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E o Oscar foi para...

02 de março de 2011 1

Se bem me conheço, não vou conseguir assitir ao 127 Horas. Assim, imagino que  assisti ontem ao que será o meu último filme entre os 10 indicado ao Oscar 2011: O Vencedor.

Detesto luta de box, ver dois homens se soqueando me agonia, passei grande parte do tempo de olhos fechados e dedos nos ouvidos, mesmo assim, valeu a pena.

 A interpretação de Christian Bale (prêmio de melhor ator coadjuvante) é sensacional. Tão sensacional que até desconfiei que não tivesse merecimento, ou seja, desconfiei que ele fosse tão parecido com seu personagem que estivesse, de certa forma, interpretando a si mesmo.

Tenho sempre essas suspeitas. Picasso, por exemplo, só dei a ele o valor que merece quando comprovei que já aos 18 anos ele pintava, e muito bem, da forma tradicional. Aliás, tenho essas desconfianças também quanto alguns poetas, nunca sei se não usam rima ou métrica por opção ou porque não sabem.  

Voltando ao Bale, não me lembrava de tê-lo visto antes.

A internet me informou que desde os 13 anos ele se salienta como ator e  me deu uma longa lista de filmes dos quais participou, incluindo Batman Begins e o Grande Truque ( a esse eu assisti). Em nenhum desses há um personagem sequer parecido com o ex-boxeador viciado em crack a que Bale dá vida em O Vencedor. O cara é bom mesmo!

Muito boa também a interpretação de Jennifer Lawrence em Inverno da Alma. Uma menina! Nasceu em 1990. Isso foi ontem!

Além de Jennifer, para os que gostam de escrever, o filme é uma grande aula sobre como fazê-lo. Mostra como pode ser mais interessante o não dito, o apenas sugerido. Ensina a não explicar demais. O elemento mais luminoso de Inverno da Alma é tudo aquilo que não é dito e que não é visto. Um homem desaparecido, violências silenciadas e personagens que nos são apresentados como restos de uma história que já passou. Vemos então o que vem depois, o posfácio de uma trama cujos segredos e virtudes estão justamente nessa sutil, inteligente e pouco explorada ideia de que todo começo parte de um final. ( Carol Almeida)

Quanto aos demais, ganharam os que eu achava que ganhariam: O Discurso do Rei, Colin Firth e Natalie Portman.

Concordei também com a escolha do melhor diretor embora, pelo ritmo que soube imprimir ao filme (o agoniadamente rápido ritmo de um jovem gênio nos dando a impressão de que, tudo bem, entendemos, mas estamos sempre um pouco atrás) eu torcesse por David Fincher de Rede Social.

Uma fofoca final. Dizem que, depois da festa, Colin Firth teria esquecido a estatueta no banheiro. Belo exemplo da famosa fleuma inglesa.

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Comentários (1)

  • Angela Warlet diz: 3 de março de 2011

    Gostei da premiação este ano.Também não me atrai filmes tipo o Vencedor,mas a atriz Melissa Leo e o ator C. Bale estão ótimos e foi merecido!
    Colin Firth dispensa comentários porque é um grande ator, será que assististe a Single Man?Caso não, te recomendo!
    Torci para que Cisne Negro fosse o melhor filme,mas me contentei com a N. Portmann ter sido reconhecida e levado a estatueta porque está maravilhosa!
    Inverno da alma não achei filme para Oscar, passaria “batido”!

    Um beijo!

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