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Segundo a pesquisa do IBGE, o brasileiro exagera no açúcar e economiza nas frutas, verduras e legumes

18 de dezembro de 2010 0

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Você sabe se a sua alimentação diária é saudável? O IBGE divulgou na quinta-feira (16) uma pesquisa com um alerta: o brasileiro precisa comer melhor. Segundo o estudo, estão exagerando no açúcar e economizando nas frutas, verduras e legumes.

O limite aceitável é, no máximo, 10% de calorias provenientes de açúcar por dia. Na pesquisa, o açúcar representa mais de 14%. A pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde mostra que o brasileiro está consumindo uma quantidade menor do que deveria consumir de frutas, legumes e verduras, mas o consumo de açúcar aumentou.

Para a classe de alimentos que envolve frutas, legumes e verduras, o consumo é de apenas 2,8% da média de calorias que o brasileiro ingere em casa diariamente. Isso está muito abaixo da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Cerca de 9% a 12% de uma dieta diária devem ser de frutas, legumes e verduras.

O médico nutrólogo Cristiano Merheb dá uma explicação para o consumo crescente de açúcar. “O açúcar vicia. Ele cria o efeito de dependência. Não é que tudo que é bom engorda, tudo que engorda é bom. É o corpo humano tentando fazer reserva de energia”, avalia o médico nutrólogo Cristiano Merheb. Um prato equilibrado, segundo o médico, deve ter 25% de proteína; 25% de amidos, como arroz, feijão, batata; e 50% de legumes, verduras e frutas. “Como fruta de manhã, como verduras e legumes na hora do almoço e no jantar também. Acho que é suficiente”, comenta uma senhora.

A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) é um alerta sobre as consequências de uma dieta errada. “Quando você soma doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, hipertensão e obesidade, você tem quase 70% dos gastos do SUS [Sistema Único de Saúde]. Na raiz desses problemas crônicos, está a alimentação. Mexer numa política de nutrição e alimentação no país e atuar de forma positiva na redução dessas doenças”, afirma Ana Beatriz Vasconcellos, coordenadora do Ministério da Saúde.

Fonte: Jornal Hoje

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