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Posts com a tag "televisão"

Frase do dia: Armando Bógus

02 de maio de 2013 0

Bógus como o Licurgo de O Tempo e o Vento (1985). Foto: TV Globo, banco de dados

Hoje se completam 20 anos da morte de um dos atores mais conhecidos da TV brasileira - o paulista Armando Bógus (1930-1993), vítima de leucemia. O artista começou a trajetória no teatro e também teve passagens pelo cinema, mas teve sua consagração nos trabalhos televisivos. Especialmente em telenovelas como Gabriela (1975), inspirada no livro de Jorge Amado, na qual interpretou um dos personagens mais importantes, o comerciante Nacib.

Outros dois personagens marcantes foram o avarento Zé das Medalhas da novela Roque Santeiro e o Licurgo Cambará da minissérie O Tempo e o Vento - ambas produções exibidas entre 1985 e 1986.

"Levar o personagem muito a sério é um grande erro" é a frase do ator reproduzida no Almanaque Gaúcho desta quinta-feira.

Frase do dia: John Herbert

26 de janeiro de 2013 0

Stênio Garcia e John Herbert em Gramado. Foto: Genaro Joner, BD, 24/8/2003

Há dois anos, as artes cênicas brasileiras perderam um de seus personagens mais ativos: o ator e diretor John Herbert (1929-2011). Nos anos mais recentes, ele tinha ficado conhecido do público das telenovelas pelos trabalhos em produções como Que Rei Sou Eu? (1989), Lua Cheia de Amor (1990), A Viagem (1994) e Sete Pecados (2007). O caso é que Herbert frequentou as telas por cinco décadas, desde os primórdios da TV brasileira, além de atuar em dezenas de produções em cinema e teatro.

De início, o rapaz de ascendência germânica entrou para o time dos galãs. Com o tempo, passou a explorar também o lado humorístico, em histórias mais voltadas para a comédia - foi inclusive diretor ou codiretor de pornochanchadas como Já Não se Faz Amor como Antigamente (1976) e Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez (1985). Para o artista, o humor estava longe de ser um gênero inferior: "Muitas vezes a comédia é subestimada, como se fosse fácil de fazer. Não é mesmo" é a frase reproduzida no Almanaque Gaúcho deste sábado.

John Herbert Buckup foi casado com a também atriz Eva Wilma - que depois viria a ser mulher de outro ator, Carlos Zara - e, depois, com Claudia Librach. Herbert morreu em 26 de janeiro de 2011, por insuficiência respiratória.

Frase do dia: Jô Soares

16 de janeiro de 2013 0

Jô em Porto Alegre nos anos 1990. Foto: Emílio Pedroso, BD, 1/12/1991

Já faz mais de duas décadas que Jô Soares vem se dedicando mais ao papel de entrevistador - com o Jô Soares Onze e Meia (no SBT) e o Programa do Jô (na Globo) - do que ao de comediante. Mas o humor costuma frequentar o trabalho do carioca, que hoje completa 75 anos e já interpretou dezenas de personagens - seja em participações no cinema, como ator, ou em seus programas humorísticos, como o Viva o Gordo dos anos 1980. Essa faceta mais escrachada, de figuras como Marmitão, Zé da Galera ou Bo Francineide, costuma ser considerada a mais divertida de Jô.

Antes de optar pelo trabalho em televisão e cinema, José Eugênio Soares pensava em ser diplomata. Tinha até embarcado para a Suíça para encaminhar os estudos por lá. Mas a veia humorística falou mais alto, e já nos anos 1950 o jovem Jô estava trabalhando em filmes cômicos como O Rei do Movimento (1954) e De Pernas pro Ar (1956).

Mais recentemente, Jô passou a apostar também na literatura, lançando romances policiais como O Xangô de Baker Street (1995) e As Esganadas (2011).

Procurando graça em tudo o que é dito em seu programa de entrevistas, Jô vê inclusive seu ofício de forma leve: "Faça piada velha para público novo e piada nova para público velho" (a frase está no Almanaque Gaúcho desta quarta-feira).

Frase do dia: Nicette Bruno

07 de janeiro de 2013 0

Cleiton Thiele, especial, BD, 10/4/2012

A divertida matriarca Leonor é a personagem atual da atriz niteroiense Nicette Bruno, em cartaz na novela Salve Jorge. O folhetim coincide com o 80º aniversário da intérprete, que se completa nesta segunda-feira.

Nicete Xavier Miessa é dona de uma prolífica trajetória em teatro e TV, iniciada ainda na adolescência. Contam-se às dezenas seus trabalhos, tanto em palcos como em estúdios. Também é marcante o romance da atriz com o colega Paulo Goulart - casados há quase seis décadas, eles têm filhos também ligados às artes cênicas: Beth Goulart e Bárbara Bruno são atrizes, Paulo Goulart Filho é ator e dançarino.

Ao longo da trajetória, Nicette e Paulo já tiveram inclusive que vender um apartamento para viabilizar a produção de um filme. "Fazer arte, no nosso país, é um ato de resistência", desabafou a atriz, em entrevista concedida no ano de 2011 - a frase está reproduzida no Almanaque Gaúcho desta segunda-feira.

Frase do dia: Carlos Zara

11 de dezembro de 2012 0

Foto: Dulce Helfer, BD, 1/10/1991

Nesta terça-feira, se completam 10 anos da perda de um dos atores mais famosos da TV brasileira: o paulista Carlos Zara (1930 - 2002). Em cinco décadas de trajetória, Zara participou dos primórdios da televisão no país e estrelou dezenas de novelas - entre elas, Mulheres de Areia (em 1973 e em 1993), Pai Herói (1979), Champagne (1983) e Sassaricando (1987), além do papel de Capitão Rodrigo na adaptação televisiva de O Tempo e o Vento exibida pela TV Excelsior entre 1967 e 1968. Muitos de seus trabalhos se deram ao lado da esposa, a também atriz Eva Wilma.

Mas Antônio Carlos Zarattini, que era engenheiro formado e chegou a estudar piano por oito anos, não deveu sua fama apenas às telenovelas. Também atuou em teatro e em cinema - participando inclusive de um dos filmes mais marcantes sobre o período do regime militar no país, Pra Frente, Brasil (1982-1983). De fato, Zara acreditava que "ator é ator e representa da mesma forma em qualquer lugar", frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira.

Cidadão Kane, de passagem pela Capital

06 de novembro de 2012 0

Orson Welles esteve duas vezes em Porto Alegre. Entre a primeira visita e a segunda, dois dias apenas. Quando ele passou por aqui, em maio de 1.942, indo para Buenos Aires, — onde entregou prêmios de cinema — e, depois, voltando de lá, já estava no Brasil havia quatro meses.

No ano anterior, 1.941, o filme Cidadão Kane tinha sido lançado consolidando sua fama de gênio e de enfant gâté de Hollywood. Aos 27 anos, o ator, roteirista e diretor impressionou pela sua figura de "gigantesco boneco sorridente" — como registrou a repórter Norah Lawson da Revista do Globo— pela sua desenvoltura e, principalmente, por sua voz "cheia e modulada que convence e fascina".

Tomou um cafezinho no Aeródromo São João e disse que o Rio de Janeiro era, depois de São Francisco, na Califórnia, a cidade de que mais gostava. Falou que o Brasil tem coisas "maravilhosas, fantásticas, ambientes de sonho e lenda..."

Na volta, abatido e amolado, desabafou:

— Tive que tomar parte de quatro cocktails, dois jantares de gala, e três cerimônias solenes, em apenas 42 horas. Os argentinos são por demais gentis, entretanto fico feliz de tornar a ouvir falar o português...

Pediu uma água mineral, tomou meio copo, e usou o resto para empapar o cabelo desajeitado. Perguntado como recebia, quando o chamavam de gênio, respondeu:

— Falando francamente, poucas vezes tenho lido alguma coisa onde me chamam assim. Gênio é coisa escassa, eu conheço dois: Walt Disney e Albert Einstein. Quanto a mim, não passo de um indivíduo prático, de um homem que sabe fazer as coisas e em que tempo elas devem ser feitas.

Fez uma dedicatória sobre a foto em que aparece acendendo o cigarro da repórter, batida dois dias antes, e despediu-se dos jornalistas com um "good lucky!"

Foto autografada por Welles durante visita ao Brasil

Quem foi Orson Welles

— Aos 18 anos, já era famoso como ator no teatro experimental. Um ano depois estreou na Broadway na montagem de "Romeu e Julieta".

— Dirigiu 27 filmes entre os 113 que compõem sua obra também como ator, roteirista, produtor e montador.

— Foi ele quem fez a narração histórica dizendo que marcianos haviam chegado à Terra e que estavam em Nova Jersey. O texto foi lido com imenso realismo e divulgado pela rádio CBS nem novembro de 1938. Muitas pessoas entraram em pânico e começaram a fugir de suas casas ao ouvir a dramatização do texto de "A Guerra dos Mundos", um clássico da ficção científica de H.G. Wells. Tudo não passava de brincadeira.

— Em 1941, dirigiu o filme "Cidadão Kane", revolucionando as técnicas de filmagem.

Welles dirigindo Cidadão Kane em Hollywood

Frase do dia: Fernanda Montenegro

16 de outubro de 2012 0

Foto: Jefferson Botega, BD, 3/7/2012

Poucas mulheres merecem tanto o epíteto Grande Dama do Teatro Brasileiro quanto Fernanda Montenegro. Há mais de 60 anos, ela vem construindo uma das mais sólidas trajetórias das artes cênicas no país, trabalhando em rádio, teatro, televisão e cinema. O mundo a conheceu melhor em 1999, quando ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pela atuação comovente no filme Central do Brasil (1998), de Walter Salles. Mas, aqui, ela já acumulava anos de fama e reconhecimento.

Veja um trecho de Central do Brasil.

Nascida Arlette Pinheiro Esteves da Silva em 16 de outubro de 1929, no Rio, ela mudou sua assinatura para Arlette Pinheiro Monteiro Torres em 1953, ao casar com o também ator Fernando Torres (1927 - 2008). O nome artístico foi escolhido ainda na adolescência - Fernanda, segundo ela, trouxe uma sonoridade que remete aos personagens dos romances de Balzac ou Proust, e Montenegro foi homenagem a um médico homeopata amigo de sua família.

Suas atuações em peças de teatro, telenovelas e filmes se contam às dezenas. Na TV, interpretou personagens marcantes em novelas, da hilária Charlô de Guerra dos Sexos (1983), ao lado de Paulo Autran, à vilã Bia Falcão de Belíssima (2005). Sobre a excelência de seu trabalho, a atriz é modesta: "O que faço, na maioria das vezes, é artesanato. Só às vezes isso vira arte", explicou Fernanda em entrevista recente, em frase reproduzida no Almanaque Gaúcho desta terça-feira.

Hebe entre nós

03 de outubro de 2012 0

Hebe Camargo em Porto Alegre. Foto: banco de dados

Os mais velhos lembram do programa semanal que Hebe Camargo fazia aqui na TV Piratini. A artista chegava aos sábados ao meio-dia e seu programa ao vivo era no início da noite. Essa presença constante no canal 5 (que era ainda novidade) antecipou aqui o grande prestígio que ela teria depois em todo país, até sua morte, no último sábado, aos 83 anos.

Em 1966, Hebe fez um show com Luiz Vieira no Leopoldina Juvenil. Veja a foto abaixo.

Foto: Alberico Lucchini, BD, 18/9/1966

Em 1971, a cantora gravou um compacto duplo pela Odeon que incluía a música Primavera, uma parceria de Lupicínio Rodrigues com meu pai, Hamilton Chaves.

Foto: reprodução

Fotos: Ricardo Chaves

Essa canção foi defendida por Isaurinha Garcia no V Festival de MPB da TV Record, em 1969, que teve como vencedora Sinal Fechado, do Paulinho da Viola. Veja a performance:

Outro momento de Hebe em Porto Alegre, no Aeroporto Salgado Filho, com Tatata Pimentel, Berenice Otero e Renato Rosa. Foto: Rubens Borges, BD, 15/9/1973

De fino tato

26 de setembro de 2012 0

Romy Barcellos no início da trajetória. Fotos: arquivo pessoal

Não é nada pequena a lista de pessoas famosas que já passaram pelas mãos de Romy Barcellos. Explica-se: há quatro décadas, ela trabalha como técnica em beleza facial e corporal, colecionando passagens por redutos bastante procurados pelas celebridades, como spas e hotéis. Gaúcha de Cruz Alta, ela já trabalhou no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Gramado, no Festival de Cinema. Aos 73 anos, em uma pausa momentânea na profissão, ela se prepara para voltar à ativa.

Romy e Paulo Gracindo

Dona Romy se diverte ao lembrar de tantos artistas com quem trabalhou. Da "quietinha" Bruna Lombardi à "difícil" Luana Piovani, ela conheceu ao vivo muitas figuras que muitos só veem na TV ou no cinema: Fernando Torres e Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo, Lima Duarte, Monique Evans, Oscar Magrini e Hugo Carvana são apenas algumas delas.

Romy com Fernanda Montenegro e Fernando Torres

Cantores como Mercedes Sosa, Julio Iglesias e Gonzaguinha também estão no currículo da tarimbada profissional. Tratamentos de beleza, dicas de alimentação e sessões de maquiagem estão entre as especialidades de Romy. Alguns causos ela lembra sem o menor esforço.

(Em uma festa) Nós que ensinamos o Antônio Fagundes a tomar cerveja – conta. – E ninguém via, mas a Dercy Gonçalves tinha pernas lindas.

Romy e Lima Duarte

Frase do dia: Laura Cardoso

13 de setembro de 2012 0

Laura Cardoso como a Doroteia de Gabriela. Foto: Raphael Dias, TV Globo, divulgação

A exibição da telenovela Gabriela coincidiu com os aniversários do autor do livro original, Jorge Amado (clique aqui para ler mais), e de um dos destaques do elenco, o ator José Wilker (clique aqui para ler mais). Nesta quinta-feira, outra estrela da produção também está em festa: a atriz Laura Cardoso, da impiedosa personagem Doroteia, está completando 85 anos.

A participação em Gabriela se soma a dezenas de trabalhos realizados por Laura desde os primórdios da televisão brasileira: ainda nos anos 1950 a atriz paulista já atuava diante das câmeras da extinta TV Tupi. Além da fama televisiva, Laura também mostrou seu talento dramático no cinema, estrelando mais de 20 filmes, entre eles O Rei Pelé (1964) e Terra Estrangeira (1996).

Uma trajetória tão prolífica não parece estar perto de terminar, vide o apuro da interpretação de Laura como Doroteia e a disposição da artista em seguir trabalhando: "Nunca pensei em parar. Só depois da morte", declarou ela em entrevista recente. A frase está reproduzida no Almanaque Gaúcho de hoje.