O jornalista Flávio Tavares já havia referido na Zero Hora de 19 de julho ao e-mail do ex-secretário Carlos Otaviano que dei destaque no post anterior. Escreveu Tavares naquela edição: Na renúncia de Carlos Otaviano Brenner de Moraes à Secretaria de Transparência e Probidade Administrativa, por exemplo, noticiou-se que a assessora pessoal da governadora caldeou o clima interno que tornou inevitável sua saída do governo. Promotor de Justiça e professor de Direito, Carlos Otaviano é dessas figuras honradas e lúcidas que escasseiam na maré de vulgaridade que domina a vida pública nos três poderes. Por que saiu, então, no momento em que se acumulam denúncias de corrupção? Ele próprio me explicou: “Meu desafio foi implantar uma secretaria diferente, para articular o controle interno e a transparência dos assuntos de governo, na salvaguarda dos valores éticos de probidade. Aí a dificuldade que, lamentavelmente, não consegui superar devido à falta de compreensão, no coração do governo, da essencialidade ética de determinadas decisões”. Na mixórdia da cobiça do poder, é incomum renunciar a cargos e honras. Assim, nada é mais transparente do que a renúncia do secretário de Transparência.
Postado por André Machado


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