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Posts com a tag "homenagem"

Show no Teatro Dante Barone homenageia Jayme Caetano Braun

19 de setembro de 2014 0
Foto: Banco de Dados

Neste ano, comemoram-se os 90 anos de nascimento do artista. Foto: Banco de Dados

Nesta sexta-feira, às 19h, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa (Praça Marechal Deodoro, 101, Porto Alegre), com entrada franca, um show presta tributo ao grande poeta, compositor e declamador gaúcho Jayme Caetano Braun. A apresentação de Paulo de Freitas Mendonça, com participação de Raúl Quiroga, do Grupo Americanto e de outros convidados, faz parte da Semana Farroupilha, que, agora, homenageia também Lupicínio Rodrigues.

Neste ano, comemoram-se os 100 anos do nascimento de Lupi (1914-1974) e os 90 anos do nascimento de Jayme (1924-1999). Se o sambista consagrou a música urbana gaúcha, o pajador fez o mesmo com a campeira. Não por acaso o 30 de janeiro _ data em que Jayme nasceu _ é reconhecido, por lei, como o Dia do Pajador Gaúcho, esse artista que faz e declama versos de improviso. Aqui, nisso, ninguém foi melhor do que Jayme Caetano Braun.

Exposição "Elis - 19 de Janeiro" emocionava gaúchos ao relembrar trajetória da cantora

20 de janeiro de 2014 1

 

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

 

Por muito tempo, a data da morte de Elis Regina, em 1982, recebeu reverências comoventes como a exposição Elis-19 de Janeiro, que se sucedeu durante nove anos seguidos em um antigo Espaço Cultural Yázigi. Desde o primeiro aniversário, em 1983, um público sob emoção conferiu ensaios de fotos, discos e recortes de jornais nos altos da Galeria Malcon, centro de Porto Alegre, e por ali pairava uma espécie de sentimento “elisático”, na expressão do curador da mostra, Renato Rosa, ele próprio seduzido pela perplexidade geral da cidade com a morte da Pimentinha.

 

Em 1959, Elis assinou seu primeiro contrato profissional para cantar no programa de Maurício Sirotsky Sobrinho, na Rádio Gaúcha. Foto: Banco de Dados

Em 1959, Elis assinou seu primeiro contrato profissional para cantar no programa de Maurício Sirotsky Sobrinho, na Rádio Gaúcha. Foto: Banco de Dados

 
Por isso, um, dois, três, nove anos depois, as pessoas visitavam a exposição e choravam diante do acervo e voltavam outro dia em busca da mesma catarse.
Um ponto alto era a projeção de shows e depoimentos em vídeo de sete horas que passava numa televisão, e as pessoas assistiam a parte dele e retornavam com a esperança de seguir a história. Em um dos vídeos Elis cantava Doce Pimenta com Rita Lee, que ela jamais gravara. Artistas plásticos que surgiam à época expuseram desenhos, gravuras e telas, e o poeta Luiz de Miranda escreveu “Elis Vive”, que, aliás, era o grafite corrente nas fachadas da cidade.

 

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

Com o conjunto Norderto Baldauf, a voz da Pimentinha ganhou um melhores acompanhamentos. Foto: Reprodução

 

 
A exposição parou por cinco anos e voltou na Usina do Gasômetro em 1997 com uma foto de Elis em tamanho natural. Diante dela, visitantes paravam eletrizados. Havia no país inteiro um culto a Elis desde o final dos 1960 e a idolatria desaguou depois de 1982 em shows como a missa especial em São Paulo com participação de Milton Mascimento cantando sucessos de sua melhor amiga.

 

A cantora dando uma entrevista no jornal Última Hora. Foto: Banco de Dados

A cantora dando uma entrevista no jornal Última Hora. Foto: Banco de Dados

 
No segundo aniversário da morte da cantora, as rádios da RBS em cadeia transmitiram um texto de Luis Fernando Verissimo, que dizia:
“…Era uma baixinha complicada. Uma pimenta, planta miúda e ardente. Tinha que saber como lidar, senão ela queimava. Morreu e se transformou num milagre da botânica…”

Reconhecimento à mestra Ilei

25 de outubro de 2013 0
Foto: Arquivo Pessoal

Professora Ilei com alunos do jardim de infância em Teutônia, em 1961. Foto: Arquivo Pessoal

 

No dia 3 de novembro, os ex-alunos da professora Ilei Musskopf Eckerdt terão a bela chance de saldar um dívida de gratidão. A mestra, agora com 74 anos, aposentou-se no dia 3 de novembro de 1991, depois de mais de 30 anos de dedicação à educação das crianças da região de Boa Vista, em Teutônia. É lá, no salão da Comunidade Betânia, a partir das 11h, que ela será homenageada. Contatos e reservas: (51) 3762-3737 e (51) 9869-2366 ou pelo e-mail selbyecliza@gmail.com, com Selby Wallauer.

No Dia do Professor, uma homenagem a dois mestres do passado

15 de outubro de 2013 1
A professora Olga sempre lecionou no Interior. Acima, ela e seus alunos em Lajeado, em 1925. Foto: Arquivo Pessoal

A professora Olga sempre lecionou no Interior. Acima, ela e seus alunos em Lajeado, em 1925. Foto: Arquivo Pessoal

O decreto que criou o Dia do Professor, assinado em 1963, pelo presidente João Goulart, há exatos cinquenta anos, instituía feriado escolar nacional e recomendava “promover solenidades em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna…”. Solenemente é o que nos propusemos a fazer hoje e, para isso, escolhemos dois dignos representantes do passado que podem simbolizar toda a classe.

A professora Maria Olga Matzembacher (1886-1969) formou-se aos 22 anos, estudava em Montenegro e vinha, de barco, pelo Rio Caí, até a Capital, para prestar exames de conhecimento e qualificação no Instituto de Educação. Como professora estadual, sempre lecionou no Interior, e fazia questão disso. Só veio desfrutar as comodidades de Porto Alegre depois de aposentar-se.

O professor Edgar Wiebusch era, em 1952, o único da Escola Andrade Neves, em Linha Boa Vista Fundos, distrito de Languiru, município de Estrela. A escola era, na verdade, um só salão com dez bancos de madeira, as 19 meninas à esquerda e os 16 meninos à direita. O jornalista Cláudio Dienstmann, hoje com 69 anos, era um dos alunos de Edgar e lembra: “ninguém tinha cadernos, as lições vinham de casa, na lousa, junto com a merenda de pão de milho com schimier (chimia)”.

As próprias famílias de colonos, sem nenhuma ajuda de governos, contribuíam para pagar o professor que tratava de ensinar aritmética, linguagem, história, canto, desenho, geografia e religião. Ainda hoje, a escola, maior e melhor, existe no mesmo lugar. Quando D. Pedro I, em 15 de outubro de 1827, criou o Ensino Elementar no Brasil, o objetivo era “desenvolver a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo”. Olga e Edgar fizeram o que puderam, mas ainda falta muito.

Colaboraram Vitor Hugo Merker e Cláudio Dienstmann

 

O professor Edgar com a turma de 1952. O menino Cláudio, que hoje tem 69 anos, é o quinto aluno da direita para a esquerda, na primeira fila. Foto: Arquivo Pessoal

O professor Edgar com a turma de 1952. O menino Cláudio, que hoje tem 69 anos, é o quinto aluno da direita para a esquerda, na primeira fila. Foto: Arquivo Pessoal

Veja, abaixo, artigo sobre a educação no Brasil.

A obra inacabada de D. Pedro I

Levi Ceregato*

O Dia do Professor em 2013 tem um significado singular, pois se comemoram os 50 anos de sua celebração oficial, estabelecida pelo Decreto Federal 52.682, assinado pelo então presidente da República, João Goulart, e publicado no Diário Oficial da União em 15 de outubro de 1963. O ato instituiu o feriado escolar nacional, cujo objetivo básico, expresso no artigo terceiro, era o seguinte: “Promover solenidades em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”.

A escolha da data deve-se a um marco da educação em nosso país, alusivo a 15 de outubro de 1827, dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila, quando D. Pedro I editou o Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. O documento, que completa 186 anos em 2013, foi relevante ao ampliar o acesso às escolas, determinando a criação de estabelecimentos de “primeiras letras” em todas as cidades e vilas e lugares do Império.
Um dos itens mais importantes do decreto imperial referia-se à missão basilar do ensino fundamental, que era “desenvolver a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo”. É triste constatar que, quase dois séculos depois, ainda não tenhamos atendido com êxito a essas metas, conforme se observa na última edição do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), na qual o Brasil ficou em 54º lugar dentre 65 países.

No exame, que testa os conhecimentos de alunos de 15 anos, as notas de nosso país, numa escala de zero a seis, equivalem ao nível 2 em leitura, 1 em ciências e 1 em matemática. Posicionados abaixo da média mundial, atrás de nações como Chile, Trinidad e Tobago, Colômbia, México e Uruguai, teimamos em descumprir o decreto de D. Pedro I e todas as legislações subsequentes referentes ao ensino, incluindo-se aqui a Constituição de 1988, que completa 25 anos em outubro, na qual a educação pública de qualidade é definida como direito universal dos brasileiros.

O decreto imperial também discorria sobre a remuneração dos professores, outro fator no qual o Brasil está em débito e que é uma das principais causas do não cumprimento dos quesitos relativos à qualidade do ensino público. Assim, seria decisivo para o desenvolvimento nacional que, finalmente, déssemos um imenso salto no âmbito dessa prioridade chamada educação.

Esse é um tema que preocupa toda a sociedade e, particularmente, aqueles ligados à cultura, ao ensino e às mídias, como a indústria gráfica, integrante da cadeia produtiva da comunicação, ao lado de jornais, revistas, emissoras de rádio e TV. Não é sem razão, por exemplo, que o índice per capita de leitura no Brasil siga abaixo do verificado em numerosas outras nações, inclusive as emergentes. Portanto, ao comemorarmos os 50 anos da instituição do Dia do Professor pelo presidente João Goulart, é oportuno reafirmar a premência de concluirmos a obra educacional iniciada pelo imperador D. Pedro I.

*Levi Ceregato, empresário, bacharel em Direito e Administração, é o presidente da Regional São Paulo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-SP).

 

 

Ternura nas alturas

31 de maio de 2013 0

O anúncio abaixo registra a comemoração do Dia do Comissário de Voo, ou Dia da Aeromoça, no dia 31 de maio de 1978 – mesmo ano em que a data teria sido oficializada no Brasil, enquanto já era lembrada em outros países.

Foto: reprodução

O curioso é que a protagonista da propaganda é uma aeromoça verdadeira, a gaúcha Maria Arlene Rauber, da Varig. A imagem foi feita em uma situação bastante próxima do trabalho real das aeromoças de então: a comissária estava em um avião, em Brasília, e a criança era uma das passageiras do voo.

Um belo registro de uma profissão exercida, literalmente, nas alturas.

(colaborou Paulo Guerra)

Pedro centenário

28 de maio de 2013 1

Hoje se completam cem anos do nascimento de um personagem da Porto Alegre do século 20: o médico Pedro Sirangelo (1913-1968).

A carteira profissional do médico. Foto: arquivo pessoal

Além de atuar como clínico geral no bairro Floresta, Pedro lecionou na UFRGS, foi presidente do Grêmio Náutico União, vice-presidente do Sport Club Internacional e também dirigiu o Rotary Club Porto Alegre Norte e a Federação Gaúcha de Futebol. Será lembrado pelos familiares em missa na Igreja São Pedro, às 18h de hoje.

Foto: arquivo pessoal

A foto acima mostra Sirangelo – homenageado com o nome de uma rua e de uma escola pública na Capital – ao lado da mulher, Yvonne.

Mãos limpas

25 de maio de 2013 1

Fernando Ferrari em novembro de 1962. Foto: Assis Hoffmann, BD

Hoje se completam 50 anos do acidente aéreo fatal que interrompeu a carreira do político gaúcho Fernando Ferrari – ele tinha 42 anos incompletos. Em 25 de maio de 1963, a pequena aeronave Cessna, prefixo PP-BRR, colidiu com o Morro do Chimarrão, próximo a Torres, matando Ferrari, seu correligionário Ivan Macedo Coelho e o piloto Airton Braggio.

Como homenagem, em São Pedro do Sul, sua cidade natal, será lançado, às 19h, no Centro Cultural que leva seu nome, o livro Fernando Ferrari, Ensaio Sobre o Político das Mãos Limpas. A moralidade pública – assim como a justiça social e o desenvolvimento econômico – era uma das suas principais bandeiras.

Foto: arquivo pessoal

Dissidente do antigo PTB, Ferrari fundou o MTR (Movimento Trabalhista Renovador), foi três vezes deputado federal e chegou a concorrer a vice-presidente da República. O Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre, leva o seu nome.

Ferrari em entrevista coletiva, dois meses antes do acidente fatal. Foto: Banco de dados, 14/3/1963

Fernando Ferrari Filho, um dos autores da obra que resgata as ideias e propostas de seu pai, estará presente no evento deste sábado.

Landell de Moura, 152 anos

21 de janeiro de 2013 1

Foto: reprodução

Hoje se completam 152 anos do nascimento do padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928), um dos pioneiros mundiais do rádio.

Autor das primeiras transmissões públicas da voz pelo ar, no final do século 19, ele também é, desde abril de 2012, um dos Heróis da Pátria.

Depois de sanção da presidente Dilma Rousseff, o nome de Landell de Moura foi incluído no Livro de Aço depositado no Panteão Tancredo Neves, em Brasília – no qual também constam personagens como Santos Dumont e Zumbi dos Palmares.

Quando o cobrador era o condutor

15 de janeiro de 2013 0

Funcionários da Carris na antiga oficina da empresa na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. Fotos: Acervo Memória Carris

Se o 25 de julho é sempre lembrado como Dia do Motorista, um outro personagem importante do transporte – de passageiros, pelo menos – também ganhou sua data. Na empresa porto-alegrense Carris, já faz 11 anos que o 15 de janeiro é comemorado como Dia do Cobrador.

Bondes de Porto Alegre e seus cobradores, também chamados condutores

O papel do cobrador é decisivo nos coletivos desde o tempo dos bondes, quando esse profissional era conhecido como condutor.

Cobrar as passagens, orientar o motorista – então chamado de motorneiro – sobre a entrada e a saída dos usuários e marcar o movimento no contador de passageiros (foto abaixo) eram algumas das atribuições do cobrador de antigamente.

Identificado por um distintivo no quepe (abaixo), o condutor costumava andar com notas enroladas nos dedos para facilitar o troco.

Uma marchinha de 1937, da dupla Alvarenga & Ranchinho, homenageou os condutores:

(fonte: Memória Carris)

A plateia do poeta

17 de dezembro de 2012 1

Hoje o poeta Silvio Duncan (1922 – 1999) ganha um auditório. Quando for inaugurada, às 10h, na Rua Sete de Setembro, 703, a nova sede da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas (ASTC), o seu fundador e ex-presidente, auditor de contas públicas, advogado e professor universitário será lembrado também pela sua poesia. Além de um memorial, seu nome vai batizar a sala de palestras e apresentações.

Os poetas Silvio Duncan (D) e Carlos Nejar na Feira do Livro de 1983.  Foto: Lisette Guerra, BD

Silvio Gomes Wallace Duncan nasceu em Santiago. Filho de um juiz e desembargador, formou-se em Direito em 1946. Antes, em 1945, lançou o livro Paisagem Xucra, e deu início às articulações que resultariam no Grupo Quixote, voltado à literatura, que reuniu em seus primórdios Heitor Saldanha, Raymundo Faoro, Wilson Chagas, Vicente Moliterno, Fernando João Schneider e Paulo Hecker Filho. Em 1947, saiu o primeiro número da revista Quixote. Entre 1947 e 1952, foram publicadas seis edições.

Capas de edições da revista Quixote. Fotos: reprodução

O professor Duncan foi fundador e diretor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da UFRGS. Figura sensível, fazia belos desenhos para ilustrar seus próprios poemas (abaixo) e tinha grande prazer em estimular nos jovens a arte do verso.

Fotos: reprodução