Leio na Folha que o luxo tem muitos estágios. Cinco, para ser exata.
No primeiro, onde se incluem a maior parte dos ricos no Brasil, países árabes e China, o que importa é a ostentação da marca. Entra-se em fila para comprar o último lançamento em bolsa da marca X ou Y. O jeans precisa ostentar a grife tal.
O segundo estágio, já começando no Brasil, é o do consumidor que compra com conhecimento de causa e busca qualidade. Ao invés de comprar um vinho de R$ 3.000,00 apenas para impressionar os amigos, escolhe um de R$ 80,00 que sabe ser bom,
No terceiro estágio, entra em pauta o estilo de vida e as questões culturais. Se gosta de caminhadas, embora possa pagar, escolhe um pequeno hotel agradável no interior, ao invés de um 5 ou 6 estrelas num grande centro urbano. O seu relógio será Omega porque o pai tinha um.
O quarto estágio, chamado de utópico pelo jornal, se preocupa com os valores da marca, o que se esconde por trás dela, algum apelo ecológico, camisetas de algodão orgânico, por exemplo. É o consumo responsável.
No último estágio, o consumidor é tão rico que torna-se imprevisível. Seu luxo, por exemplo, pode ser a filantropia, o exemplo dado é Bill Gates.
A cada estágio , fica mais difícil para as empresas e a mídia, atrair o consumidor.
Ele comprará uma calça, ela, uma bolsa, não por ser o último lançamento da marca X, mas porque a dele/dela já está se rasgando e encontrou uma, de ótima qualidade, e muito cômoda. A marca, não tem real importância.
Essas mudanças, embora previsíveis, são lentas e, pelo menos no Brasil, as grandes marcas ainda não precisam se preocupar. A ordem, segundo o jornal, ainda é ostentar.
Por alguns anos, no Brasil e no mundo, as mulheres continuarão fazendo fila por uma bolsa e contando o fato para as amigas, que, é claro, também estarão na mesma fila .
Postado por ana mariano




Sempre esteve marginalizado, Ricardo, infelizmente.Meu comentário veio justamente do teu comentário, sobre o cantor de pagode. Essa idêntica vontade de aparentar, outro exemplo, no trânsito, por vezes o dono de um importado se comporta da mesma forma que um carroceiro. Os dois acham que as regras de trânsito não foram feitas para eles, um porque tem demais, o outro, de menos. Da mesma forma sob o aspecto sexual, os dois se dão liberdades que o "meio do círculo" não se permite. Claro,há exceções
Meu pai dizia que a sociedade é um círculo onde a classe mais rica e a mais pobre se tocam, querem as mesmas coisas, pensam ter os mesmos privilégios.
Concordo que o luxo pode ser um lixo.E vice-versa...hehehe
Ana, hoje em dia o mais pobre tá tão marginalizado (sem saúde, educação e tudo o mais), que só vai querer as coisas dos ricos, sonhando... ou roubando.
Oi gente.
Luxo realmente pobre como diz a Ana Mariano,transgride porque se acha no direito,que nem o muito rico.Indico para quem gosta de escrever e questionar um blog que está sendo criado sem(com)muita intenção http://www.poemafilosofia.blogspot.com
Teu pai tinha toda razão,pois a classe menos privilegiada sempre sonha em um dia se igualar aos que têm maior poder aquisitivo e está sempre correndo para um dia se igualar.
Para mim o que sempre importa é o estar um luxo interiormente.Tudo o mais é um acréscimo e confesso que não tenho paciência para enfrentar filas e acho supérfluo se for para comprar alguma grife.Até uso por exemplo roupa de grife ou marca de algum produto, mas não é ela que irá me fazer feliz.Os valores que busco são outros.
O SONHO DE TODO POBRE É UM DIA SE TORNAR RICO.
ENQUANTO VAI COMENDO FEIJÃO COM ARROZ FICA SONHANDO E TRABALHANDO PARA UM DIA....
Pobre tem o direito de sonhar e de crescer!Há sempre exceções ,mas algumas pessoas vivem se distanciando da realidade e não querem ver.
EU TENHO UMA PAIXÃO QUE É PROIBIDA SÓ PORQUE SOU POBRE DEMAIS...HEHEHE
Tanto faz ser pobre ou rico as normas, leis estão aí para serem respeitadas,obedecidas.
É neste momento que esssas duas classes se encontram,se tocam "no círculo".
A impunidade tanto para o muito rico ou muito pobre é assombrosamente idêntica.Nenhum tem absolutamente nada a perder.É terrível!!!
Assim eu estou descobrindo que os blogs devem ser criados, Débora, distraidamente, com muita intenção. Vou te visitar, um beijo
Um famoso cantor de pagode certa vez declarou que era mais importante para ele estar numa camionete importada do que ter casa própria.Pois assim podia ostentar em todos os lugares,demorou muito ele rever os valores. Com a fama conta que ficou delumbrado .
E é um grande sonho Woolf, o mundo seria outro se todos sonhassem assim. Absolutamente não foi isso que eu quis dizer. Comentei que os muito pobres, porque são excluídos, muitas vezes acham que regras não são feitas para eles, podem andar na contramão, por exemplo. Os muito ricos, da mesma forma, acham que porque são poderosos , não precisam obedecer às regras . Um carroceiro e o dono de um importado se comportam, muitas vezes, da mesma forma no trânsito e na vida. Incluir os excluídos sim, mas as lei devem valer para todos ou não tem valor.
Conheço muitas pessoas no trabalho e no dia a dia que são muito ,mas muito pobres e estão ali trabalhando humildemente e tentando crescer honestamente e nem por isso se tornam marginais ou ladrões.Não podemos generalizar!
Ana,será que a polêmica nas universidades pelas cotas é por causa da pobreza?
Entendi Ana, foi o Zeca que fez o comentário da camionete importada e que fique claro, que pobre não compra utilitário, compra é arroz e feijão, quando dá.
Não se deve se tornar escravo do luxo. O importante é se sentir bem. Curtir o luxo. Há uma questão cultural muito grande, o que torna o luxo para alguns, lixo para outros. E, no meu ponto de vista, se está sempre migrando entre um estágio e outro. Fútil é não ser chique, mas cuidado, não exagere.