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A vida como ela é

23 de fevereiro de 2008 3

Um uruguaio havia me contado a história, hoje saiu uma matéria no El País.

 

No século XIX, 4 índios charruas, uma mulher e três homens, que haviam participado de uma batalha ( Batalha de Salsipuedes) foram retirados da prisão e levados para a França para serem expostos como curiosidades.

 

Um deles, o cacique Vaimaca Perú ( 1780 – 1833), e um dos outros índios, certamente por não aceitarem essa situação, fizeram greve de fome e morreram pouco depois. O casal remanescente teria sido vendido a um circo.

 

A mulher teria falecido de tuberculose em 1834, logo após o nascimento de uma filha cujo destino é desconhecido. Se essa mulher teve também filhos, há descendentes diretos dos charruas vivendo na França.

 

No século XX, os restos mortais de Vaimaca Perú foram localizados no Museu do Homem em Paris e, em 2002, transladados para Montevidéu onde recebeu honras de herói.

 

Hoje, seus restos mortais, assim como os de outras 31 personalidades uruguaias ( entre os quais apenas uma mulher, a poeta Delmara Agustini ) descansam no Panteão Nacional.

 

Portanto, Vaimaca Perú, levado para ser exposto como curiosidade, ( assim como Inês, a que depois de morta foi rainha) depois de morto voltou e é  reverenciado em sua terra natal como herói, ultimo lanceiro índio a combater com Artigas.

 

Para quem estiver interessado, o estudo feito sobre o DNA de Vaimaca Perú está publicado no site www.fhuce.edu,uy/antrop/abiol/vaimaca.html .

 

Ante tudo isso, roubando o título do post de hoje de Nelson Rodrigues, eu me pergunto como ainda queremos domar a vida e os rumos que ela toma?

 

A vida sabe de si, nunca a teremos como nossa, de papel passado e compromisso.

 

 

 

 

Postado por ana mariano

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Comentários (3)

  • ana mariano diz: 24 de fevereiro de 2008

    Talvez esse seja o ” escrever certo por linhas tortas” do qual falavam nossos pais.

  • angela diz: 23 de fevereiro de 2008

    No instante em que nascemos já não pertencemos a ninguém,mas ao mundo.
    O homem com sua inteligência e ambição é capaz de cometer grandes atrocidades.
    Que ironia após tanta crueldade o reconhecimento com honras.Mas tudo faz parte desta vida banal!

  • Martin diz: 4 de março de 2008

    O nome certo é Delmira

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