Apaixonado pelo futebol de campo e pelo futsal, o catarinense Pablo da Silva, 30 anos, o Cabeça, faz carreira na grama sintética dos Estados Unidos. Cabeça joga futebol indoor, no Milwakee Wave, e já conquistou dois campeonatos em três temporadas. A média de público no futebol indoor é de 8 mil pessoas por partida.
Cabeça começou jogando no futsal da Elase. No futebol de campo, ele teve uma rápida passagem pelo Grêmio (RS), pelo Avaí e pelo Guarani de Palhoça. Foi quando ele quase encerrou a carreira.
_ Estava sem oportunidade e fui para o amador. Conquistei duas Interligas e um Estadual pelo Ajax, mas retornei ao futsal. Joguei um tempo futebol de campo na Dinamarca e futsal na Hungria, antes de receber o convite, em 2008, para jogar futebol indoor nos EUA _ explicou o atleta.
A temporada do futebol indoor corresponde de outubro a abril. Passando férias na casa dos pais, em Florianópolis, o atleta não esconde o desejo de voltar a jogar no Brasil.
_ A estrutura oferecida pela equipe e a qualidade de vida que a minha família tem nos EUA, não teria como voltar. Mas a minha paixão é pelo futsal e, se pintar uma proposta, quem sabe _ ponderou.
Futebol Indoor _ É uma espécie de futebol society, mas com somente seis atletas (um goleiro e mais cinco). É disputado na grama sintética. Na lateral e na linha de fundo, existe uma placa de acrílico com aproximadamente três metros.
Gols _ No futebol indoor, existe uma pontuação diferente da qual estamos acostumados. Não existem gols e, sim, pontos. Dependendo da distância do local de onde o atleta marcou o gol, ele pode ter marcado de dois a três pontos.
Organização - O atleta Pablo da Silva, o Cabeça, ficou surpreso ao saber que clubes de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ) pagam seus atletas no futebol sete. Apesar disto, ele não acredita que o esporte brasileiro possa crescer ao patamar de organização do futebol indoor dos EUA.
_ Em cada partida, as camisas dos atletas são leiloadas no intervalo. O público recebe uma cartilha sobre as equipes e os atletas antes de cada partida. A organização é muito grande e as arenas são incríveis, sem igual no Brasil. Por isso, não acredito que o futebol society possa crescer tanto nos próximos anos _ lamentou.










