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Posts com a tag "literatura"

Frase do dia: Alexander Pope

21 de maio de 2013 0

Pope em retrato de Michael Dahl. Foto: reprodução

Alexander Pope (1688-1744) é considerado um dos maiores poetas britânicos da história, especialmente entre os escritores do século 18. Sua obra foi revalorizada no século 20, especialmente pelas qualidades líricas e satíricas. Embora criticado por teóricos esquerdistas e feministas, ainda é um autor muito citado na bibliografia poética de língua inglesa.

Nascido a 21 de maio de 1688, filho de uma família católica numa época em que essa religião era pouco aceita na Inglaterra, Pope deixou obras mais ambiciosas, como o poema filosófico Ensaio Sobre o Homem (1733-1734), do qual saiu a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho de hoje ("A luz e as trevas estão misturadas no caos do homem").

Frase do dia: Emily Dickinson

15 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

Existem criadores cuja obra acaba se tornando mais divulgada e reconhecida depois da morte. A poeta americana Emily Dickinson (1830-1886) foi um desses casos. Uma pessoa de vida reclusa e discreta, Emily teve poucos poemas publicados em vida - e, em alguns casos, editados de forma um tanto diferente do original. Foi só nos anos 1950 que uma antologia praticamente inalterada chegou ao conhecimento do público.

Na verdade, as interferências editoriais visavam a adaptar os versos de Emily ao gosto convencional do século 19. Hoje, ela é apontada como uma versadora fora das convenções de seu tempo, experimentando inovações em vocabulário, métrica, pontuação e até mesmo em temática, abordando muitas vezes a morte e suas implicações.

De um de seus poemas mais famosos - intitulado apenas, como vários outros, com um número, neste caso, o 288 - saíram os versos reproduzidos no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira: "Não sou Ninguém! Quem é você? / Ninguém - Também? / Então somos um par?" (no original: "I'm nobody! Who are you? / Are you nobody, too? / Then there's a pair of us-don't tell!").

Frase do dia: John Fante

08 de maio de 2013 0

Foto: reprodução

O nome do escritor americano John Fante (1909-1983) ganhou algum destaque nos anos 2000, quando a Hollywood que ele tanto amou e descreveu em seus livros lançou uma adaptação cinematográfica de seu texto mais famoso, Pergunte ao Pó, com Colin Farrell como Arturo Bandini e Salma Hayek como Camilla Lopez.

É certo que Pergunte ao Pó, lançado em 1939, é o livro mais célebre de Fante, admirado por nomes como Charles Bukowski. Mas o fato é que a versão para o cinema enfatizou mais os preconceitos contra os imigrantes e seus descendentes - caso do personagem principal da história, Arturo Bandini, alter ego do autor, representando o jovem aspirante a escritor, nascido no Interior de uma família de origem italiana, que ambiciona uma carreira literária de sucesso. Mas o filme passa ao largo da riqueza poética da prosa de Fante e da observação afetiva sobre o lado menos brilhante do sonho americano.

Aspectos que são fortes em Pergunte ao Pó e em outros romances importantes de Fante, como O Caminho de Los Angeles (escrito nos anos 1930 e publicado nos 1980) e Espere a Primavera, Bandini (1936), também com Arturo como figura central. E Fante também produziu para o cinema, assinando roteiros de produções como Lágrimas de Triunfo (1957) e Pelos Bairros do Vício (1962).

O escritor morreu em 8 de maio de 1983 - em decorrência do diabetes, já havia perdido a visão e as duas pernas. Um de seus últimos livros é Sonhos de Bunker Hill (1982), ditado à mulher de Fante, Joyce, e fiel à máxima de que "um autor põe seu coração e suas entranhas na página. Um bom livro pode mudar o mundo" - frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira.

Frase do dia: Milan Kundera

01 de abril de 2013 0

Foto: reprodução

Milan Kundera é o escritor mais conhecido da República Checa, embora há muito tempo não esteja vivendo em seu país de origem. O autor, nascido há exatos 84 anos, tem na extinta Checoslováquia o pano de fundo para boa parte de suas obras - a mais famosa delas é o romance A Insustentável Leveza do Ser, de 1984. Mas, desde 1975, está exilado na França, tendo inclusive adquirido a cidadania francesa.

A crítica ao antigo regime comunista da Checoslováquia aparece em boa parte de seus textos - outros de seus romances conhecidos são A Brincadeira (1967) e O Livro do Riso e do Esquecimento (1978). Seu romance mais recente é A Ignorância (2000), mas o de maior impacto foi mesmo A Insustentável..., que ganhou versão cinematográfica, dirigida por Philip Kaufman, em 1988. É desse livro a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado como mérito ou como fracasso").

Frase do dia: Goethe

22 de março de 2013 0

Goethe, em retrato de Joseph Karl Stieler. Foto: reprodução

Nome de uma famosa avenida de Porto Alegre, o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) morreu há exatos 181 anos. Deixou uma obra ampla, que vai da poesia épica à autobiografia, do texto científico à prosa de ficção, da peça de teatro à crítica literária. É um dos maiores nomes da literatura da Alemanha, e foi um dos pilares do romantismo europeu em seu tempo.

Entre seus textos mais famosos, estão a peça trágica Fausto (1808-1832), os romances Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) e As Afinidades Eletivas (1809) e o poema O Aprendiz de Feiticeiro (1797). Além da literatura, Goethe também atuou como diplomata e político. "A instrução faz muito, mas o encorajamento faz tudo" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira.

Curiosamente, a Avenida Goethe faz esquina com a Rua Schiller, homenagem a outro autor alemão: Friedrich Schiller (1759-1805) - que, ao lado de Goethe, foi um dos líderes do movimento literário Sturm und Drang ("tempestade e ímpeto"), na segunda metade do século 18.

Frase do dia: Graciliano Ramos

20 de março de 2013 0

Foto: reprodução

Um dos maiores nomes da literatura brasileira foi descoberto graças ao trabalho na política. O alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) foi prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, e um de seus relatórios de prestação de contas do município atraiu a atenção de um editor, que o incentivou a apresentar mais textos para publicação - e ele já tinha concluído seu primeiro romance, Caetés, publicado em 1933.

A obra mais famosa, no entanto, veio a público cinco anos depois: o romance Vidas Secas, sobre a trajetória de uma família de retirantes nordestinos, aclamado como um dos livros mais representativos das letras brasileiras e adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos em 1963.

Foto: reprodução

São Bernardo (1934) e Angústia (1936) são outros de seus livros mais importantes. Graciliano foi também jornalista e memorialista, e chegou a ser preso durante a ditadura de Getúlio Vargas por suas relações com o comunismo - o livro Memórias do Cárcere, publicado postumamente em 1953, narra episódios desse período.

''A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira em que a morte de Graciliano, em decorrência de um câncer de pulmão, completa 60 anos.

Frase do dia: Mallarmé

18 de março de 2013 0

Foto: reprodução

Embora seja associado ao Simbolismo, o francês Stéphane Mallarmé (1842-1898) deixou uma obra poética que viria a servir de influência para outras correntes literárias seguintes. Uma de suas obras mais famosas, por exemplo, é o poema Um Lance de Dados ("Un Coup de Dés", 1897), que explora a disposição espacial dos versos na página - um recurso desenvolvido depois pelos poetas concretistas.

Influenciado por Baudelaire e contemporâneo de nomes como Rilke, Yeats e Verlaine, Mallarmé também inspirou músicos. Ravel, Milhaud e Boulez estão entre os compositores que criaram obras a partir de versos do francês - a mais famosa é Prélude à l'Après-midi d'un Faune, de Debussy.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira ("É diante do papel que o artista cria a si mesmo") consta de uma carta escrita por Mallarmé em 1865.

Frase do dia: Bioy Casares

08 de março de 2013 1

Foto: reprodução

Adolfo Bioy Casares (1914-1999) formou, com o conterrâneo Jorge Luis Borges (1899-1986), uma dupla que foi além da amizade e chegou à parceria artística. Não por acaso, ambos figuram entre os maiores nomes da literatura argentina. Bioy se destacou pela prosa impecável de uma obra que transita entre a literatura fantástica, o texto policial e a ficção científica, e foi bastante reconhecido, como comprovam prêmios como o Cervantes e o Alfonso Reyes de 1990.

Uma de suas obras mais famosas é o romance A Invenção de Morel (1940), que combina a narrativa fantástica à observação crítica da tecnologia moderna. Outros de seus livros mais conhecidos editados recentemente no Brasil são Histórias Fantásticas (contos, 1972), O Sonho dos Heróis (romance, 1954) e Diário da Guerra do Porco (romance, 1969).

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta sexta-feira ("Gostaria que o fim do mundo me colhesse numa sala de cinema") vem de uma entrevista de Bioy concedida em 1995. neste 8 de março, a morte do escritor completa 14 anos.

Frase do dia: Henry James

28 de fevereiro de 2013 0

James retratado por John Singer Sargent. Foto: reprodução

Henry James (1843-1916) foi um dos prosadores de língua inglesa mais respeitados no final do século 19 e no início do século 20, período em que se firmou como expoente do realismo literário. Entre seus livros mais conhecidos, estão Retrato de uma Senhora (1880-1881), A Volta do Parafuso (1898) e As Asas do Pombo (1902). Também é aclamado por explorar narrativas do ponto de vista de personagens específicos, lançando mão, por exemplo, de monólogos interiores.

Filho de um importante filósofo americano, Henry James Sr., James também foi irmão do psicólogo William James. Desde cedo, viajou muito à Europa, e o encontro cultural entre a América e o Velho Continente marcaria muitos de seus textos futuros. Nascido nos Estados Unidos, naturalizou-se britânico em 1915.

"Uma experiência profunda nunca é pacífica", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira em que a morte de James completa 97 anos, está no livro Madame de Mauves (1874).

Frase do dia: Steinbeck

27 de fevereiro de 2013 0

Foto: reprodução

Prêmio Nobel de Literatura em 1962, o americano John Steinbeck (1902-1968) figura entre os grandes autores do século 20. Especialmente graças ao romance As Vinhas da Ira (1939), aclamado como uma das grandes obras das letras norte-americanas e um dos grandes relatos da era da Grande Depressão.

Tendo nascido e vivido no interior da Califórnia, Steinbeck conheceu muitas famílias como as retratadas no livro, que saíram do interior dos Estados Unidos para tentar a sorte no ensolarado território californiano. Mas o escritor andou também por muitos outros lados, como o Mediterrâneo (como correspondente, na II Guerra), a União Soviética (cujas visitas renderam o livro Um Diário Russo, em parceria com o fotógrafo Robert Capa) e Nova York (onde morreu, de problemas cardíacos).

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira ("O poder não corrompe, mas o medo, sim. Talvez o medo de perder poder") está no livro The Short Reign of Pippin IV. Outras obras famosas de Steinbeck são os livros Ratos e Homens (1937) e A Leste do Éden (1952).