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As rosas não falam

21 de abril de 2008 23

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão   enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim

 

Cartola nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro.
Tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria.
Desde menino participou das festas de rua, tocando cavaquinho – que aprendera com o pai – no rancho Arrepiados (de Laranjeiras) e nos desfiles do Dia de Reis, em que suas irmãs saíam em grupos de “pastorinhas”.
Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando sua vida de boêmio.
Após trabalhar em várias tipografias, empregou-se como pedreiro, e dessa época veio seu apelido, pois usava sempre um chapéu para impedir que o cimento lhe sujasse a cabeça, o qual chamava de cartola.
Em 1956  Cartola foi redescoberto , quando o cronista Sérgio Porto o encontrou lavando carros em uma garagem de Ipanema e trabalhando à noite como vigia de edifícios. 

 

Postado por ana mariano

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Comentários (23)

  • ana mariano diz: 21 de abril de 2008

    Bom gente, vamos por partes, como diria jack, vocês sabem qual.
    Primeiro, parece que a mais poeta de todos é a Vic que aprecia e não questiona.
    Segundo, acho a tua hipótese bastante provável, Ricardo, mas como tu disseste, não faz diferença.
    Terceiro, acho sim, Carlos José, que boemia é belo aprendizado para poesia, solta amarras. Todo poeta é transgressor.
    E por último, esses versos são lindos!! Alguém que sonhe meus sonhos! Nossa !

  • Carlos josé diz: 21 de abril de 2008

    Pô Ricardo!O blog é para discussão e apreciação de textos que a nossa poeta nos brinda.A Angela se referiu a expressão e a Ana pelo visto é delicada e generosa,qual é o problema?Autoritarismo aqui,não!!!

  • angela diz: 21 de abril de 2008

    Oi Vic,eu sei e sinto que sentes,por isso estás por aqui fazendo-nos refletir!
    É sempre maravilhoso para nosso crescimento,pois até recebeste elogios da Ana.
    Já estás até com “cheirinho” de poeta.Que bom ter alguém que questione,senão tudo seria um tédio!Beijo.

  • Ricardo diz: 21 de abril de 2008

    Oi, Victoria. Minha primeira impressão foi que vc chegou para questionar, e tive certeza disso, mas depois notei que vc ficou, participou e até recebeu elogios da chefe agora, o que acho muito bacana. Vamos tentar crescer, aprofundando esses textos, poemas e idéias ditadas pela “chefe” – que nem sempre concordo – né, Carlos José. Abraço a vc e a todos que participam desse blog. Vamos anamarianear.

  • ana mariano diz: 21 de abril de 2008

    Puxa,Ricardo,agora fiquei com vergonha, estou muito chefe? confesso que tenho uma certa tendência, coisas de ariana. É que me entusismo tanto que às vezs passo da conta. Mas a idéia não é essa,os puxões de orelha estão totalmente liberados.

  • angela diz: 21 de abril de 2008

    Ricardo,apenas disse que não achei”DE-LI-CA-DA”a expressão com que te referistes.Estás interpretando erroneamente minhas palavras.Releia o que escrevi.
    Quanto á Ana Mariano poeta ,escritora é das melhores e nos brinda diariamente com estes textos intigantes e reflexivos ,gerando questionamentos e fazendo-nos trangredir!Será que estás querendo ser DONO de um blog???

  • Vic diz: 21 de abril de 2008

    À TODOS VOCES!
    Adorei estar por aqui e sentir cada um em suas respostas.Todo o crescimento vem acompanhado de questionamentos.
    ANA,não sinto voce “chefe”,nem “Dona”,apesar de ser seu o blog,agora é nosso também.Obrigada pelo carinho e recetividade. Adorei sentir meu “cheirinho” poeta,agora já posso sentir.Beijo

  • ana mariano diz: 21 de abril de 2008

    Ih,Ricardo,voltei porque me dei conta que dizer os puxões de orelha estão liberados é bem coisa de chefe, tu tens toda a razão, então, errata: leia-se que antes de eu dizer que estavam, os puxões de orelha já estavam liberados. Vic, adoramos te ter por aqui, volta sempre, beijos

  • Carlos José diz: 21 de abril de 2008

    Ana,Luiz Inácio(Lula)nem concluiu o antigo primário e tem o dom da oratória.
    A boemia sempre foi e será aprendizado para a poesia,não concordas?

  • César diz: 21 de abril de 2008

    Parece que a Ana achou um “vaqueiro estranhado” simples e urbano lá no Rio de Janeiro.

  • Ricardo diz: 21 de abril de 2008

    Angela, pô: DE-LI-CA-DA? Generosa, que nos brinda com texto e afins instigantes, que ela própria tem suas dúvidas e aprecia como a maior das gourmet. Isso sim é Ana Mariano, ou pelo menos, o que quero dela. Até pode ser delicada – ainda não a conheço, mas isso é para outra hora.
    Beijo.

  • Vic diz: 21 de abril de 2008

    Pois é Angela,veja bem que o Cartola praticamente não teve estudos e o gênio musical que era.Voce duvida de que As rosas não falam seja dele?
    Não foi demais compará-lo ao grande Miró???

  • Ricardo diz: 21 de abril de 2008

    Ana, tava lendo agora outras letras de Cartola, nada se compara àquela estrofe. Alguém próximo dele, poderia ter lapidado, ajudado acho eu, mas o que importa é que ela está aí, para aguçar cada vez mais nossos corações, ouvidos e mãos. Inspiradora, não?

  • angela diz: 21 de abril de 2008

    “Eu tento aplicar cores como palavras que formam um poema,como notas que compõem uma música.”Lembrei deste ariano Juan Miró.
    Esta música é uma de minhas prediletas, tão linda como um poema e pensar que o Cartola saiu da escola aos 15 anos…

  • Ricardo diz: 21 de abril de 2008

    Ana, gosto da última estrofe, muito refinada para um homem com ensino primário.

  • Ricardo diz: 22 de abril de 2008

    Pessoal, não quis tumultuar. Interpretei mal o que estava escrito. Ah, as palavras… Abraços a todos.

  • angela diz: 21 de abril de 2008

    Olha Vic,assim como todo o artista o Cartola escreveu em forma de tela de um grande pintor esta canção.É isto!

  • Vic diz: 21 de abril de 2008

    Angela,eu não olho, escrevo o que sinto.

  • angela diz: 21 de abril de 2008

    Oi Ricardo,talvez a expressão “chefe” não foi delicada.A Ana sempre tem e dá total liberdade,acho a palavra empregada não adequada.Beijo

  • Vic diz: 22 de abril de 2008

    Ana,como bem disse o Carlos estamos aqui para comentar os textos que nos desperta.Mas não para crítica de cunho pessoal.não gostei do Ricardo tecer crítica de cada participante “querendo brilho”e PARECENDO DONO DA VERDADE…O poeta é um estanhado,mas nem todo estranhado é poeta.Bj,Vic.

  • ana mariano diz: 21 de abril de 2008

    Eu também adoro a última estrofe Ricardo. Tu achas que pode não ter sido escrita por ele, um homem tão simples ? Até pensei nisso mas depois lembrei do Shakespeare, essas iluminações acontecem.

  • Victória diz: 21 de abril de 2008

    O Cartola teve um”insight”.Para mim era um iluminado,”estranhado” é assim que voces dizem,não?É claro que foi ele que escreveu,parem de duvidar!!!Também acho linda a última estrófe.
    Parabéns pela escolha e pelo blog,Ana.

  • Douglas Lara diz: 11 de outubro de 2009

    Visitei e gostei muito de seu site.
    Saudações do DL
    =

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