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“O consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde”

12 de dezembro de 2010 0

Muitos atletas e praticantes de atividade física vem consumindo os mais diversos suplementos afim de obterem melhor forma física e desempenho em competições. Com isso estudos vem sendo feitos para determinar se estes suplementos realmente promovem efeitos ergogênicos. A creatina parece estar relacionada com aumento do desempenho em exercícios intermitentes de alta intensidade, a carnitina com a melhora da capacidade aeróbia estimulando a utilização da gordura como substrato energético durante os exercícios de longa duração e o bicarbonato com o aumento do PH sanguíneo prorrogando a fadiga em exercícios semelhantes aos indicados para creatina.

No início da era esportiva, a vantagem obtida pelos atletas de ponta era considerada uma barreira intransponível. Atualmente, a distância entre atletas de elite tem sido tão mínima, que um pequeno aperfeiçoamento na performance pode resultar num grande salto na classificação geral. Este fato tem induzido atletas, técnicos e cientistas a buscar diferentes métodos de se otimizar o desempenho, complementando o efeito do treinamento. Tais métodos, também conhecidos como ergogenic aids, podem ser classificados em diversas categorias, dentre elas, a suplementação nutricional.

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Foto divulgação

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Musculação

Inúmeros estudos têm demonstrado que a suplementação de creatina é capaz de otimizar o desempenho esportivo e retardar o início da sensação de fadiga em exercícios de alta intensidade e curta duração. Porém, tais estudos vêm sendo realizados com indivíduos não treinados ou moderadamente treinados. Em contrapartida, os poucos estudos realizados com atletas altamente treinados têm apresentado resultados controversos; a grande maioria apresenta dificuldades em demonstrar melhoras significativas no desempenho em decorrência desse tipo de suplementação.

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A creatina

A maior reserva de creatina do organismo está nos músculos esqueléticos (95%), tanto na forma livre como na forma de creatina-fosfato representando de forma absoluta entre 120 e 140 g. As reservas de creatina-fosfato se esgotam rapidamente durante o exercício, sendo responsáveis pelo declínio do desempenho, mesmo não ocorrendo redução significativa do conteúdo de glicogênio muscular. Uma maior disponibilidade de creatina fosfato no músculo pode influenciar a geração de energia durante exercícios de alta intensidade e curta duração acelerando a ressíntese de ATP.

Um efeito secundário da suplementação de creatina, trata-se do ganho de massa corpórea, determinado por um aumento de massa magra. Alguns estudos sugerem que esse aumento de massa magra se deva a um ganho de massa muscular; em contrapartida, diversos estudos têm demonstrado que o aumento de massa magra é uma conseqüência de um acúmulo hídrico no meio intramuscular, conseqüente do alto poder osmótico da creatina. Tais divergências geram incertezas sobre a real causa do ganho de massa magra observado entre indivíduos submetidos à suplementação de creatina.

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Riscos e recomendações

Apesar da existência de inúmeros relatos de caso na literatura indicando que a creatina possa prejudicar a função renal, não há evidências sustentáveis de que essa substância possa apresentar riscos a homens saudáveis. Pesquisas bem controladas, no entanto, devem investigar sujeitos com doenças renais pré-existentes e com propensão à nefropatia. Recomenda-se a monitoração sistemática nesses consumidores, até que se ateste a segurança da suplementação nesses casos. Aos sujeitos saudáveis que consomem regularmente esse suplemento, sugere-se que não ultrapassem a quantidade de 5g/dia, pois não há evidências científicas suficientes que garantam a segurança da ingestão acima dessa dosagem, em longo prazo.

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Liberação

Pelas regras da Anvisa, o uso do suplementos com creatina não é recomendado por praticantes de exercícios físicos para recreação, estética e promoção da saúde, pois uma dieta balanceada, diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais destas pessoas.

A Anvisa também exigiu que os rótulos das embalagens de suplementos de creatina terão que apresentar duas mensagens: “O consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde” e “Este produto não deve ser consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades”. As empresas também terão que imprimir a mensagem: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”.

Fonte: http://manuellarangel.com.br/

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