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Pesquisadores criam cadeira que ajuda no tratamento da osteoporose

11 de fevereiro de 2011 0

A osteoporose atinge 93% das mulheres com mais de 70 anos. Nesta faixa etária, a doença atinge 79% dos homens. À medida que ela avança os passos ficam mais lentos e como os ossos estão mais frágeis aumenta o medo de quedas.

O tratamento contra a osteoporose é feito com vitamina D, cálcio e medicamentos fortes que podem causar dores no estômago e trombose. Os efeitos colaterais e o alto custo que pode chegar a mil reais por mês fazem com que metade dos pacientes desista do tratamento. Uma cadeirinha pode ser a solução.

O estofado esconde duas placas metálicas que ligadas a um gerador de energia produzem um campo elétrico. A pesquisadora Ana Paula Galvão explica como ela age no corpo do paciente.

“Ela atinge os ossos do fêmur, os ossos do quadril e da coluna, que são ossos bem atingidos, que acabam bem acometidos pela osteoporose. Tem algumas células do organismo que captam esse sinal elétrico e mandam esse sinal elétrico para outras células que vão formar mais osso”, declara Ana Paula Galvão, pesquisadora.

O equipamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e da USP de São Carlos obteve 100% de eficiência nos testes feitos em ratos. Uma das principais vantagens desta tecnologia é a possibilidade de fazer a terapia em casa.

“Como isso é destinado a pacientes idosos e sedentários, a gente simplifica muito a questão do deslocamento e, principalmente, por não incomodar o paciente, permite que ele fique por vinte minutos assistindo tv, lendo um livro. Você aumenta a adesão do paciente ao tratamento”, diz Orivaldo Lopes da Silva, pesquisador.

O estudo agora é realizado em pacientes com mais de 60 anos que têm osteoporose e se tratam apenas com cálcio e vitaminas. Por um ano eles serão submetidos a sessões diárias de vinte minutos. Cem idosos de três asilos de São Paulo participam da pesquisa. O uso da cadeirinha como terapia foi bem recebida entre eles. “É uma beleza. Eu não quero morrer já, não. Eu quero ainda viver muito, mas com saúde, né?”, diz Jacintha del Vecchio Puti, 91 anos.

FONTE: JORNAL HOJE

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