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Consumo regular de azeite reduz chance de AVC e ataque cardíaco

15 de novembro de 2012 0

Cada azeitona é uma gotinha de saúde. Juntas, são uma chuva de benefícios para o nosso coração e para o nosso cérebro. O fruto da oliveira carrega os segredos de sobrevivência e uma árvore que há milhares de anos é símbolo de força e juventude.

No inverno, a oliveira enfrenta geadas e temperaturas abaixo de zero, e um calor acima de 40°C no verão. Para resistir a tudo isso ela produz os polifenóis, os antioxidantes. Essa mesma proteção que a árvore cria pra ela, é a que protege a nossa saúde quando nós consumimos o que a oliveira produz.

A novidade que os portugueses querem mostrar para o mundo é que nem todos os antioxidantes das oliveiras são iguais. Alguns são muito mais poderosos que outros.

Nos laboratórios da Universidade do Porto, a equipe da professora Fátima descobriu um desses superantioxidantes. Um composto que age para tentar impedir a formação das placas que entopem nossas artérias.

“O azeite é a única gordura que se consome sem ser refinada e, portanto, pode manter muitos dos compostos que inicialmente tem”, explica a pesquisadora Fátima Paiva-Martins. O que isso quer dizer para quem consome azeite regularmente? Um risco menor de ataque cardíaco e de Acidente Vascular Cerebral. E no futuro, o que já faz bem pode ficar ainda melhor. Os cientistas acham que vai ser possível produzir azeites quase medicinais.

“Um azeite mais picante, que é devido a um teor mais alto de determinados antioxidantes, será um azeite mais anti-inflamatório, por exemplo. Um azeite mais amargo poderá ser um azeite mais antioxidante, que evite mais a aterosclerose”, acredita a pesquisadora. “Os antioxidantes dão um paladar amargo e picante aos azeites. Quanto mais amargo e picante, melhor para a saúde. É como um remédio”, completa.

Nos testes feitos em laboratório, a prova do poder do azeite. Agentes oxidantes, os mesmos que agridem o nosso corpo no dia a dia, foram injetados em amostras de glóbulos vermelhos do sangue. O resultado não poderia ser mais claro: “As células que por ação do agente oxidante foram destruídas, quando juntamos o agente protetor ficam todas inteiras, sem alterações, o que mostra, portanto que há de fato proteção pelo agente”, explica a pesquisadora da Universidade do Porto Alice Santos Silva.

Em Trás-os-Montes, as oliveiras carregam as maiores reservas do superantioxidante que faz bem para o coração e para o cérebro. No olival orgânico, o professor José Alberto dá uma aula sobre a árvore que, infelizmente, não gosta muito do clima do Brasil.

Vamos aprendendo com o professor que o melhor azeite é o virgem extra, que não é refinado. No rótulo é importante prestar atenção no nível de acidez. Quanto menor, melhor. A cor do azeite não importa, mas a da embalagem, sim. As mais escuras conservam mais o produto. E a paixão do professor pelo azeite, não fica só na teoria. Como bom português, ele pratica muito.

Apesar de estar um pouco gordinho, as taxas do sangue não estão ruins. “Pelo menos, eu quando vou fazer exames não tenho problemas desses. Um bom prato, temperado com o nosso azeite e com um copinho de vinho tinto, certeza que mantém todos os níveis muito bons”, conclui.

Fonte: Site do Globo Reporter

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