Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Nós, as frágeis.

17 de janeiro de 2013 2

Não adianta negar.  Claro que somos frágeis.  Já se esqueceram da estudante de 23 anos estuprada por seis num ônibus e atirada pela janela?  E da outra, de 29 anos, atacada um mês depois. Daquela, agarrada ao descer de um trem, violentada, assassinada e deixada pendente de uma árvore? Da que tinha apenas  17 e  suicidou-se porque, imaginem só, não quis dar fim ao assunto casando-se com um dos estupradores. Sim, somos frágeis lá na Índia, mas somos frágeis aqui também onde  acabaram de matar a Marcia, a quem chamavam de Marcia do Gil. Foi degolada pelo próprio, pois se era do Gil, não pertencia a ele? Essa não foi estuprada, só morta, certo, mas temos estupradas também e não é de agora. Desde menina soube das crianças violentadas em suas casas, vezes sem conta, pelos pais, pelos tios e pelos avôs.  Soube pelas conversas das empregadas quando pensavam que eu não ouvia. Somos frágeis sim, e no mundo todo.  Somos frágeis até na África, de onde contam  que a mãe de todas nós saiu conduzindo sua tribo há muitos e muitos anos. Dizem que lá, na África,  nem as senhoras acima dos 80 escapam e dizem que os estupradpores sequer se preocupam em fugir, ficam  tomando cerveja, porque, justiça seja feita,  violentar  uma menina de 17, que incidente mais trivial! Somos definitivamente frágeis. Precisamos fazer alguma coisa, tomar uma atitude. Frágeis assim, como podemos ter alguma chance? Vamos ser realistas e iniciar um movimento exigindo quotas para entrar nas faculdades? Sem isso, como podemos  ir adiante, termos melhores salários, chegarmos à presidência de algum país, ou sermos CEOS de uma empresa melhorzinha? Esse, o das quotas, seria um movimento realista.  Mais do que isso, seria pedir demasiado.  

Bookmark and Share

Comentários (2)

  • Angela Warlet diz: 19 de janeiro de 2013

    A humanidade, capaz de coisas grandiosas, no campo da arte, das descobertas científicas e da tecnologia, no campo emoional se enreda e confunde.A irracionalidade toma conta, os mitos reclamam sua parte.
    Naõ há roteiro ou bula,nem há receitas ou teorias que nos ajudem. Como Joana d’Arc ou Dom Quixote, guerreiros e patéticos ao mesmo tempo, brandimos palavras e criamos lemas, desfraldamos bandeiras e buscamos nossas glórias.
    “Sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! ”
    João G. Rosa

Envie seu Comentário