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Posts com a tag "história"

O legendário

10 de maio de 2013 1

O Marechal Osório. Foto: reprodução

O Exército brasileiro festeja, neste dia 10 de maio, o aniversário de nascimento do Marechal Manoel Luis Osorio, o patrono da Cavalaria brasileira. Nascido em solo gaúcho, na então Conceição do Arroio (hoje Osório, em sua homenagem), no ano de 1808, Osorio foi, assim como Caxias, um dos mais destacados militares brasileiros. Até o começo do século 20, sua fama era, inclusive, maior do que a do militar carioca. Muito devido a sua simplicidade e à liberdade que tinha com seus comandados. Não era brilhante estrategista como Caxias, mas de capacidade tática, no campo de batalha, como poucos. Na Guerra do Paraguai, de atuação destacada, foi o primeiro a entrar em território inimigo, em 1866.

A casa onde o Marechal Osorio nasceu, na fazenda dos avós maternos, foi restaurada pelo Exército e inaugurada em 10 de maio de 1970, com a presença do então presidente brasileiro Emílio Garrastazu Médici. No local, atualmente município de Tramandaí, foi criada a Fundação Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osorio, onde está instalado o 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, o Regimento Osorio.

A casa de Osorio no início do século 20. Foto: Acervo Arquivo Histórico Antônio Stenzel Filho

Aspecto atual da casa. Foto: Tiago L. Trespach. arquivo pessoal

Falecido no Rio de Janeiro, em 1879, seu corpo foi embalsamado e levado para o Asilo dos Inválidos da Pátria, na Ilha do Bom Jesus. Após a proclamação da República, seus restos mortais foram depositados sob a estátua equestre construída em sua homenagem na Praça XV de Novembro, no Rio. Osorio só retornou para casa em 1993 – quando, com permissão da família, seus restos mortais foram retirados do monumento e enviados para o Rio Grande do Sul. O traslado passou por Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, até chegar, na manhã de 11 de dezembro, sob o toque do clarim, ao local onde "o legendário" havia nascido quase dois séculos antes.

Amanhã, dia 11, será realizada a tradicional encenação de batalhas ("cargas de cavalaria" dos tempos de Osorio) no Parque Histórico.

(colaborou Rodrigo Trespach)

Parabéns, ZH

04 de maio de 2013 0

Todas as noites, a sala da redação de ZH, repleta de jornalistas, aparece na TV quando são anunciadas as principais notícias que você vai ler na manhã seguinte. São quase 200 profissionais trabalhando em seus computadores, num único ambiente. Nem sempre foi assim.

A fachada da antiga sede de ZH na Rua Sete de Setembro. Foto: banco de dados

Quando o jornal deixou a acanhada sede da Rua Sete de Setembro – onde a redação ocupava a sobreloja do Cine Rex, no início dos anos 1970 – para se estabelecer no atual prédio da Avenida Ipiranga, eu não poderia imaginar que o (então) novo salão da redação (fotos abaixo) um dia seria pequeno para tanta gente.

Foto: Galeno Rodrigues, BD, 3/5/1971

Fotos: banco de dados

Sim, por incrível que pareça, trabalhei na ZH da Sete de Setembro e hoje sou um dos poucos remanescentes daquele tempo, entre toda essa gente que faz a sua Zero Hora. Assisti (e fiz a foto de capa) ao incêndio que consumiu a redação em 1973.

O incêndio. Foto: Ricardo Chaves, BD, 28/3/1973

Na manhã seguinte, para nosso orgulho como jornalistas, o jornal estava nas bancas. Como sempre... nos últimos 49 anos.

A capa de ZH no dia 29 de março de 1973. Foto: reprodução

Frase do dia: Aquiles Porto-Alegre

29 de março de 2013 0

Mesmo tendo nascido em Rio Grande, há exatos 165 anos, Aquiles Porto-Alegre (1848-1926) é até hoje um dos grandes nomes da história da capital gaúcha. História essa que ele ajudou a contar, com suas incontáveis crônicas sobre a vida na cidade de fins do século 19 e início do século 20 - muitas delas reunidas em coletâneas como História Popular de Porto Alegre, editada em 1940.

Foto: reprodução

Aquiles era irmão de outros personagens das letras porto-alegrenses - Apolinário (1844-1904) e Apeles Porto-Alegre (1850-1917). Os três, aliás, figuram entre os fundadores da Sociedade Partenon Literário, grupos intelectual surgido em 1868. Aquiles dirigiu por anos o Jornal do Comércio, no qual publicou muitas de suas crônicas.

O material para os textos vinha, normalmente, das caminhadas do escritor pela cidade. "Não posso compreender como haja indivíduos que possam viver metidos em casa o dia inteiro", explicou-se o cronista em um de seus escritos - a frase está reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira. Não por acaso, uma rua da Vila Jardim leva o nome de Aquiles.

Infausto momento

16 de março de 2013 2

A igreja São Domingos, em Torres. Foto: Osvaldo Munari Raupp, arquivo pessoal

Quem visita a igreja São Domingos, no Morro do Farol, em Torres, inaugurada em 1824 e atualmente em reformas, não se dá conta de que, ao lado, escondida entre as árvores tal como a história se esconde em livros, fica uma antiga casa que teria abrigado Dom Pedro I num momento especialmente emotivo de sua vida.

A casa onde Dom Pedro teria ficado hospedado. Foto: Osvaldo Munari Raupp, arquivo pessoal

Especula-se que, ali hospedado, a caminho da Campanha Cisplatina (1825-1827), o imperador teria recebido, por meio de emissários da corte e do clero, a triste notícia da morte da Imperatriz Dona Leopoldina, que já se encontrava enferma havia algum tempo. A informação fez com que Dom Pedro retornasse às pressas ao Rio de Janeiro, para os funerais da esposa.

Naquele dezembro de 1826, o imperador deixou o Rio Grande do Sul por terra até Laguna, em Santa Catarina, onde apanhou um navio rumo ao Rio.

(colaborou Osvaldo Munari Raupp)

Frase do dia: Décio Freitas

09 de março de 2013 0

Foto: Ricardo Chaves, BD

A morte de Décio Freitas (1922-2004), há exatos nove anos, deixou o Brasil menos ciente de sua própria identidade. Coube ao historiador e jornalista desvendar, por exemplo, a trajetória e a relevância de Zumbi dos Palmares, personagem do livro Palmares - A Guerra dos Escravos (1971) - publicação seminal que inaugurou uma nova fase na valorização da presença negra no Brasil.

Foto: reprodução

Nascido em Encantado, Décio conhecia profundamente a história do Brasil, muito além do Rio Grande do Sul. Deixou outras obras importantes, como Escravidão de Índios e Negros no Brasil (1980), A Comédia Brasileira (1994) e O Homem que Inventou a Ditadura no Brasil (1999). Quando morreu, em decorrência de uma parada cardíaca, estava prestes a publicar outro livro, A Miserável Revolução das Classes Infames, este sobre a revolta da Cabanagem (1835-1840).

Freitas foi repórter, militante comunista, esteve duas vezes no exílio, entrevistou e conviveu com políticos e artistas e não se furtou às polêmicas, especialmente com o meio acadêmico. "O Brasil é um país desconhecido até mesmo pelos brasileiros mais cultos" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

Aniversário da vovó

19 de fevereiro de 2013 0

Vista aérea recente de Rio Grande. Foto: João Paulo Ceglinski, divulgação

Hoje a cidade de Rio Grande está fazendo 276 anos. É a mais antiga do nosso Estado. Um pouco depois do descobrimento do Brasil, os portugueses sentiram necessidade de consolidar as fronteiras da sua nova terra na direção do Sul. Em 1680, uma expedição lusa fundou a Colônia do Sacramento, estendendo a fronteira portuguesa até a margem esquerda do Rio da Prata. Foi natural, portanto, que a colonização da nossa província se iniciasse pelo, até hoje, único porto marítimo do extremo sul do Brasil.

Aspecto da cidade por volta de 1900. Foto: reprodução

Foi natural também que os primeiros viajantes aqui chegados confundissem o encontro da Lagoa dos Patos com o Oceano Atlântico com a foz de um grande rio. Ou melhor, de um Rio Grande. É aí que, em 19 de fevereiro de 1737, o brigadeiro José da Silva Paes entra na barra e funda o forte Jesus, Maria e José, iniciando o povoado de São Pedro do Rio Grande.

A construção dos molhes, no início do século 20. Foto: reprodução

Em 1751, já é a Vila de São Pedro. Os espanhóis, comandados pelo governador de Buenos Aires, Pedro Ceballos, tomam a vila em 1763 e ficam por 13 anos, até serem expulsos pelos portugueses liderados por Raphael Pinto Bandeira, em 1776. Em 1835, a vila se torna cidade. Atualmente, a “vovó” das cidades gaúchas vive um renascimento econômico, com o incremento da indústria do polo naval. Muitas felicidades, muitos anos de vida.

A Praça Xavier Ferreira, no centro da cidade, nos anos 1940. Foto: reprodução

Landell de Moura, 152 anos

21 de janeiro de 2013 1

Foto: reprodução

Hoje se completam 152 anos do nascimento do padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928), um dos pioneiros mundiais do rádio.

Autor das primeiras transmissões públicas da voz pelo ar, no final do século 19, ele também é, desde abril de 2012, um dos Heróis da Pátria.

Depois de sanção da presidente Dilma Rousseff, o nome de Landell de Moura foi incluído no Livro de Aço depositado no Panteão Tancredo Neves, em Brasília - no qual também constam personagens como Santos Dumont e Zumbi dos Palmares.

Livro do imigrante

07 de janeiro de 2013 2

Foto: reprodução

Publicado recentemente, o livro Os Primeiros Hammes de São Lourenço do Sul e seus Descendentes, de Edilberto Hammes, traz mais detalhes sobre a história da imigração alemã no Estado.

Foto: reprodução

O ponto de partida é a vinda ao Brasil do alemão Johann Philipp Hammes (1845-1907) em 1872, e sua trajetória posterior em Boa Vista, interior de São Lourenço do Sul. A foto acima, que mostra Johann com esposa e filhos, é apenas uma das muitas ilustrações do livro de 170 páginas.

Casa de comércio construída por Johann na Boa Vista, ainda existente. Foto: reprodução

As imagens incluem também mapas, paisagens e brasões, traçando um panorama da família também em outros países.

Moinho de vento na Boa Vista. Foto: reprodução

Os Ribeiro Nardes

12 de dezembro de 2012 3

Com raízes em Portugal, as famílias Ribeiro e Nardes estão no Brasil há séculos. Os Nardes chegaram a Santos (SP) em 1540, na pessoa de Leonardo Nardes, então autorizado por D. João III para trabalhar com muares. Os Ribeiro – do ramo dos patriarcas Simão Ribeiro Castanho e Antonia da Silva – têm origens no Brasil em 1610, na região paulista. A união se deu em 1773, com o casamento de Pedro de Leão Ribeiro com Maria da Conceição Nardes. O sobrenome composto se mantém, e a família está hoje na 12ª geração.

Foto: arquivo pessoal

No Rio Grande do Sul, o tropeiro Pedro Ribeiro Nardes – que conduziu tropas entre a região de Santo Ângelo e o interior paulista por décadas e chegou a receber o título de tenente para poder continuar trabalhando durante a Revolução Farroupilha – instalou-se com sua família em terras das antigas Missões jesuítico-guaranis por volta de 1850. Em 1873, seu filho, Damaso Ribeiro Nardes, assumiu como vereador na primeira câmara do município de Santo Ângelo. Mais tarde, seu neto Osório Ribeiro Nardes (na foto acima, com sua família) foi intendente do distrito de Rio Branco, hoje município de Catuípe.

Outros membros da família deram continuidade à tradição do clã na política. O mais recente exemplo é do ex-deputado federal João Augusto Ribeiro Nardes, que assume a Presidência do Tribunal de Contas da União por dois anos a partir de amanhã, com cerimônia de posse marcada para hoje.

João Augusto Nardes. Foto: Mário Brasil, BD, 18/10/2002

Vistas da Cidade Baixa

10 de dezembro de 2012 1

Uma das imagens da mostra no Via Imperatore. Fotos: Museu Joaquim José Felizardo, reprodução

Um dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre, a Cidade Baixa terá uma boa parte de sua história exibida a partir desta semana, em exposição permanente no restaurante Via Imperatore (Rua da República, 509). A mostra reúne 50 imagens históricas da região, selecionadas no acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo, acompanhadas de textos e informações.

A Rua Lima e Silva em 1928

Algumas dessas fotografias ilustram este post, com destaque para a panorâmica do leito original do Arroio Dilúvio (abaixo), que passava por trás da Rua João Alfredo antes de ser canalizado durante a construção da Avenida Ipiranga.

Foto de 1948