o repórter Rubens Vidal e o fotógrafo Wilson Cavalheiro registraram a inusitada performance do governador gaúcho, o general Ernesto Dorneles (1897 – 1964), durante uma visita oficial a Palmares.

Após churrasco, a gurizada armou o bate-bola, observada pelo governador com "ansiosa atenção", até que a bola "correu para seus pés. O general levantou-a com elegância, peneirou-a com a habilidade de um craque experimentado e entrou no jogo... Demonstrou ser um jogador sóbrio, mas um tanto lento. Revelou certo descaso pelo drible e pela jogada espetacular, tendo perdido várias oportunidades de fazer gol".

Pelada cinquentona

11 de dezembro de 2012 3

Pode uma esculhambação durar 50 anos? Pode. Desde que seja movida por um mínimo de objetivos em comum - e que, entre eles, esteja o mais brasileiro e aglutinador: a paixão pelo futebol. O Veludo - que fará uma festa no próximo sábado, dia 15, a partir das 9h30min, no campo do Seminário Concórdia (Rua Coronel Lucas de Oliveira, 894) - é a prova mais evidente desta improvável (mas concreta) realidade. Está comemorando 50 anos de existência.

Em cena de 1962, Cesar ataca contra o goleiro Aranha. Fotos: arquivo pessoal

A tradição do Veludo mantida em campo, em foto de 1997

Tudo começou em 1962, com um grupo de jovens estudantes que, nos fins de semana, migravam para a Praia do Veludo, em Belém Novo, onde uma colega tinha uma casa. Foi lá que descobriram um canto de grama cercado de árvores, junto ao Guaíba. Em 1964, a ideia de jogar todos os sábados naquele lugar já estava enraizada na turminha que se encontrava defronte à Faculdade de Filosofia para, em caravana, seguir para a Zona Sul.

O goleiro é o comentarista Ruy Carlos Ostermann, em foto de 1968

Veio a ditadura e aquela elite artístico-intelectual-esquerdista e futebolística veludiana continuou se encontrando para momentos de descontração momentânea. Alguns viveram o exílio, outros morreram. O importante é que o Veludo sobreviveu. Mudou de lugar, mas continuou plural, esculhambado, glorioso ou ridículo, com sua bola quadrada nos pés de gente craque nas relações humanas, principalmente fora das quatro linhas. Cesar Dorfman, Hamilton Mancuso, Carlos Jorge Appel, Enio Dexheimer, Milton Libel e muitos outros.

Em 1997, os 35 anos do Veludo contaram com presença do então prefeito Raul Pont (ao centro)

Alguns nomes ilustres que também passaram pelos campos do Veludo:

Jorge Polydoro

Cláudio Moreno

Flávio Koutzii

Raul Ellwanger

Roberto Appel

João Carlos Brum Torres

Marco Aurélio Garcia

Marcos Faermann

Edgar Vasques

Foto: reprodução

Para mais informações sobre a festa do próximo sábado, o contato é o e-mail secretaria@allgayer.com.br.

Esporte Clube Lombagrandense, cem anos

01 de agosto de 2012 4

A paixão pelo futebol às vezes realiza proezas. Como a que o Esporte Clube Lombagrandense concretiza hoje – data em que o clube completa exatos cem anos de fundação.

Em atividade, o azul e branco sediado no bairro Lomba Grande, de Novo Hamburgo, teve suas glórias máximas na década de 1950, quando chegou a conquistar o pentacampeonato municipal, entre 1955 e 1959.

Foto: arquivo pessoal

Na foto acima, está o time de 1958, considerado o melhor da história do clube, com Lara, Saldi, Renatão, Adão Silveira, Juca Müller e Bebe (em pé) e Gastão Enck, Rosquinha, Ferraz, Alipio e Rodolfo Muller (agachados).

(colaborou Joel Luiz Winck).

O campinho

16 de julho de 2012 1

Em muitos bairros residenciais de Porto Alegre, ainda sobrevive a prática de futebol nos "campinhos". Qualquer pedaço de terra – um terreno baldio, ou um quintal – serve de pretexto para as partidas entre amigos, a maioria estudantes, ou mesmo trabalhadores que se reúnem para jogar futebol em locais improvisados.

O campinho onde já joguei nos anos 1960 e 1970 – na Rua São Joaquim, bairro Glória – não foge à regra. Ele não pode ser comparado a uma cancha de futebol oficial. É apenas um arremedo de campo, onde o espírito varziano era cultivado. Entretanto, cumpre perfeitamente o papel de congregar amigos numa pelada disputada e divertida.

Moradores da Rua São Joaquim, em Porto Alegre, no campinho de futebol, em 1968: Itamar, Pato, Xandico (com a bola), Jacó, Artur e Zé (de pé). Foto: arquivo pessoal

Acha-se localizado nos fundos de um terreno elevado. Este, quando alcança a linha de fundo do campinho, torna-se plano. Algumas árvores, de pequeno porte, fornecem sombra. Uma grama rala que reveste o terreno é utilizada como arquibancada natural. Arbustos, ruelas, casas, taquareiras e paineiras demarcam a área.

As goleiras têm como postes caibros de madeira, e o travessão de uma delas é um pedaço de taquara amarrada por fios de luz. Às vezes, com um chute forte no travessão, é preciso recolocar a taquara amarrada no seu devido lugar. No meio do campo existem pequenas elevações e buracos – após uma chuva, os próprios jogadores devem drenar as poças d’água.

Com todas essas improvisações, o campinho cumpriu sua função social primordial de área de encontro e lazer. Até 2004, sobreviveu à especulação imobiliária que fechou o espaço público em outros cinco campinhos de várzea então existentes. A partir do crescimento da violência urbana, os moradores foram coagidos a instalar, naquele ano, um portão no corredor que levava ao campo, visando à segurança da região – mas inibindo definitivamente o encontro espontâneo dos futebolistas de bairro, cada vez mais raro.

Foto: arquivo pessoal

(colaborou Salvatore Santagada)

Você também lembra dos campinhos de futebol dos bairros de Porto Alegre, ou de outras cidades? Deixe seu comentário.

O glorioso regresso do Cruzeiro

04 de julho de 2012 8

Foto: Revista do Globo, reprodução

"Sob manifestações transbordantes de carinho e entusiasmo, o plantel do Esporte Clube Cruzeiro desembarcou há dias em Porto Alegre regressando de uma temporada além-Atlântico que durou exatamente três meses." Em texto publicado na Revista do Globo de 20 de fevereiro de 1954, o grande cronista esportivo Cid Pinheiro Cabral registrou o especial momento de celebração que envolveu a Capital. A exitosa excursão do Cruzeiro, ainda nas palavras de Cid, "estabeleceu primazias que figurarão para sempre na história do futebol gaúcho."

Pura verdade. O Cruzeiro foi o primeiro clube do Rio Grande do Sul a cruzar o Atlântico para jogar futebol. Foi também o primeiro clube brasileiro a jogar em Israel. Alguns anos depois, quando ganhou o Torneio de Páscoa de Berlim, tornou-se o primeiro time gaúcho a ganhar um título intercontinental.

Multidão em frente à sede do Cruzeiro na Praça da Alfândega. Foto: Revista do Globo, reprodução

Na primeira excursão, depois de 11 dias no navio Giulio Cesare, e de outros tantos percursos em avião, foram disputadas 15 partidas em países como Itália, Suíça, Espanha, França, Turquia e Israel. O Cruzeiro enfrentou equipes consagradas, como Real Madrid, Lazio, Fenerbahçe, Galatasaray e as seleções da Turquia e de Israel. Foram sete vitórias.

O Cruzeiro conheceu altos e baixos. Fundado em 14 de julho de 1913, inaugurou o bom Estádio da Montanha (onde hoje está o Cemitério Ecumênico João XXIII) em 1941. Num momento difícil, vendeu a área da “Colina Melancólica”.

Foto: reprodução

Foto: banco de dados

Depois de 32 anos, em 2010, voltou à primeira divisão. Está desenvolvendo um grande esforço e reconstruindo o prestígio que já teve no passado, quando foi o campeão gaúcho de 1929. Dá-lhe, Cruzeiro!

As caras da bola

30 de junho de 2012 0

O futebol é sempre surpreendente. Paulo Roberto Falcão, grande ídolo da torcida colorada, será amanhã o adversário do Internacional. Como treinador do Bahia, ele enfrenta seu antigo clube neste domingo, em partida do Brasileirão.

Foto: reprodução

Se a partida em Salvador será um momento paradoxal para ele e para os torcedores, não será o único. Há 30 anos, quando Falcão era um dos destaques da Seleção Brasileira na Copa da Mundo da Espanha, ele foi garoto-propaganda do curioso anúncio reproduzido acima. Publicada na Revista Placar em junho daquele ano, a propaganda exalta a coleção de camisetas lançada pela Hering, mostrando uma fotomontagem em que o então atleta do Roma enverga os uniformes dos principais times de Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre – inclusive do rival Grêmio.

Antes de se dedicar exclusivamente à função de técnico, Falcão teve sua fase de colunista e comentarista esportivo aqui na RBS. Outro que transitou do esporte para a comunicação foi o garoto que aparece na foto abaixo, reproduzida de uma Revista do Grêmio de 1958 e enviada à coluna pelo colega Claudio Dienstmann.

Foto: reprodução

Já adulto, ele não ficou conhecido exatamente por ser um craque com a bola nos pés. Você saberia identificá-lo? Faça um esforço. Se não conseguir, leia o nome dele no final deste post.

O garoto da foto é Cacalo, ou Luiz Carlos Silveira Martins, colunista do jornal Diário Gaúcho, integrante do programa Sala de Redação (da Rádio Gaúcha) e ex-presidente do Grêmio.

Frase do dia: Mano Menezes

11 de junho de 2012 0

Foto: Rafael Ribeiro, CBF, divulgação

Atual treinador da Seleção Brasileira de Futebol, Luiz Antônio Venker Menezes - mais conhecido como Mano Menezes - é um legítimo representante do futebol gaúcho. Em seus 50 anos de vida, completos nesta segunda-feira, ele foi zagueiro em clubes do Interior, como o Guarani, de Venâncio Aires. Como técnico, também percorreu o Estado, comandando o próprio Guarani e também times como o Brasil de Pelotas, o 15 de Novembro de Campo Bom - com este último, chegou ao terceiro lugar na Copa do Brasil, em 2004 - e o Caxias.

Em 2005, assumiu o Grêmio e conduziu o tricolor de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, campanha coroada com a Batalha dos Aflitos, em novembro daquele ano, contra o Náutico, em Recife (PE). Mais tarde, iria trabalhar no Corinthians - onde também venceu a Série B, em 2008 - e, em 2010, tornou-se técnico do Brasil.

"O craque decide o jogo quando todo mundo resolve marcá-lo para que ele não decida" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira.

Pavilhão Airton

06 de junho de 2012 0

O leitor Paulo Roberto Surita tinha 18 anos e trabalhava com o pai numa empresa de material para construção na Avenida Protásio Alves quando um funcionário do Grêmio Esportivo Força e Luz entrou na loja e disse: "Preciso comprar umas tábuas para consertar o Airton".

Que o zagueiro do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense tinha o apelido de Pavilhão - desde a insólita transação entre os dois clubes, quando foi trocado por uma arquibancada de madeira e mais uma grana - todo mundo sabia. Mas que o pavilhão da Rua Alcides Cruz tinha ganho o nome do jogador era novidade.

Airton morreu dia 3 de abril último. Na foto abaixo, ele aparece, assistido pelo jovem Paulo Sant'Ana (de sapato claro), recebendo o terno Bier a que tinha direito como craque da rodada em agosto de 1962.

Foto: reprodução

(Colaborou Claudio Dienstmann)