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Posts com a tag "propaganda"

A loira bárbara

16 de maio de 2013 0

Na década de 1960, os animais que representavam as duas grandes companhias de postos de combustíveis travavam uma grande guerra pela conquista da simpatia e do mercado de gasolina. Enquanto a Esso sugeria que os consumidores colocassem um tigre no seu tanque, a Shell atacava com o cordial elefantinho de macacão e boné amarelos.

O tigre da Esso (acima) e o elefantinho da Shell (abaixo). Fotos: reprodução

Foi aí, no final dos anos 1960, que a MPM, naquela época uma das maiores agências de publicidade do país, fez um gol de placa e criou um símbolo moderno e sexy para a Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga: a Ipirela.

A Ipirela. Foto: Reprodução do livro Ideias Registradas ARP

Inspirada na personagem do filme Barbarella, interpretada pela atriz loira e sensual Jane Fonda, foi sucesso imediato.

Jane Fonda no filme Barbarella, de 1968. Foto: Paramount, divulgação

O cartaz do filme. Foto: reprodução

Por aqui, durante algum tempo, Ipirela foi sinônimo de loira "boazuda" (para usar um termo vintage, felizmente em total desuso).

Desilusão fatal

10 de abril de 2013 0

Essa propaganda, publicada na Revista do Globo em fevereiro de 1953, é uma daquelas peças de publicidade que acabam falando mais sobre as mudanças de comportamento da sociedade do que propriamente das virtudes do produto anunciado. O diálogo entre Leda e Helena é tão caricato que até parece brincadeira. Leda confessa à amiga que tem usado “maquillage” para ocultar do noivo as imperfeições de sua pele.

Anúncio publicado na Revista do Globo, em 1953. Foto: Reproduç

Como aproxima-se a data do casamento ela está preocupadíssima em desiludi-lo com sua falsa beleza. Ela sabe que “muitos maridos se desiludem da beleza da esposa logo nos primeiros dias...) e, provavelmente, sabe dos riscos que está correndo.  Mas Helena, e o Leite de Colônia, podem, e vão salvá-la. Felizmente ela lembrou-se a tempo, e com o uso diário desse “embelezador básico” ela vai poder se casar na certeza de possuir beleza natural e jovem... Ufa!!!!

Petróleo na cabeça

17 de janeiro de 2013 0

Foto: Revista Seleções, reprodução

Nos anos 1950, época do anúncio reproduzido acima, o alinhamento primoroso dos cabelos era uma preocupação das mais importantes - para homens e mulheres. Produtos como o Petróleo Juvenia eram itens de toucador obrigatórios naquele tempo.

Ah...

05 de dezembro de 2012 1

Todo mundo, pelo menos aqui no Rio Grande do Sul, chama de pasta de dente. Menos a propaganda, que chama o produto de dentifrício ou creme dental.

A marca Kolynos, que surgiu nos EUA em 1908, chegou ao Brasil em 1917, ainda importada. Em 1947, começou a ser fabricada no Brasil. Em 1997, foi comprada pela Colgate/Palmolive e extinta. Lembram da tampa verdinha, sextavada?

Foto: Revista Seleções - julho de 1952, reprodução

Mulheres presas

30 de novembro de 2012 0

A revista Êle Ela, publicada pela finada Editora Bloch, tinha como subtítulo "uma revista para ler a dois". O conteúdo era essencialmente masculino e incluía sempre muitas fotos de mulher pelada. Um anúncio que divulgava, na revista Fatos e Fotos, o número de setembro de 1969 trazia três delas – uma morena, uma mulata e uma loira – sem roupa e presas por correntes a uma pesada bola de ferro.

Foto: Revista Fatos e Fotos, reprodução

A propaganda receitava "prender no mínimo três mulheres, para ter – mais ou menos – a certeza de que não acabará sozinho". Mais politicamente incorreta, impossível. Hoje, falta de confiança e maus-tratos são, provavelmente, o caminho mais curto para a solidão e para a cadeia.

Dias amargos

28 de setembro de 2012 1

Quem assiste à Gabriela na TV talvez fique chocado com o machismo e a rudeza com que as mulheres eram tratadas na época em que a novela está ambientada.

Fotos: Revista do Globo, reprodução

Os reclames do "remédio de três gerações A Saúde da Mulher", publicados nos anos 1940 e reproduzidos neste post, revelam que o comportamento aviltante não se restringia aos coronéis da Bahia dos anos 1920.

Ao que tudo indica, essa aspereza, agora inaceitável, também aqui era o padrão.

Foto: reprodução (clique para ampliar)

Em nome das cores

16 de agosto de 2012 1

Este Almanaque já tratou, em dezembro passado, dos primórdios do sabão em pó no Brasil, nos anos 1950 – quando as propagandas exaltavam a “brancura Rinso” proporcionada pela marca naquela época (clique aqui para ler mais).

Foto: Revista do Globo, reprodução

Na década seguinte, a preocupação se estendeu às roupas coloridas. Neste anúncio de 1962 (acima), o sabão Rinso conserva o slogan "lava mais branco", mas promete também manter as cores das peças "sempre firmes", "mais vivas" e "ainda muito mais bonitas", sem alvejantes que enfraquecessem o tom dos tecidos.

Outro detalhe ressaltado no reclame: "Não é preciso esfregar muito ou bater a roupa no tanque".

Propaganda primorosa

13 de agosto de 2012 0

Foto: Revista do Globo, reprodução

O anúncio reproduzido acima data de 1960, o ano em que foi lançado um dos produtos mais tradicionais ainda presentes nas prateleiras dos supermercados gaúchos: a margarina Primor. Fabricada então pela Samrig (atual Bunge Brasil), que também produzia o óleo Primor, a margarina (“Gostosa no pão, excelente na cozinha”, segundo a propaganda) passou a ser vendida também em São Paulo e Rio, nos anos seguintes.

O curioso é ver que a marca permaneceu, embora com pequenas transformações ao longo dos anos. O que realmente mudou foi o formato em que a margarina é vendida. Naquela época, latas e tabletes envoltos em papel eram as opções. Hoje, a predominância é dos potes plásticos.

Nos tempos da brilhantina

08 de agosto de 2012 0

Foto: Revista do Globo, reprodução

A propaganda acima, publicada em 1947, é um daqueles exemplos de como a estética se transforma (ou não) ao longo dos anos. Para fixar o penteado, hoje se usa gel e cera. Antigamente, a preferência era pela brilhantina, que "amacia os cabelos, assenta e mantém o penteado", como diz o anúncio.

O reclame exaltava as virtudes da loção, da brilhantina e do óleo Royal Briar, prometendo "beleza, brilho e saúde" aos cabelos dos fregueses, que passavam a ter "um novo poder de atração" ao usar produtos com o "perfume que deixa saudade". Certamente deixou.

Admirável clima novo

01 de agosto de 2012 1

Foto: reprodução

Em 1962, no calorento mês de janeiro, a Revista do Globo número 812 publicou este anúncio acima. Naquele então, ar-condicionado era, sim, uma nova moda por aqui. Apenas quatro anos antes, em 1958, a Springer & Cia. – uma tradicional indústria de refrigeração, fundada por Charles Springer em Porto Alegre no ano de 1934 – havia lançado, em parceria com uma poderosa multinacional chamada Admiral, o primeiro condicionador de ar de janela da América Latina.

Um presente gaúcho para o Brasil tropical e quente – que se deveu, em grande parte, à iniciativa de Paulo Vellinho, o gestor que negociou a articulação entre as duas empresas e foi decisivo para a Springer (desde 1983 unida à americana Carrier) se tornar a maior fabricante de ares-condicionados do país.

Nos modelos Coronet ("potente, ágil e decorativo") ou Regency ("com venezianas reguláveis, sóbrio e discreto"), a propaganda prometia uma novidade: "temperatura estável para você gozar saúde o ano inteiro". Uma permanente primavera.