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Entenda melhor o que é a microcefalia

23 de fevereiro de 2016 0

A microcefalia é uma doença neurológica na qual a criança nasce com a cabeça e o cérebro (perímetro cefálico) abaixo da média de acordo com a idade e o sexo. Em condições normais, o crânio, no momento do nascimento, tem um perímetro de aproximadamente 33 a 36 centímetros, aumentando de tamanho nos primeiros anos de vida e acompanhando o crescimento do encéfalo. Este crescimento é bastante pronunciado nos primeiros seis meses (em média 8 centímetros), até alcançar os 46 a 48 centímetros no final do primeiro ano de vida. No caso de microcefalia, a dimensão dos ossos do crânio é menor e raramente tem mais que 45 cm de circunferência quando a criança estiver com um ano e três meses. Devido às pequenas proporções do crânio, o cérebro não se desenvolve adequadamente em todas as suas funções. A incidência de microcefalia ao nascimento varia de 1/6250 a 1/8500 casos e é mais frequente no sexo masculino. microcefalia xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx CAUSAS As causas de microcefalia dividem-se em primárias e secundárias. A de causa primária ou genética refere-se a um grupo de distúrbios que não há outras malformações, ou está associado a alguma síndrome genética, como por exemplo, a Síndrome de Down. Já a microcefalia de causa secundária é resultante do contato/exposição a agentes nocivos que atingem o feto intra-útero e acometem a mãe, principalmente no primeiro trimestre da gestação. Podemos citar como exemplos: uso de drogas (medicamentos, álcool), desnutrição materna, infecções (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus), insuficiência placentária, exposição à radiação, diabetes mellitus materno, hiperfenilalaninemia materna e encefalopatia hipóxico-isquêmica. DIAGNÓSTICO O diagnóstico da microcefalia é feito pela medida do perímetro cefálico. O médico coloca uma fita métrica em torno da cabeça do bebê para verificar o seu tamanho. Nas crianças com microcefalia, o tamanho ou o crescimento da cabeça é significantemente abaixo da média. O profissional deverá investigar a história do pré-natal, nascimento e desenvolvimento da criança e solicitar exames como: tomografia computadorizada e ressonância magnética. Testes sanguíneos podem ajudar a determinar as causas subjacentes do problema. Pode-se suspeitar de microcefalia ainda durante a gestação, por meio da medida do perímetro cefálico do bebê, que pode ser considerado positivo quando for menor que dois desvios padrões do limite inferior da curva de normalidade para a idade gestacional. SINTOMAS O sintoma mais típico da microcefalia é o perímetro cefálico significantemente menor que o das crianças do mesmo sexo e idade, mas também se destacam:

  • Hipertonia muscular generalizada;
  •  Atraso no desenvolvimento sensório-motor;
  •  Déficit visual e auditivo;
  •  Dificuldades na fala e deglutição;
  •  Hiperatividade;
  •  Crises convulsivas;
  •  Atraso mental.

Estes sintomas serão detectados à medida que a criança cresce e não realiza as atividades referentes às fases do seu desenvolvimento, por exemplo, não acompanha os objetos e sons ou não leva a mão na linha média para pegar o brinquedo. TRATAMENTO Várias técnicas podem ser usadas para a estimulação precoce dos bebês com microcefalia: o conceito neuroevolutivo Bobath, integração sensorial, estimulação sensorial de Rood, Método Phelps são exemplos. É necessário buscar o que melhor se adapta às condições motoras do bebê. O tratamento neuroevolutivo Bobath é o mais utilizado há décadas no meio terapêutico. Ele usa o manuseio para proporcionar experiências sensoriais e motoras normais, que darão base para o desenvolvimento motor. A intenção com toda e qualquer técnica que possa ser usada para estimulação precoce é atingir o desenvolvimento neuro-sensório-motor na sua integralidade. Quanto mais tarde a criança iniciar o tratamento, mais defasado estará o seu desenvolvimento motor. A perda sensorial poderá refletir na falta de noção espacial e no esquema corporal e, assim, contribuir com a falta de atenção ou dificuldades cognitivas posteriormente. A ação terapêutica se limita aos casos em que a fusão dos ossos cranianos é precocemente detectada, devendo-se realizar uma intervenção cirúrgica, nos primeiros meses de vida, para separar os ossos do crânio, cortar as extremidades unidas e separar as lâminas ósseas, podendo reduzir as sequelas. Exceto pela cirurgia para corrigir essa cranioestenose (fusão das suturas entre os ossos do crânio), não há como reverter a microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos, porém é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças com acompanhamento multiprofissional (médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicóloga). Na maioria dos casos, o acompanhamento se dá durante toda a vida. IMPORTANTE

  •  Faça um bom acompanhamento pré-natal;
  •  Procure o médico caso apresente sintomas de infecção, como febre;
  •  Evite o uso de álcool, cigarro e outras drogas na gestação;
  •  Se o casal já tiver um filho com microcefalia de causa genética, consulte um geneticista.

Está com dúvida entre em contato com nossos fisioterapeutas especializados na área e marque uma avaliação.

Fonte: clinicafisioform.com.br
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