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Lista de recomendações para reduzir mortes por câncer de mama

17 de outubro de 2010 0

O câncer de mama é um dos tumores que mais mata mulheres no Brasil, para tentar diminuir os números de caso o Instituto Nacional do Câncer divulgou uma lista de recomendações, mas essas recomendações só funcionam se toda mulher buscar a prevenção aos primeiros sinais e sintomas, fazendo o auto-exame e a mamografia regularmente.

O Instituto Nacional do Câncer divulgou nesta sexta-feira uma lista de recomendações para tentar reduzir o número de mortes causadas pelo tipo de tumor que mais mata mulheres no Brasil: o câncer de mama.

11 mil mortes por ano: são as vítimas do câncer de mama no país. O alvo do Instituto Nacional do Câncer são mulheres com idades entre 50 e 69 anos. Segundo o Inca, apenas 50% das mulheres nessa faixa etária têm acesso à mamografia.

A auxiliar de serviços gerais Glória Maria da Silva ficou muitos anos sem fazer o exame: “Se eu tivesse atenta cinco anos atrás, ou ouvido minha filha. Ela fala: “Mãe, vai se cuidar”, não teria tido esse problema”, conta.

E é justamente com mais informação, acesso rápido aos exames e ao tratamento adequado, que o Instituto Nacional do Câncer pretende reduzir a mortalidade de mulheres vítimas do câncer de mama.

O Inca formulou sete recomendações que podem fazer a diferença: acesso à informação sobre a doença; alerta aos primeiros sinais e sintomas; mamografia a cada dois anos para mulheres com idades entre 50 e 69 anos; controle de qualidade dos exames de mamografia; orientação para estimular a amamentação, o controle do peso e a redução do consumo de álcool; acompanhamento médico rigoroso da terapia de reposição hormonal; diagnóstico do nódulo encontrado na mama num prazo máximo de 60 dias.

Hoje, não existe limite de prazo para sair o resultado do exame laboratorial para saber se o nódulo é maligno ou benigno, o que pode complicar o estado de saúde da paciente: “Está comprovado cientificamente que, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor a chance de cura, maior o tempo de sobrevida e melhor qualidade de vida”, diz o diretor geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

Heloísa, que tinha medo do exame, perdeu a mama. Hoje, dá conselho: “Qualquer coisa que sinta, que desconfie, faça logo o exame”, diz.

Fonte: Jornal Nacional

xx

Foto: Lauro Alves

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