PSB quer o PTB, que quer o PP, que é desejado pelo PSDB, que está com o PPS.
Uma maneira simples de explicar as movimentações em torno das alianças que buscam viabilizar candidaturas majoritárias para as eleições de outubro.
Dois pré-candidatos se encontram na tarde: Beto Albuquerque (PSB) e Luiz Augusto Lara (PTB). Os dois desejam estarem lado-a-lado. Só que nenhum deles quer abrir mão da cabeça-de-chapa e ambos confiam que estarão na frente do outro na próxima pesquisa. Ao invés de construirem uma candidatura viável correm o risco de construirem duas chapas sem perspectiva de segundo turno se forem separados. O curioso é que em uma aliança entre os dois, Beto Albuquerque parece mais viável. Mas se os dois forem candidatos, a força do PTB deve deixar Lara à frente do socialista. O encontro ainda não deve ser conclusivo.
O PTB também tem outro encontro. Uma comissão de membros do partido se encontra com PP. Discutirão uma fórmula capaz de abrigar em uma mesma chapa os candidatos trabalhistas e progressistas à Assembléia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Líderes do PTB acreditam em votos suficientes para que juntas as duas siglas coloquem 17 deputados no parlamente gaúcho. Nada desprezível. A tendência é que, mesmo com resultado momentâneo, não dê em nada.
É que as bases do PP tendem para outro lado e não é nem o de Beto nem o de Lara. O caminho que mais se pavimenta no interior é o que leva ao apoio do nome de Yeda Crusius. Em franca recuperação da imagem, a governadora não é mais carta tão fora do baralho como parecia no auge da crise do seu governo. A aproximação começou com um encontro entre a bancada federal progressista com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra.
Na segunda-feira será a vez da própria governadora entrar em campo. Ela terá um encontro no meio da tarde com prefeitos do PP. Não será mais do que três horas depois de prefeitos e vereadores progressistas serem assediados por Beto Albuquerque após um encontro em um restaurante do bairro Menino Deus. São cartadas decisivas para a montagem do quadro eleitoral.
Tarso Genro segue isolado, mas ainda pode contar com o PCdoB. Os 'velhos comunistas' preferem os velhos aliados de (quase) sempre. Do lado de José Fogaça a principal aliança está confirmada e será anunciada oficialmente na semana que vem.
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