Como essas casas construídas sobre outras, aproveitando alicerces, espalho minhas raízes por sonhos já demolidos, cidades, algumas taperas, tachos de pessegada fervendo no arvoredo ao jeito da gente simples que me pariu e criou.
Trazendo de herança as lembranças, morna cambona nas brasas, arrisco viver meus tempos de chegadas e meus tempos de despedidas.
A poesia que postei abaixo - Despedida - fiz para minha mãe, em tempos de despedida.
Em junho, nascerá minha neta. Será Maria Luiza, como minha mãe.
Que em 2008, sobre antigos alicerces, tenhamos a coragem de inventar futuros.
Postado por ana mariano



