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Obrigada, Bibi

18 de março de 2013 1

Ano passado foi místico: vida depois da morte, mediunidade, essas coisas. Esse ano, o cinema retratou a velhice. Só para citar alguns: Amor, E se morássemos todos juntos, O quarteto.

Gostei de todos, não chorei em nenhum. Na verdade, o final do Amor me comoveu, mas sem choro. A velhice é normal e, como diz a Cissy do O Quarteto citando Bette Davis – old age is not for sissis. Quando chegar a minha vez gostaria de ter alguém que entendesse meu limite ( como o marido do filme entendeu) .

Além das coisas que fazem todos ou quase todos chorar, cada um de nós tem algo em especial, um detalhe que sempre o faz chorar.

A beleza, a morte, a dor de uma criança.

Claro que tudo isso me comove, mas o que me comove até as lágrimas, estou começando a entender, é a luta, a resistência, a persistência. Algo a ver com meus valores, ou com minhas perdas ou tentativas de não perdas, não sei.

Ontem fui assistir ao show da Bibi Ferreira. Lotadíssimo. Aplaudidíssimo.

Lá pelas tantas, no meio do povo, me peguei chorando.  Não de pena, Bibi não inspira pena. Chorei porque me comoveu a persistência daquela mulher de mais de 90 que decidiu não se entregar (no próximo mês cantará no Lincoln Center em Nova York).  

Quando penso no livro que quero escrever, no trabalho insano que sei que vou ter ( um livro não me vem fácil) quando quero desistir, pessoas como ela me incentivam a seguir tentando.

Obrigada, Bibi.

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Comentários (1)

  • vovó diz: 30 de junho de 2013

    E eu digo: obrigada, Ana Mariano, por esta bela página que me incentivou a não desistir, a seguir tentando!

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