Amar demais
Ela teve a prova da traição.
Quis atear fogo na casa, afogar o cachorro, jogar sal nas margaridas, morrer. Três dias depois ele apareceu: me desculpa, Marina. Por ser Beatriz, botou fogo no cachorro, afogou as margaridas, jogou sal na casa e morreu de vontade de voltar atrás.
Monique Revillion
Postado por ana mariano




Essa é a grande beleza da literatura, nela, podemos acordar transformados num inseto e nos preocuparmos não com a metamorfose mas com o fato de que vamos nos atrasar para o serviço. O que parece maluquice se transforma numa maravilhosa metáfora da vida.
Ela devia ter colocado fogo no marido e naõ no cachorro.O cachorro é fiel.E digo mais essa mulher é uma louca deveria ser internada e levada em uma camisa de força.
Tudo o que é passional cega e leva a cometer loucuras.Será que ela o amava?Ou sentiu apenas o "orgulho ferido"?
Exatamente Ana,podemos nos transformar numa bela borboleta e sem nos preocupar alçar vôo ao trabalho despertando manhãs...dias...anos.Muito bonito!!!
Ana, veja bem,sempre num poema existe o autor lidando com metáforas.A traição deixou a personagem totalmente fora do ar,sem dúvida!Literatura e poesia fazem parte da vida do poeta,mas até que ponto consegue disfarçar a alma sofrida?