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Que torre é esta?

27 de março de 2011 1

Que torre é esta, vovó?, é uma pergunta que escuto com frequência.

Por influência de Rapunzel e outras princesas, minha neta de dois anos é louca por torres.

Tirando a Das Quatro Princesas, que são os quatro pilares da ponte do Guaíba (ok, eu enfeito um pouco mas, iluminados, os pilares conseguem ser bem impressionantes) e tirando também as duas chaminés (a da antiga fábrica da Brahma e a da Usina do Gasômetro) todas as demais são torres de igrejas e, na igrejas, como sabemos, acontecem  casamentos.

Assim, depois de responder à pergunta – que torre é esta, vovó – eu invariavelmente escuto a afirmação— é aqui que eu vou casar.

Meu filho solteiro, defensor da teoria de que a “mania de casar” nasce com a mulher e perdura por toda a  vida, logo salta:

—  Viu?, eu não disse, dois anos e já pensando em casamento!

Sorrio, mas fico me perguntando se ele não tem razão. Talvez o www.querocasar.com esteja mesmo em nosso DNA. Somos fêmeas, e buscamos um macho que nos ajude a produzir e cuidar dos nossos filhotes.

No entanto, diferente do meu filho, não acho que casar seja o problema.

Para mim, o problema é  o príncipe encantado pois, depois de afirmar que – é aqui que eu vou casar – minha neta pergunta : cadê o príncipe vovó?  

Esse é o grande problema!

Aproveitando os filmes infantis modernos, tenho tentado reverter a situaçao e convencê-la de que príncipes andam meio fora de moda. Na verdade, não os príncipes, mas esperar por eles. 

A Rapunzel dos Enrolados (Disney-Pixar) usando os longos cabelos, a inteligência e uma frigideira consegue se virar muito bem sozinha. O príncipe, que na verdade não é príncipe, é um ladrão (adoro a Pixar!)  entra apenas como coadjuvante. A Julieta do Gnomeu e Julieta (Touchstone Pictures) não lhe fica atrás.

Escrevo em tom de brincadeira mas o assunto é sério. Uma amiga psicanalista está escrevendo um livro sobre relações amorosas e, entre outras coisas, tenta descobrir  se nós, mulheres, mudamos de verdade ou, se, no fundo, gostaríamos de poder continuar quietinhas em nossas torres à espera do príncipe encantado. 

Pelo sim e pelo não, estou fazendo meu trabalho de avó formiguinha e imprimindo, migalha por migalha, no cérebro da minha neta que, apesar da beleza das torres, príncipe encantado é, graças a Deus,  uma espécie em extinção.




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Comentários (1)

  • Phalus diz: 5 de abril de 2011

    Essa fantasia boba, na realidade vive na cabeça das garotas… Até nas de esquinas. Não é o príncipe. É o amor!

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