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Posts com a tag "livro"

Águas de maio

13 de maio de 2013 0

Para nós, porto-alegrenses deste início do século 21, que desfrutamos os belos e ensolarados dias de outono da semana passada, fica até difícil imaginar as dificuldades que os cidadãos da Capital enfrentaram, exatamente nessa época do ano, 72 anos atrás.

A água na Rua José Montaury em 1941. Foto: reprodução do livro Águas de Maio, de Vitor Minas

Na publicação Águas de Maio - A Grande Enchente de 1941, o autor Vitor Minas resgata o que aconteceu e faz o "relato de um tempo extraordinário". Diz ele:

"Choveu, choveu e choveu. Uma chuva bíblica com tal pertinaz insistência que, ao final de três semanas, os gaúchos já estavam criando guelras e nadadeiras... Conforme anotou o Diário de Notícias, na 'quinta-feira negra', dia 8 de maio, o Guaíba atingiu a incrível marca de quase cinco metros acima de seu nível médio. Sem energia, as bombas do sistema de fornecimento de água potável deixaram de funcionar. A cidade ficou às escuras e só nas torneiras não havia água. O Instituto de Educação foi transformado em hospital de emergência. Os bondes e alguns jornais não circularam. O futebol foi suspenso. O abastecimento de alimentos, muito prejudicado, era precário".

Uma manchete da época da cheia. Foto: reprodução do livro Águas de Maio, de Vitor Minas (abaixo, a capa da publicação)

"Entre 10 de abril e 14 de maio, houve 22 dias de chuva na cidade. Setenta mil pessoas foram obrigadas a abandonar seus lares", registra o historiador Sérgio da Costa Franco, em seu livro Porto Alegre Ano a Ano.

A antiga estação ferroviária da Rua da Conceição ficou inundada. Ao fundo, o Edifício Ely (atual Tumelero). Foto: reprodução do livro Porto Alegre Ano a Ano, de Sérgio da Costa Franco. Abaixo, a capa do livro

Felizmente, nada parecido voltou a acontecer por aqui desde então.

Escola Prudente

23 de abril de 2013 0

Nesta terça-feira, 23 de abril, a Escola Estadual Prudente de Morais, em Osório, lança o livro Prudente de Morais: a Escola na Memória dos seus Professores 1942-2012, obra organizada pelos professores Ana Maria Rocha Rufino, Elaine Medeiros Perfeito e Paulo César Cardoso de Medeiros.

Capa do livro. Foto: reprodução

A escola foi criada originalmente em Passinhos, em 1942. Em 21 de julho de 1944, foi instalada nas proximidades do Porto, em Osório, como Grupo Escolar Porto Lacustre, para atender a cerca de cem crianças, filhas dos funcionários dos Serviços de Transporte entre Palmares do Sul e Torres. O primeiro prédio da escola, de propriedade de Antônio da Silva Neto, foi alugado pela prefeitura, e a primeira diretora foi a Professora Clotilde Amaral, esposa do ex-prefeito Osvaldo Amaral, e a primeira professora na pessoa de Maria Madalena Queiroz Weber. Durante os primeiros anos, a escola teve como sala de aula, além do prédio alugado, também a capela e a casa da própria professora.

Em 1948, a escola foi transferida para um prédio reformado na Lacustre e, em 1963, o Estado, sob governo de Leonel Brizola, construía novos prédios para atender a demanda crescente de alunos, as chamadas "Brizoletas".

Entre 1961 e 1988, funcionou no bairro, dividindo espaço com a Escola Prudente, o Ginásio Industrial Abramo Eberle. Em 1974, o Ginásio foi transformado em Centro de Artes, Ciências e Tecnologia, o CACT. Depois de 1988, Prudente e CACT passaram a formar uma só escola, ocupando todo o espaço físico onde havia se estabelecido a empresa de navegação.

No Prudente de Morais localiza-se importante patrimônio histórico da região, o "Sobrado da Lacustre", ou o "Casarão", prédio construído entre 1925 e 1926 que serviu de escritório e residência aos engenheiros do Serviços de Transporte entre Palmares do Sul e Torres. Em 1998, o prédio foi reinaugurado, após restauração financiada pelo governo Estadual, servindo hoje como secretaria da escola.

O casarão restaurado. Foto: Tiago Trespach, arquivo pessoal

(colaborou Rodrigo Trespach)

A saga dos Mallmann em livro

23 de março de 2013 2

Uma parte importante da história da imigração alemã ao Brasil está contada no recém-lançado livro A Origem da Família Mallmann – A Saga de um Povo.

Foto: reprodução

Trata-se de uma edição independente, de 184 páginas, que reúne trabalhos de pesquisa realizados ao longo de 50 anos pelo sacerdote jesuíta Lodomilo Augusto Mallmann, falecido em 2012. O tema principal é a trajetória da família Mallmann, desde as origens no sudoeste da Alemanha.

Os interessados em adquirir o livro devem contatar o organizador Antônio Mallmann, pelo e-mail aam.rs52@yahoo.com.br.

Memórias em Porto Alegre

23 de março de 2013 0

A memória de uma cidade é a soma das memórias de seus habitantes. Além da fotografia, outro meio poderoso para preservação da história é a escrita. O livro A Descoberta da Cidade – Memórias em Porto Alegre (Editora Dublinense, 256 páginas, R$ 35) reúne textos de 22 autores, alunos da oficina de literatura do professor Luís Augusto Fischer, organizador da obra.

Foto: reprodução

O lançamento, na semana em que a Capital está completando 241 anos, será nesta segunda-feira, dia 25, às 19h30min, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country.

Lembrança de Tramandahy

18 de março de 2013 3

Nesta semana, entraremos no outono. O verão que acaba passará a fazer parte da memória. Talvez um dia, daqui a muitos anos, alguém decida contar aos nossos pósteros como era o veraneio em nosso Litoral nas primeiras décadas do século 21. Fico imaginando se nossas fotos, tiradas com câmeras digitais ou smartphones, despertarão tanta curiosidade e serão tão esquisitas como as que ilustram o livro que Felipe Kuhn Braun lançará no próximo mês.

Foto: reprodução

Tramandahy: as Idas à Praia no Início do Século XX é uma publicação de 125 páginas, com mais de uma centena de fotografias, que conta como eram os costumes quando os descendentes de alemães decidiram ocupar a pequena vila de pescadores e utilizá-la como balneário.

Cartão-postal mostra veranistas diante do Hotel Sperb

Felipe revela que um passo importante nesse sentido se deu quando, em 1898, Eneas Sperb, um hoteleiro de São Leopoldo, resolveu inaugurar um novo empreendimento próximo ao mar. Nessa época, a viagem do Vale do Sinos até o Litoral podia levar até três dias e meio sobre uma carreta de bois.

Famílias de posses usavam os automóveis para ir à praia

Nos primeiros 30 anos de ocupação daquela região, praticamente não havia casas particulares – e, quando havia, eram modestas como as acomodações fornecidas pelas hospedarias.

Outras imagens de cartão-postal

Formado em Jornalismo e pós-graduado em História, o autor pesquisou por nove anos para conseguir esse retrato fiel do passado. Quem sabe, no futuro, seremos nós os personagens da história.

As fotos deste post são reproduzidas do livro Tramandahy: as Idas à Praia no Início do Século XX.

Frase do dia: Simone de Beauvoir

09 de janeiro de 2013 0

Foto: reprodução

É natural associar o nome da pensadora francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) ao feminismo. Sua obra mais famosa, o livro O Segundo Sexo (1949), que analisa o tratamento dispensado às mulheres ao longo da história, tornou-se uma das obras de referência da filosofia feminista do século 20. Mas não é, de maneira nenhuma, seu único texto importante _ os romances A Convidada (1943) e Os Mandarins (1954), por exemplo, também são bastante reconhecidos, o último inclusive tendo sido contemplado com o prestigioso Prêmio Goncourt, um dos mais cobiçados da literatura francesa.

Nascida há exatos 105 anos, Simone desenvolveu o interesse pela intelectualidade desde bem jovem. Estudou matemática, letras e filosofia antes de tornar-se professora e publicar seus primeiros livros. Teve um romance aberto com o também filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905-1980), embora eles nunca tenham casado ou morado juntos. Pensadores como Georg Wilhelm Hegel e Gottfried Leibniz influenciaram sua obra, permeada de reflexão existencialista mesmo nos textos de ficção.

A frase reproduzida no Almanaque Gaúcho de hoje ("Toda opressão cria um estado de guerra") é parte do texto de O Segundo Sexo.

Foto: reprodução

Livro do imigrante

07 de janeiro de 2013 2

Foto: reprodução

Publicado recentemente, o livro Os Primeiros Hammes de São Lourenço do Sul e seus Descendentes, de Edilberto Hammes, traz mais detalhes sobre a história da imigração alemã no Estado.

Foto: reprodução

O ponto de partida é a vinda ao Brasil do alemão Johann Philipp Hammes (1845-1907) em 1872, e sua trajetória posterior em Boa Vista, interior de São Lourenço do Sul. A foto acima, que mostra Johann com esposa e filhos, é apenas uma das muitas ilustrações do livro de 170 páginas.

Casa de comércio construída por Johann na Boa Vista, ainda existente. Foto: reprodução

As imagens incluem também mapas, paisagens e brasões, traçando um panorama da família também em outros países.

Moinho de vento na Boa Vista. Foto: reprodução

Centro histórico

02 de janeiro de 2013 0

Foto: reprodução

A imagem acima mostra a Rua Sete de Setembro, no centro da Porto Alegre do final do século 19. A foto está no livro Os Viajantes Olham Porto Alegre (2004), de Valter Antônio Noal Filho e Sérgio da Costa Franco, sobre andanças do viajante alemão Bernard Schwartz pela cidade.

Foto: reprodução

Tributo a Aloisio Filho

13 de dezembro de 2012 0

José Aloisio Filho (E) e o então prefeito Célio Marques Fernandes. Foto: Juarez, BD, 10/7/1967

José Aloisio Filho (1912 - 1979) foi vereador em Porto Alegre por quase 30 anos e chegou à presidência da Câmara Municipal em pelo menos três ocasiões entre as décadas de 1950 e 1970, muitas vezes assumindo a chefia do Executivo. Foi tão identificado com a vereança que dá nome ao prédio da Câmara, inaugurado em 1986, e também a uma avenida no bairro Humaitá. Foi do PTB e, depois, do MDB.

Aloisio Filho (ao centro, de sobretudo claro) em visita à obra da Ponte do Guaíba. Foto: arquivo pessoal, Memorial CMPA

Em homenagem ao centenário do nascimento dele, que se completa no dia 18, o legislativo realiza hoje um ato solene, seguido da inauguração de uma mostra de documentos e móveis do ex-presidente e do lançamento do livro Aloisio Filho - Cidadão e Vereador, de Antônio Mayer dos Santos. Tudo a partir das 18h, na Avenida Loureiro da Silva, 255.

Jantar na galeteria Al Primo Canto, no bairro Navegantes, na década de 1950. Da esquerda: Pérsio Reis, Josué Guimarães, Onirio Machado, João Lucio Marques, Temperani Pereira, Aloísio Filho, Sereno Chaise, Leonel Brizola, Antônio Jorge Achutti e um funcionário da Câmara não identificado

Colecionador de Galaxies lança livro sobre o carro

09 de novembro de 2012 2

Gelson Joní Mathias Teixeira é apaixonado por carros antigos em geral. Mas gosta mesmo é de um tipo em particular: o Ford Galaxie. Sábado próximo ele dá mais uma inequívoca demonstração dessa devoção. Lança, em parceria com Marcelo Ávila Marques, às 18h, e com coquetel na Expo 2012, no Parcão Municipal de Cachoeirinha, o livro: Galaxie-Grandes Carros, Grandes Amigos. A obra (R$180) tem 336 páginas e dezenas de ilustrações dedicadas exclusivamente aos diversos modelos de Galaxie produzidos pela Ford.
Aqui no Brasil, entre 1967 e 1983 foram produzidas quase 80 mil unidades desse automóvel de luxo, identificados como Galaxie 500, LTD ou Landau. Era o carro das mais altas autoridades e dos abastados que prestigiavam a indústria nacional. Gelson possui uma coleção de 14 carros, entre os quais, três são Galaxies. Impressionou a mulher Daiane com o carrão, quando saíram juntos pela primeira vez. Após casar, eles deixaram o templo com Gelson na direção de um Galaxie. A filha Joanna, também saiu da maternidade a bordo de um Galaxie. Daiane adora guiar o “banheirão”.
No livro, estão reunidos diversos depoimentos de Galaxeiros, como se intitulam os aficionados pela marca. Muitas histórias daqueles que afirmam ter “o melhor carro nacional de todos os tempos”.

Confira as imagens do modelo 500, de 1967: