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Tudo dentro da lei

29 de março de 2010 17

Tarso pôde. E agora Fogaça também pode. E ponto.

A lei permite e os dois agiram dentro da lei ao renunciar seus mandatos com pouco mais de um ano de exercício para disputarem o Governo do Estado. Tarso fez isto em 2002 e Fogaça faz agora. Por coincidência estarão lado-a-lado neste eleição. Por curiosidade, disputaram juntos o Palácio Piratini em 1990 e os dois ficaram de fora do segundo turno (Collares e Marchezan disputaram).

Há quem diga que o caso de Fogaça é diferente do de Tarso. Não é. Os dois deixaram um mandato no meio, mesmo tempo prometido cumpri-lo até o final. Hoje à tarde os vereadores de Porto Alegre aprovarão a renúncia do prefeito. Estou curioso para saber quem será coerente.

PS: Quando Tarso Genro renunciou ao mandato em 2002 eu era apena chefe de Reportagem da Rádio Gaúcha e apresentador do Faixa Especial. Não fiz críticas a ele. Não me agrada que algum dos dois tenham renunciado. Apenas destaco que nenhum deles fez nada de ilegal. Tarso já foi julgado por isto pelo eleitor. Quanto à Fogaça saberemos em outubro.

Comentários (17)

  • Miguel diz: 29 de março de 2010

    Discordo de ti André, e tens todo o direito de achar que faço isso por causa da minha ideologia. Porém da forma como eu penso e vejo, o Fogaça cumpriu um mandato de quatro anos, e depois foi reeleito, o Tarso cumpriu um ano, correto? E, o que pra mim é muito mais relevante, o Rigotto que era o candidato natural do PMDB resolveu tentar o senado, deixando o partido com apenas um nome, o partido pediu ao Fogaça, e ele, por seu Partido fez isso. Já o Tarso, lembro muito bem, foi apenas por ganância de poder, pois havia um candidato natural e ele, concorreu com esse candidato e ganhou em uma eleição dentro do partido. Logo, os casos são bem diferentes. E o que mais parece nas criticas que ouço do PT atualmente, é que eles estão com bastante medo de encarar o Fogaça. Afinal, nas últimas eleições no RS vemos como o PT tem sido tratado. E ainda mais importante, pela primeira vez, em 2008 vimos um candidato ser reeleito. O Fogaça não é pouca coisa, e se os porto alegrenses confiam, e se o partido aposta, é porque essa corrida pode ser alcançada facilmente pelo PMDB.

  • Egisto diz: 29 de março de 2010

    Pois é, lembro que Tarso passou a campanha toda de 2002 sendo cobrado fortemente pelos opositores eleitorais, por boa parte da população (até mesmo, por eleitores seus) e, principalmente, pela mídia, por jornalistas, que batiam constantemente nesse ponto: a promessa de cumprir o mandato de prefeito. Aliás, do ponto de vista da coerência e compromisso, penso que tais cobranças se justificaram naquele ocasião. Inclusive, Tarso pagou caro por isso, afinal, esse foi um dos motivos apontados para sua derrota naquele pleito. Mas, e agora? Que Fogaça toma a mesma atitude? Será cobrado pelos opositores (inclusive Tarso, que já "cumpriu a sua pena")? Creio que sim. Será cobrado pelos mesmos jornalistas que cobraram isso de Tarso ao longo de toda campanha de 2002 (como se fosse um "mantra")? Aí já não sei... Acho que vai depender do jornalista. Espero, por questão de honestidade profissional, que haja a mesma veemência para com Fogaça agora. Será cobrado pelos seus eleitores, tal qual Tarso foi de vários petistas? Espero que sim, mas acho que não. Vide o exemplo de Serra em SP (mais ou menos da mesma linha partidária do PMDB): fez a mesma coisa que TArso, prometeu manter-se na prefeitura de SP e, logo em seguida, foi eleito governador, e a coerência? Ninguém lembrou disso por lá...Veremos por aqui em relação à Fogaça.

  • Antonio Cavalcanti diz: 29 de março de 2010

    As duas situações são diferentes sim senhor. O Tarso simplesmente não governou e foi irresponsável ao não pensar no seu vice, acabando por deixar a cidade nas mãos de uma pessoa sem carisma, nem liderança para desempenhar como prefeito de uma capital.
    O Fogaça governou por quatro anos a cidade e passa o comando para um político que talvez até faça um governo até melhor que o dele. Ou seja, não foi ganancioso e irresponsável.

  • Genival Carvalho diz: 29 de março de 2010

    Não, André!
    Lembro bem que o Tarso foi duramente cobrado pela renúncia!!! Façam o mesmo agora. Você pode convencer algum desavisado, mas não convence a mim. Vocês, da imprensa, deixam-me cada vez mais desiludido.

  • Junior Villarins diz: 29 de março de 2010

    Só a forma como iniciaste o post já dá uma idéia da tua leitura sobre a política.
    Mas acho que isso não é o tema.
    O que me fascina o vício de origem da situação: Fogaça renuncia.
    Como pode alguém renunciar a alguma coisa que jamais assumiu?
    Fogaça ficou conhecido como 'poltergeist', porque passou desaparecido, um fantasma, uma assombração - exceto pelos períodos eleitorais - enquanto a cidade se esburacava, o mato crescia nas praças e Porto Alegre perdia todo o esplendor que um dia ensaiou ter.
    Andem por aí, tenho vergonha de andar pela cidade, tenho vergonha dos turistas - que não se sabe como, ainda vem aqui - deve ser para ver o por-do-sol que não pode ser estragado pela péssima administração do cantor.

  • Flavio Maciel diz: 29 de março de 2010

    Fogaça renuncia. Vejamos:

    Camelodromo construído as pressas e entregue ao timão que administrava a Ulbra;
    Uma semana de folga nos postos de saúde na páscoa.
    Tercerização sem licitação na Saúde - o caso Sollus - provavel causa do assassinato do então secretário da pasta, Eliseu Santos.
    Programa Sócio-ambiental de POrto Alegre. Policia flagra empreiteiros combinando percentual da propina que iria para o "pm".
    Anfiteatro Por-do-Sol e Largo Glenio Perez, cartões postais da cidade entregues a duas marcas de refrigerantes multinacionais para serem transformados em outdoors das marcas.
    Auditorio Araujo Vianna entregue a iniciativa privada para revitalização, no primeiro mandato, até hoje, fechado e abandonado.

    Um pequeno saldo da passagem desse verdadeiro rolo-compressor - aliás o mesmo que destruiu com o Estado nos últimos 8 anos - pela administração de Porto Alegre.

    Fora o que a cidade deixou de ser. O melhor transporte público do país que nunca mais recebeu esse título desde que José Fogaça (ex-PMDB, ex-PPS, atual PMDB) assumiu a pasta.

    E agora querem conquistar ( e vão! ) o Estado para seguir parasitando o erário. Pobre Rio Grande, de costas para o Brasil, crescendo para baixo!

  • Guto Bender diz: 29 de março de 2010

    É, mas não basta ver quem será coerente na Câmara. Tem que ver, também, quem será coerente NA IMPRENSA. Pau que bate em Chico, tem que bater em Francisco. Ou seja: o pau que bateu no Tarso, agora tem que bater no Fogaça. A vida é bela por causa disso: nada como um dia depois do outro...

  • quixote diz: 30 de março de 2010

    Pois é tchê, o tartaruga Fogaça renunciou, assim como o Tarso renunciou. Ninguém questiona o direito ou a legitimidade do gesto. O que tem sido cobrado não é a postura do nosso lerdo atual ex-prefeito. O que o pessoal tem comentado por aqui não é o gesto dos dois, mas a postura de vocês da mídia, em especial da RBS sobre o assunto.
    Quando foi o Tarso, ele passou a campanha inteira apanhando de vocês, que cobravam de forma muito dura a renúncia do então prefeito. Bateram até não mais poder. O irônico é que agora que é o Fogaça que renuncia, vocês usam a atitude do Tarso para anistiar o nosso veloz poeta. Agora o assunto é tratado com normalidade, pois afinal "o Tarso também fez". Só que não ocorre a vocês em nenhum momento fazer o mesmo tipo de cobrança que fizeram então, pelo contrário, e aliviam a barra do cara!
    É brincadeira a imparcialidade do nosso jornalismo guasca!

  • Sergio Sulzbacher diz: 30 de março de 2010

    Se está tudo dentro da Lei,porque a midia fez todo este estardalhaço e terrorismo na época do Tarso? É denovo o que sempre digo:para o Pt é um tratamento e para os amigos é outro.Sempre dois pesos e duas medidas.Aliás,Fogaça também trocou de Partido e tudo é festa.

  • Rodney Torres diz: 30 de março de 2010

    Não defendo a renúncia de nenhum dos dois, na minha opinião, foram eleitos para um mandato e esse tem que ser cumprido na totalidade. Tarso pagou o preço e levou o PT junto nessa conta, pois não elegeu-se Governador em 2002 e o PT perdeu em Porto Alegre em 2004.
    Mas o que tenho a salientar é o simples fato de que quando o Tarso renunciou, não existia nenhum problema sério na Prefeitura.
    As obras, principalmente de infraentrutura viária, como o alargamento de diversas avenidas e a 3ª perimetral, estavam em andamento, entre outras.
    Já Fogaça, está abandonando o Paço Municipal em meio a diversas denúncias de corrupção envolvendo seu governo. São dos R$ 9,6 milhões da área da saúde (Caso Sollus), a investigação sobre superfaturamanto do Programa Sócio-ambiental (PISA), as licitações superfaturadas no DMLU (Garipô Selistre), entre algumas outras que não me recordo com precisão.
    Isso sem falar nas péssimas condições das praças, das ruas, do trânsito, dos postos de saúde, do transporte coletivo...
    No caso Sollus, a desculpa do Prefeito Fogaça é que foi inscrita em Dívida Ativa esses quase 10 milhões roubados da Saúde, mas te pergunto André:
    Se o MPE, o MPF e o TCE disseram lá em 2007 que o contrato com a Sollus era temerário, já que um dos motivos era que este instituto não tinha e nem tem capital para garantir os recursos que gerenciava, por que Fogaça manteve o contrato, contrariando o MP?
    Outra, você já viu alguma empresa quitar a Divida Ativa?

  • gilberto nascimento diz: 30 de março de 2010

    Parece que a posição tomada pela mídia guasca é essa: colocar os dois no mesmo balaio, para minimizar o custo político a ser pago pelo desistente da hora, pois o anterior já pagou, e caro, por isso. Agora chegou a vez do Fogaçã arcar com as consequências e pagar o mesmo preço político. Mas ao que parece se depender de vocês jornalistas Fogaça não tem com o que se preccupar, pois essa conta não será cobrada. É vergonhoso, mas infelizmente é a realidade, pois um erro não justifica o outro, e me parece que vocês teriam a obrigação de agora bater no Fogaça como bateram no Tarso, mas não, parecem preocupados em aliviar a barra do candidato de vocês, para que o prejuízo seja mínimo. Aliás o começo do post é de um ridículo total, nem precisa-se ler o resto. É o compartamento geral de todos vocês da RBS, estão todos justificando a renuncia do Fogaça com a atitude tomada pelo Tarso há anos atrás, que lhe custou inclusive a eleição. E depois vocês dizem que não tem lado. Quem acredita nisso, certamente deve acreditar em fadas e duendes. Não queiram cobrar a conta duas vezes de uma pessoa, e não cobrar nenhuma vez do devedor Fogaça. Chegou a vez de Fogaça pagar essa conta.

  • Pedro de Quadros Du Bois diz: 30 de março de 2010

    Mas quem diria, não, que o "Miudinho" seria o prefeito de Porto Alegre. Alegro-me? Pelo que lembro de sua atuação como líder sindical, sim. Pena que o tempo possa tê-lo afastado de seu idealismo. De outro lado, sua militância político-partidária pode muito bem ter acrescentado o que na época ainda estava por amadurecer. Grande Miudinho.

  • zé bronquinha diz: 30 de março de 2010

    A situação política de POA nos apresenta situações mais importantes e interessantes para o debate do que discutir se um prefeito pode ou não renunciar antes do término do mandato.Por exemplo: No programa da Rádio Gaúcha terça-feira pela manhã, ao responder uma pergunta para o André Machado sobre o que faltou fazer na cidade que lhe deu frustação, Fogaça diz ser o problema relacionado ao mobiliário da cidade, como paradas de oônibus, placas îndicativas e sinalização. Então tá bem. Problemas enfrentados pelo povo na periferia com postos de saúde precarísssimos não existe? A cidade sendo destruída pelo setor da construção civil não é´problema?O caminho dos arcos de Ipanema com 5 anos as escuras? Lixo tomando conta da cidade não é problema?
    PS.: Não sou petista e não votarei em Tarso( Nem no Fogaça óbvio).

  • Romildo diz: 1 de abril de 2010

    Se Tarso pôde Fogaça também pode.
    Tarso mentiu descaradamente dizendo que "perempetóriamente não se afastaria da prefeitura..." Fogaça não prometeu ndada de nada sobre isso.
    E quem é o homem ou a mulher que terão razões suficientes para não deixarem o Fogaça concorrer ? O Fogaça não pode concorrer ? Não existe ninguém capaz de desmentir isso! O que existe é um bando de invejosos mal amados que por despeito e pretexto falam mal de Fogaça. Quando pe que Fogaça bebeu água em suas orelhas ? Digam-me! Sejam homens ou mulheres suficientes para dizerem.

  • dilmão diz: 1 de abril de 2010

    André, o problema não são as suas críticas...o problema é o marketing sujo da corja que apóia o plasta..digo o lento...candidato agora a governador...Tarso foi metralhado de todos os lados por essa mesma rede aonde você, à época repórter, não teceu nenhuma crítica. Hoje parece que o crescimento econômico, inclusão social, prestigio internacional do país, copa e olímpiadas, pré-sal, não foi desenvolvido nenhum trabalho e principalmente "vontade política" para não entregar nossas riquezas de mão beijada, como apoiava Simon, Fogaça, Yeda, Britto, argh... vou parar por aqui, contumazes defensores do sórdido neoliberalismo do "pequeno" FHC. Parece que a perimetral sempre esteve ali...que a qualidade dos ônibus, embora muito decaída, também, orçamento participativo, sempre funcionaram por si só. O Lento conseguiu não manter o que estava bom e piorar o que já era ruim. Extinguiu a secretária de planejamento. Esta, virou a mesa do sr Clovis Magalhães e do Cristiano Tatsch (secretário da fazenda do argh..."Britto"). Qualquer um que isentamente queira comparar a cidade (como vários jornalistas que vieram cobrir o fórum ) fica apavorado com o lixo e descaso com a cidade. Quem usa o transporte coletivo, como eu faço, há 25 anos para trabalhar, sabe do que falo. Se dependesse do Fogaça fazer a terceira perimetral (agora parece que sempre esteve ali...que caiu do céu...) inteira, levaria meio-século, pois em 6 anos de mandato, terminou um viaduto e construiu outro....

  • Douglas diz: 2 de abril de 2010

    André, admiro teu trabalho e tua imparcialidade, por isso não posso deixar de perguntar se o amigo concorda c/ a frase da presidente da ANJ, Judith Brito, que diz que seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país já que a oposição está profundamente fragilizada.”?
    Pra mim, essa frase é de um absurdo colossal. É uma ofensa c/ a democracia. A imprensa não pode "ter lado". Mas essa frase ajuda a entender a postura da mídia do centro do país, na minha opinião, fortemente parcial. Que bom que a nossa mídia gaúcha pensa diferente, André

  • van-poa-rs diz: 2 de abril de 2010

    Não acho o caso tão simples assim: O PT cumpriu 4 MANDATOS (16 anos!!!), sob cobranças DIRETAS, DURAS e com requintes de CRUELDADE ! Os bairros, os prédios, as ruas, transportes, saúde, educação, praças, lixo ,segurança, enfim tudo aquilo que faz parte do dia a dia da cidade eram examinados com lente de aumento pela´MÍDIA , que sempre exigia mais do Prefeito e sua equipe! Quanto à FOGAÇA, que nem assumiu, ( que ficou UM MANDATO e um pouquinho!!!) já que dizia estar "arrumando a casa", as cobranças , se houveram, foram tão brandas que, o Prefeito pode mudar de partido, pode ficar bem tranquilo e num marasmo total! Hoje a cidade está um caos, conhecida pelo desgoverno, denúncias e outros fatos nebulosos! Quem achar que estou exagerando, favor fazer um exercício honesto de memória!

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