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Dica de ano novo: a generosidade está na moda!

09 de janeiro de 2013 0

Contam que, há quinze anos, Ted Turner , sem ter  algo interessante para dizer num discurso, decidiu anunciar a doação de um bilhão de dólares para as causas da  Onu de combate à pobreza.

A partir dele, muitos outros. A generosidade está se tornando uma tendência  mundial. E não falo da que  vem de pessoas humildes , essa nunca saiu de moda.   

Falo dos grandes milionários, os grandes filantropos, as doações de alto perfil (como as denomina o livro Philanthropcapitalism  de Matthew Bishop). Falo das doações que foram moda um dia e  a quem devemos, por exemplo, muitas das obras de Michelangelo.  Falo de Bill Gates e de outros que deram início ao movimento da  Promessa de Doação, pelo qual grandes milionários se comprometem a doar ao menos a metade de sua riqueza.

( Fofoca  entre parênteses– dizem que, de todos,  Donald Trump seria o mais pão-duro. Nos últimos 20 anos,  teria doado apenas 3,7 milhões de dólares à fundação que leva seu nome. Ele nega. Fecha parênteses)

Claro que ainda há muito a fazer, mas essas doações e o espírito empresarial dos que as fizeram e administram, ajudaram a criar  números espantosos como o da redução da mortalidade infantil mundial em mais da metade entre  os anos de 1990 e 2010;

É dando que se recebe. Acho que ninguém duvida disso

A questão é  que  queremos receber já, receber  aqui, não num outro mundo de cuja existência não temos certeza e cuja forma  não conhecemos.

Esse outro  mundo, se existir ( e tomara que sim) talvez seja  tão diferente de tudo o que conhecemos que, por  lá,  o receber  não terá a menor importância.

Se a questão é essa,  a de recebermos aqui, acho que  podemos começar a doar : basta olhar à volta para vermos que, direta ou indiretamente, é aqui mesmo que tudo nos é devolvido.

Interessante que num momento em que o comunismo está desacreditado como sistema ( até Ferreira Gullar, comunista convicto, confessou que, apesar de suas boas intenções, não deu certo) as riquezas estão, enfim, sendo partilhadas.  Acho que a minha avó tinha razão e o andar da carroça acomoda mesmo as abóboras.

No Brasil precisávamos de maiores incentivos, mais facilidades. As pessoas estão dispostas a dar. Querem  apenas  algumas certezas. A  de que o que doarem  será bem utilizado é uma delas.

Nos dois anos em que presidi uma entidade beneficente ligada à cultura ( a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte… ) ,  consegui carrear para essa área, em bens, serviços e dinheiro mais de R$ 1.000.000,00, dos quais apenas R$ 20.000,00 decorrentes de incentivo fiscal.

O mérito não é meu (só a cara de pau em pedir) . O mérito  é das pessoas e empresas que  me escutaram e a quem agradeço em nome desse mundo ainda tão carente de educação e cultura ( entre tantas outras coisas) .

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