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11 de janeiro de 2013 1

No colégio, fazíamos circular álbuns de capa dura nos quais as colegas deixavam mensagens tipo sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere  sobre desenhos coloridos com lápis de cera. Flores de “raça” indefinida, coelhinhos com uma das orelhas dobradas eram muito populares. Ursinhos também.

Lembro que uma dessas mensagens dizia: ri que o mundo rirá contigo, chora que o mundo rirá de ti…

Li isso há cinquenta anos e não aprendi completamente.

Invejo essas pessoas que falam com todo mundo, acham que tudo vai dar certo, riem por qualquer coisa porque todos respondem a elas, tudo ou quase tudo dá certo com elas e  qualquer coisa sempre lhes sorri de volta.

Não devia confessar, a tristeza não é bom marketing, mas não sei mentir: a maior parte do tempo, sou um caracol enrolado em minha casca a conversar com minhas gosmas.  Dizem que às vezes deixo um rastro perolado.  Nunca vi.  

Pois cansei de ser caracol. Vou comprar uma cópia desse filme chileno No e assistir todos os dias. Será minha terapia comportamental. Pode ser que eu aprenda o que deixei de aprender com aquela mensagem escrita no meu álbum sobre um desenho de papoulas: ri que o mundo rirá contigo, chora que  o mundo rirá de ti.

Não assistiram ao filme? Assistam.  

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Comentários (1)

  • alvaro barcellos diz: 21 de janeiro de 2013

    Ana
    sou suspeito pra falar, mas considero Os cus de Judas, de Lobo Antunes, um dos livros – de narrativa – mais fortes que já li nos últimos 20 anos. denso, inquietante, com parágrafos muito longos onde chovem informações, depoimentos, trechos de letras de música, formando um mosaico que bombardeia o leitor de forma insana…a linguagem trabalhada nesta perspectiva, visa justamente conduzir o leitor a um mundo insano em que os bombardeios são mesmo uma constante, eis que o eixo central do romance gira em torno de guerra…sensacional…abraço do Alvaro Barcellos

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