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As esperanças da renúncia

03 de março de 2013 0

Como a todos, a renúncia de Bento XIV  me pegou de surpresa. Como a maioria, gostei da decisão,  achei que foi um sopro refrescante numa Igreja pesada demais, proibitiva demais, culpada demais.  A renúncia do Papa, por ser algo inusitado,   trouxe a todos, ou a quase todos, uma  esperança de renovação.

“Ele”  não é tão poderoso, afinal de contas. E, se não é tão poderoso, talvez entenda melhor a nós,  leigos, sacerdortes, religiosas, todos nós que vivemos num mundo real onde a Guarda Suíça com seus calções engraçados e suas lanças não pode proteger.

Infelizmente, acredito que  ficaremos apenas na esperança.

Não creio que decisões,  que para todos nós são aparentemente simples, ditadas pelo bom senso, como a permissão do uso da camisinha, o controle da natalidade, o fim do celibato dos padres, a ordenação de mulheres,  decisões que, por levarem em consideração necessidades humanas, poderiam evitar muitos males, sejam tomadas.

Há muito caminho ainda a percorrer. Muita estrada até sermos autorizados a obedecer não ao que os homens decidiram num dos muitos concílios, mas aos ensinamentos realmente ditados por Deus ou por Jesus.

Para os cristão é Ele  o verdadeiro chefe. E esse chefe jamais determinou que os padres fossem obrigados a permanecerem solteiros, sempre respeitou a igualdade feminina, perdoou constantemente os que muito amaram.

A maior parte do que hoje se é obrigado a aceitar sem questionamentos, desde o milagre da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a única a não ter nascido com o pecado original, até a divindade de Jesus ou o mistério da Santíssima Trindade são interpretações humanas do que imaginamos tenha sido a palavra de  Deus.  

Por que não podemos ficar apenas com o que Ele nos pediu de forma clara? Por que complicar se o ser humano já é, por si mesmo, tão complicado?

Tomara que a renúncia de Bento XVI mostre que as coisas podem ser feitas de outra forma sem que isso represente o fim da Igreja. Tomara. 

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