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Posts de abril 2010

Amor ou dinheiro?

28 de abril de 2010 9

Duas forças movem o mundo: amor e dinheiro. Qual a mais importante?
Romântica, gosto de pensar que é o amor. Meus amigos práticos se riem de mim. Não rirão mais.
Examinando o caso da Sandra Bullock, que quase ao mesmo tempo ganhou o Oscar de melhor atriz (o que, sem dúvida, resultará em mais dinheiro) e soube das muitas traições do marido, o New York Times publica um artigo de David Brook no qual ele informa: pesquisa feita concluiu que, para a felicidade, e, em consequência, para a saúde e a longevidade, as relações pessoais são bem mais importantes que os valores materiais.
As atividades cotidianas mais associadas à felicidade seriam o sexo ( o ministério da saúde recomenda), os encontros sociais pós trabalho e os jantares. A mais prejudicial: a locomoção, a ida e vinda do trabalho.
Não sei com avaliaram, mas estar bem casado geraria um ganho psíquico correspondente a receber mais de R$ 180.000,00 por ano.
A conclusão é que o sucesso profissional  e o dinheiro existem apenas na superfície da vida e os relacionamentos interpessoais são infinitamente mais profundos e importantes.
Boa notícia? Em teoria, sim. Na prática, não sei se ganhar dinheiro não é bem mais fácil que amar.

PS – Notaram como tenho falado em amor últimamente? Aos que andam desconfiados, informo que não, nenhuma novidade.

Postado por ana mariano

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Você sabe o que é ter um amor, meu senhor ?

25 de abril de 2010 4

Neste domingo, a Zero Hora publicou um artigo enorme sobre insatisfações,  a vontade que os parceiros têm de mudar um ao outro.
O artigo veio ao encontro de uma frase que está na minha cabeça há alguns dias, o primeiro verso daquela música do Lupicíneo Rodrigues, Nervos de Aço: você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Eu sempre a ouvia dentro do todo, na continuação da letra, inserida num contexto de final de relação, abandono e ciúmes.
No entanto, como dessa vez o verso me veio sozinho, fora da música, tenho pensado nele de outra forma: será que sabemos o que é ter um amor, meus senhores?
Não estou perguntando se damos real valor. O que me pergunto é se sabemos o que é?
Quem ama cuida, canta o Caetano. No entanto, o que é cuidar? Com certeza não é abafar.
Amor não é fusão, como dizem por aí. Fusão é medo, é mistura.
Para haver amor é preciso haver dois e dois diferentes.
Amar é, sim, cuidar. É querer estar junto. Mas é também aceitar e até valorizar diferenças.
Amor é cumplicidade, frase comum mas verdadeira.
O cúmplice divide segredos mas não se rebaixa, não se anula.
Só há cumplicidade entre dois iguais em importância, embora diferentes.
Mas amor não é apenas diferença, é também harmonia.
A idéia de harmonia traz dentro de si a de diferença, só se harmonizam coisas distintas.
O mundo é harmonia, dizia Pitágoras. Harmonia faz o mundo e faz também o amor.
Infelizmente, às vezes, por mais que duas pessoas sejam atraídas uma pela outra, as diferenças são tão grandes que se tornam irreconciliáveis e o amor, por ausência de harmonia, impossível.
Nesses casos, para evitar sofrimento inútil, o melhor é deixar que se vá porque, como diz meu filósofo predileto: amor que morre é uma ilusão e uma ilusão deve morrer.

Postado por ana mariano

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Para os que quiserem me dar o prazer...

22 de abril de 2010 5


Ana mariano  Festipoa

Postado por ana mariano

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Seguir adiante

21 de abril de 2010 16

Tenho uma memória péssima, ou,  em dias otimistas, uma memória seletiva. Parte de minha vida me parece uma zona nebulosa que recordo por fotografias. Quando me exaspero com isso, quando invejo (e invejo) os que aprendem e guardam, um conto do Borges – Funes, o memorioso – me serve de consolo, um consolo parcial, mas consolo.
Nesse conto, em razão de uma queda, o personagem, Irineu Funes, fica aleijado mas, em contrapartida, passa a ter uma memória prodigiosa, capaz de saber a forma de todas as folhas de todas as árboers ou das nuvens, num amanhecer de um ano qualquer, compará-las aos veios de um livro encadernado em couro que vira somente uma vez e às linhas da espuma que um remo levantou no rio.
Porque dormir é distrair-se do mundo, não conseguia dormir. Só o podia fazer voltando o rosto para onde, sabia, haviam sido construídas casas que ele nunca vira, essas casas, ele as imaginava como sombras negras e isso o acalmava.
Nas palavras de Borges: Suspeito, entretanto, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No abarrotado mundo de Funes não havia senão pormenores, quase imediatos.
Na verdade, o que Borges nos diz é que Funes não era capaz de viver.
Li recentemente sobre um livro que prega a necessidade de se deletar a memória dos computadores para que os homens sigam vivendo.
Se isso é verdade quanto a computadores é muito mais com relação a nós, homens. Sem esquecermos não podemos prosseguir. Esquecer é mais que perdoar. Quem perdoa, recorda a ofensa, apenas tenta se ver livre do ressentimento.
Só quem esquece segue adiante.

Postado por ana mariano

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Osvaldo Fernandes

20 de abril de 2010 4

Osvaldo Fernandes me foi apresentado pela Cris Miranda, a quem não conheço pessoamente mas é leitora desse blog. Ele é carioca, poeta e fisioterapeuta.

Todos, no Brasil , são poetas e… até mesmo Vinícius,  Drummond, João Cabral. Acho que não é só aqui, no mundo todo.

Poesia não compra arroz e feijão mas alimenta a alma.

Mãos

Quando o teu corpo
eu encontrar, tateá-lo-ei
com as línguas das minhas mãos.

Com elas contarei
todos os meus sonhos!
Explanarei suavemente
sobre o meu amor por ti.

E quando, de mim, tudo
tiveres sabido
deixarei que as tuas
sejam meu ouvido
a desbravar teus segredos…

***

Inexperiência

Pulei de paraquedas
dentro do poema
caí de cara na rima
arrebentei minha métrica.

O poeta reserva
até estava lá
mas não me quis funcionar.

Postado por ana mariano

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As muitas formas de demonstrar amor

18 de abril de 2010 6

Engraçado como a forma de demonstrar o amor, algo que deveria ser pessoal,  é influenciado, não apenas pelo jeito de ser de cada um, mas pelos costumes.
Amor se demonstra de formas diferentes conforme o que está acontecendo: guerra ou paz, ascensão de uma classe social, catástrofes naturais ou economicas.
Um dos maiores best-sellers – Os sofrimentos do jovem Werther (de Goethe) – cuja leitura, dizem, teria provocado um aumento considerável de casos suicídio entre os jovens da época, afirma a ascensão e, digamos assim, “falta de modos da burguesia”.
Pela primeira vez, o amor aparece sem os requintes aristocráticos, pela primeira vez valoriza-se um amor com coragem de ser “fratura exposta”.
De forma inconsciente, acho que nunca me interessei em ler esse livro porque cresci ouvindo de minha mãe que emoção não se mostra, o bonito é ser inescrutável como a Jackie Kennedy no dia do enterro do marido, ou, mais recente, os filhos da Lady Di no enterro da mãe.
Uma dama não chora, e ri com moderação.
Felizmente não estamos mais no tempo de minha mãe.
Por outro lado, por razões que levaríamos páginas para discutir, estamos num exagero oposto de exposição amorosa, a banalização do amor.
Como sempre, num movimento de gangorra, a reação ao “tudo pode” parece que  já começou.
Talvez seja ela a razão do sucesso da série Crepúsculo, esses livros e filmes sobre vampiros da escritora Stepheny Meyer.
Best-sellers como o livro de Goethe, embora, ao que dizem, sem qualidades literárias, eles são, inegavelmente, um boom, vendem muito mais que Paulo Coelho.
Não sou especialista na obra dessa senhora, apenas assisti ao primeiro filme para tentar entender. 
A grande “sacada” parece ter sido a de trazer de volta, ao mundo amoroso e permissivo dos adolescentes de hoje, o proibido que, nós, mais velhos, sabemos, dá outro sabor ao romance.
Inventando um grupo de vampiros do bem, “vampiros vegetarianos”, ela consegue através do interdito e da valorização da honra, criar conflito, fundamento de qualquer romance, e tensão sexual, fator determinante de uma boa vendagem.
Dizem que, da mesma forma que Werther, seus livros já estão influenciando a forma de demosntrar amor na juventude, fazendo entrar em moda os “pactos de castidade”: evitar o sexo antes do casamento, algo assim como o amor cortês dos tempos medievais. Não sei bem se isso é bom ou ruim. Acho que ruim, como tudo que é exagerado.

 

Postado por ana mariano

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Yamandu Costa e Hamilton de Holanda

13 de abril de 2010 4

Porque não perco Yamandu por nada, num final de semana corrido ( dois casamentos e um aniversário) ainda consegui tempo para ir assisti-lo e ao Hamilton de Holanda no Theatro São Pedro. Fantástico! O melhor de tudo, porém, foi o bis. Eles tocaram Adios Nonino do Piazzola. De chorar, mas chorar de verdade, de tão lindo. Consegui no You tube algumas das muitas variações que eles inventam. Escolhi uma mas aconselho a que entrem e escutem outras. Um amigo me ensinou a gostar de Adios Nonino, talvez agora eu esteja fazendo o mesmo com alguns de vocês. Tomara.

 

Postado por ana mariano

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Orgulho cidadão

07 de abril de 2010 3

Não sei quem disse, acho que Freud: o comentário é mais importante que o discurso. É ele, o comentário dito como se por acaso, que nos revela.
Nos filmes americanos, mesmo aqueles mais modernos como Avatar, em que são feitas críticas ao sistema, os  comentários dos personagens deixam sempre evidente um fato: o orgulho em ser cidadão americano.
Tenho orgulho de ser brasileira, fazer parte desse povo corajoso, sofrido, alegre, mas não tenho orgulho em ser cidadã brasileira.
Como turista andei por quase todos esses morros que desabaram nas últimas chuvas. O perigo de morte em todos eles era evidente, não precisava ser adivinho para prever.  Essas mortes são resultado de uma total falta de respeito pelo ser humano. Falta de respeito não de agora, de muitos anos.
Mesmo detestando  atitudes do nosso vizinho poderoso, como, por exemplo, querer enfiar goela abaixo sua cultura como se fosse a única aceitável (nem Roma foi tão intransigente), preciso reconhecer que, como outros países desenvolvidos, ele cuida do seu povo, tem respeito por ele.
Chegaremos lá? Teremos orgulho de ser não apenas brasileiros mas cidadãos brasileiros?

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Rio pedalinho

06 de abril de 2010 1

Rio pedalinho Essa foto do Site do Terra mostra como o carioca  transforma limão em limonada. Bela lição.

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Aniversário III

06 de abril de 2010 2

Não pensei em escrever um aniversário III mas parece que meu anjo resolveu me dar mais uma chance de ver o Paulinho da Viola e me deixou presa aqui no Rio com uma chuva absurda. Felizmente conseguimos o hotel por mais um dia ( ontem chegou aqui o Lula) e transferir a passagem para amanhã. A cidade passou a noite num caos,  setenta e sete mortos, deslizamentos, pessoas sem conseguir voltar para casa, os pedalinhos da Lagoa Rodrigo de Freitas, flutuando pelas  ruas. Estou saindo agora para almoçar, vamos ver o que encontro.  

Postado por ana mariano

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