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Posts de agosto 2010

Datafolha V: Como votam para o Senado os eleitores de Tarso, Fogaça e Yeda

17 de agosto de 2010 2

Há um dado interessantíssimo na pesquisa Datafolha para o Senado: o comportamento dos eleitores de cada um dos candidatos ao Governo do Estado. São duas vagas em disputa neste ano. Apenas o coligação liderada pelo PT lançou chapa completa (Paim e Abigail). As chapas de Fogaça e Yeda tem apenas um candidato ao Senado Federal; Rigotto e Ana Amélia, respectivamente.

Eleitores de Tarso votam em Paim e Rigotto

Entre os eleitores ouvidos pelo Datafolha e que votam em Tarso Genro para o Palácio Piratini, 52% votam em Paulo Paim para o Senado Federal. O segundo voto se divide entre Germano Rigotto e Ana Amélia. O ex-governador tem 38% da preferência dos eleitores do ex-ministro da Justiça e a jornalista 34%. Os eleitores de Tarso ainda não se identificaram com Abigail Pereira, do PCdoB. Ela tem o apoio de apenas dois por cento dos eleitores de seu candidato ao governo. Menos que Vera Guasso, do PSTU, com quatro por cento.

Eleitores de Fogaça vão de Rigotto e Ana Amélia

Entre os eleitores que preferem José Fogaça, a situação é semelhante à relatada anteriormente. Só que com candidatos diferentes. Rigotto tem 66% das preferências entre os eleitores do ex-prefeito. Ana Amélia e Paim estão próximos: 35% e 31%.

Ana Amélia é a segunda entre eleitores de Yeda

Mesmo sendo a única candidata da coligação Confirma Rio Grande para o Senado Federal, Ana Amélia Lemos não é a preferida. Germano Rigotto é o preferido de 48% dos eleitores da atual governadora. Ana Amélia é a preferida de 43%. Outros 28% dos eleitores da tucana preferem Paulo Paim. E, acredite, seis por cento dos eleitores de Yeda votam em Vera Guasso para o Senado. Um dos maiores choques ideológicos em composição de voto neste ano.

Maioria não tem candidato

O que mais chama atenção é o alto índice de indecisos. Nada menos que 61% dos votos estão em aberto. Não se assuste com os índices. Eles ultrapassam cem por cento. É em razão de cada um de nós termos direito a dois votos.

Datafolha IV: Eleitores de Dilma e Marina estão com Tarso

16 de agosto de 2010 4

Tarso Genro, José Fogaça e Yeda Crusius são os preferidos, nesta ordem, dos eleitores de Dilma Roussef e Marina Silva de acordo com o Datafolha. O candidato do PT conta com os votos de 59% dos eleitores de sua colega de partido e 37% da candidata do PV. Fogaça tem 17% dos eleitores de Dilma e 29% dos eleitores de Marina. Yeda conta com 14% e 12%, respectivamente.

Pedro Ruas tem entre os eleitores de Marina o seu maior índice de toda a pesquisa: 4%. O dado pode mostrar o equívoco do PSOL em optar pela candidatura própria ao Planalto ao invés de coligar-se com o PV, como queria Heloísa Helena. O candidato do PV Montserrat Martins não pontua entre os eleitores de Marina.

Datafolha III: Eleitor de Serra prefere Fogaça

16 de agosto de 2010 2

Apostando na imparcialidade entre os candidatos que buscam a Presidência da República, José Fogaça é o favorito entre os eleitores de José Serra. De acordo com o Datafolha, 39% dos que votam no tucano para o Planalto votarão no candidato do PMDB no Piratini. A surpresa é que a segunda opção dos serristas não é Yeda, mas Tarso Genro (26%). A atual governadora é a candidata de 20% dos eleitores do seu companheiro de partido.

Datafolha II: Simpatizantes não acompanham candidatos do seu partido

16 de agosto de 2010 1

Algumas revelações trazidas pelas pesquisas eleitorais são fáceis de entender. Uma delas é que entre aqueles que se disseram petistas ao Datafolha nem todos votarão no candidato da sigla. Tarso Genro conta com a confiança de 71% dos simpatizantes de sua legenda. O curioso é que 13% preferem Fogaça e outros nove por cento votam em Yeda Crusius (!).

 

O fenômeno não é exclusividade do PT. No PMDB a infidelidade é maior. Apenas metade dos que se dizem peemedebista votará em Fogaça. Yeda Crusius terá o apoio de 21% e Tarso Genro de 19% dos simpatizantes do PMDB. Até Pedro Ruas abocanha um por cento.

 

Contrariando uma decisão de cúpula, os trabalhistas do PDT são os mais rebeldes. A maioria dos pedetistas não acompanha a orientação da direção regional. Apenas 34% dos que se dizem PDT estarão com Fogaça em outubro. A maioria ficará com Tarso Genro (43%) ou Yeda Crusius (15%).  

As avaliações em relação aos demais partidos não foram publicadas.

Datafolha I : Mais da metade dos gaúchos não tem partido

16 de agosto de 2010 1

A necessidade urgente de uma reforma política fica transparente com alguns dados levantados na última pesquisa Datafolha. Nada menos que 53% dos gaúchos não tem qualquer preferência por partido político. É mais da metade do eleitorado. O excesso de siglas e a cada vez menor diferenciação entre o comportamento destes partidos no governo fazem com que as legendas sejam desacreditadas. Os nomes, infelizmente, tornaram-se mais importantes do que os partidos.

 

Entre os que tem alguma preferência, o PT lidera. É o partido de 21% dos gaúchos. Seguem PMDB (11%), PDT (5%), PTB, PSDB e PP (2% cada) e PV (1%). Os demais não atingiram um ponto percentual. O maior índice do PT está na capital (28%) e do PMDB no interior (18%).

Júlio Flores quer governo dos trabalhadores

13 de agosto de 2010 4

O candidato do PSTU, Júlio Flores, esteve no estúdio da Rádio Gaúcha esta manhã. Ele encerrou a série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado realizadas durante duas semanas no Gaúcha Atualidade. No programa, Júlio defendeu as ideias do regime socialista e se mostrou entusiasmado com o desempenho do partido, com destaque para a candidatura de Vera Guasso ao Senado.

CANDIDATURA

O candidato do PSTU, Júlio Flores, falou sobre o fato de mais uma vez ser candidato, já que em outras eleições seu nome sempre esteve nas urnas. A ideia, segundo ele, é apresentar um projeto socialista dos trabalhadores, de um governo dirigido por esta classe. Na sua avaliação, o sistema atual favorece os grandes empresários e donos de bancos. Júlio Flores pretende convencer a população de que somente um governo dos trabalhadores, em que prevaleçam os seus interesses, poderá resolver os problemas da sociedade atual.

IDEIAS SOCIALISTAS

O partido defende que o Rio Grande do Sul deixe de pagar a dívida com o Governo Federal, que, segundo ele, consome hoje cerca de 18% da receita líquida do Estado. O candidato também prega o fim das isenções fiscais para grande empresas, porque na sua avaliação elas não apresentam essa necessidade. 'Quem precisa é o povo', avalia. O partido também luta pelo fim da sonegação fiscal. O combate à sonegação poderia gerar uma arrecação de quase R$ 13 bilhões, segundo Júlio Flores. 'Com esses recursos, poderiam se resolver problemas de habitação, saúde, fome e miséria'.

INVESTIMENTOS

O partido não possui a política de atrair novos investimentos para o Estado, pois não admite isenções fiscais às grandes empresas. Os pequenos, sim, teriam essa facilidade, conforme Júlio Flores. O projeto de governo também prevê a estatização do sistema financeiro e tem como uma das prioridades a reforma agrária. PSTU O candidato Julio Flores se mostrou bastante entusiasmado com o crescimento do PSTU no Estado. 'É uma demonstração que as ideias estão chegando ao conjunto da população'. Destacou que é motivo de orgulho a candidatura de Vera Guasso ao Senado, que possui 16% nas pesquisas de intenção de voto em Porto Alegre. Lembrou de vezes em que foi candidato a deputado e vereador, e obteve um alto número de votos.

IMPOSTOS

O projeto do PSTU prevê impostos progressivos. Quem ganha menos paga pouco, ou não paga. Empresas com grande faturamento pagariam mais para ajudar a equilibrar as contas.

SALÁRIOS EXECUTIVO

O candidato Júlio Flores declarou-se contrário ao pagamento de aposentadoria aos ex-governadores e defendeu que o salário de um governador seja o mesmo de um trabalhador especializado, em torno de R$ 2.000 a R$ 2.500 reais. Para ele, deputados e secretários deveriam ter um salário necessário para subsistência.

COMPOSIÇÃO DE GOVERNO

Júlio Flores afirmou que, se eleito, secretários e integrantes do governo seriam indicados e destituídos por um conselho popular, através de assembléias regionais. 'Não tem esse regime de esperar a cada quatro anos para trocar um deputado'. A ideia é propor mandatos revogáveis pelos integrantes dessas assembleias. Dessa forma, o partido estabeleceria uma democracia direta, e não representativa.

Clique aqui para ouvir a entrevista.

Doação de órgãos: Mário não conseguiu

12 de agosto de 2010 5

Não conheci o Mário José Christofari. Sei que era um homem de 47 anos e que passou os últimos 60 dias em na UTI do Hospital de Clínicas esperando por um transplante de fígado. Era urgente. O problema começou com uma transfusão de sangue onde adquiriu uma hepatite. No início desta semana recebi o apelo de um amigo para que tratássemos do assunto. Não deu tempo. Hoje recebo um e-mail me avisando de sua morte. Mário era casado e deixa uma filha de 14 anos.

Faz pouco mais de dois anos recebi apelo semelhante quanto ao Luiz Fernando Kalife Jr, do Blog Doe Vida, que precisava de transplante duplo de pulmão. Felizmente com ele o destino foi mais amigo, ele recebeu o órgão há um ano e hoje tem uma vida normal de um jovem de pouco mais de 20 anos. Mário não teve a mesma sorte. Faleceu sem receber o transplante de fígado que precisava para seguir a vida.

Nem o transplante de Júnior nem a morte de Mário são responsabilidade de qualquer ação feita pela imprensa, mas não cansarei de pedir em meus espaços que as pessoas discutam o assunto em suas casas e digam aos familiares que são doadores. Um esforço dos governos Federal e Estadual quer aumentar em 50 por cento os transplantes mensais aqui no Rio Grande do Sul até o final do ano. Tem que dar certo.

Muitos Mários aguardam na fila por um órgão. Alguns com urgência. O tema é duro. Para ser doador é preciso pensar sobre a própria morte e ser altruísta. E mesmo assim, a chance que temos de precisar de um órgão é maior do que a de ser doador. Seja doador e incentive seus amigos e familiares. Foi um gesto assim que salvou a vida do Júnior. E como ele tem aproveitado!

Yeda diz que vice lhe fez falta no mandato

12 de agosto de 2010 6

Se algo será diferente em uma segunda gestão de Yeda Crusius, isto será sua relação com o vice-governador. A candidata da coligação Confirma Rio Grande foi a entrevistada na manhã de hoje no Gaúcha Atualidade. Ela esteve acompanhada do seu candidato a vice, Berfran Rosado. "Se eu não puder responder, responde ele; se eu não puder assinar, assina ele", disse a candidata lamentando que o vice lhe fez "muita falta" no atual mandato. A gestão de Yeda Crusius foi marcada pela ruptura com seu atual vice Paulo Feijó no início do governo.

Foto: Maurício Tomedi

Secretários demais

Sobre as constantes trocas de secretários no atual governo, Yeda Crusius garante que o processo não se repetirá em um segundo mandato. "A sociedade aprendeu que o radicalismo com violência, mentira e dossiês fajutos fez muito mal ao Rio Grande", lamenta afirmando que mesmo com as trocas o seu governo não perdeu o rumo. 

Plano de carreira do magistério

A mudança no plano de carreira do magistério com a implantação da 'meritocracia' segue nos planos da candidata à reeleição Yeda Crusius. Dois projetos sobre o assunto estão na Assembleia Legislativa. Para a atual governadora houve avanços na área de Educação durante a sua gestão. "Colocamos a casa em ordem no estado inteiro", afirma citando o censo escolar e as avaliações que começam a demonstrar resultados. Entre as mudanças citadas está a destinação de todo o salário-educação diretamente para a Secretaria de Educação.

Conflitos

Sobre os conflitos no setor, diz que é a sociedade que precisa querer o seu fim. "Nós propomos o fim do conflito", garante dizendo que o assunto não pode ficar restrito ao Governo do Estado e CPERS. Yeda lembra ainda que a situação de animosidade com a representação do magistério não é exclusividade do seu governo.

Yeda insiste que sua gestão terminou com conflitos históricos como o do transporte escolar e "sem participação de sindicatos", alfineta.

Estradas

Projetos de parcerias-público privadas para as estradas estão nos planos da candidata em moldes semelhantes ao que está sendo aplicado à RS-010, a Rodovia do Progresso. Com os contratos de concessão vencendo em 2013, a questão dos pedágios terá que ser decidida pelo próximo governador. Yeda lembra que buscou uma solução ao propor o Duplica RS com ampliação dos investimentos exigidos, redução das tarifas e renovação da concessão. "Rejeitaram um investimento de quatro 'Fords'", ironiza lembrando que as concessionárias teriam que investir R$ 4 bilhões se os projetos fossem aprovados.

Yeda lembra que o Governo do Estado está fazendo também a RS-471 com recursos públicos e "sem pedágios".

Saneamento

A posição do Rio Grande do Sul entre os piores estados do país quando o tema é esgoto também foi tratada na entrevista. Yeda lembra que o fato de cidades como Bento Gonçalves não terem tratamento de esgoto demonstra que a questão "não estava presente em governos anteriores". A candidata ainda cita o Litoral Norte como exemplo de área que era esquecida. "Em quatro anos de governo estamos fazendo o que não fizeram em 40 anos em investimentos na Corsan", defende.

Aposentadoria de ex-governadores

Yeda Crusius defendeu o pagamento de aposentadorias para ex-governadores. "Não há país civilizado em que uma pessoa que representou este país que não tenha uma remuneração garantida", afirma. "Isto me dá garantia de um outro estágio de vida quando deixar de ser governadora", comenta.

Ouça aqui a entrevista de Yeda Crusius ao Atualidade

Tarso quer criar o ProUni gaúcho

11 de agosto de 2010 6

O candidato do PT ao Governo do Estado foi ouvido hoje pela manhã no Gaúcha Atualidade. Tarso Genro disse que pretende criar o ProUni gaúcho, caso eleito. O programa pretende auxiliar alunos a se manterem na escola, subsidiando a compra de livros, o transporte escolar e até a alimentação dos estudantes.

PROUNI GAÚCHO

Tarso falou sobre a criação do ProUni gaúcho, um programa que prevê recursos complementares para os alunos de escolas técnicas, UERGS, ou escola privada. A ideia não é subsidiar as mensalidades (o que o ProUni nacional já faz), e sim destinar recursos para alimentação, transporte coletivo e até mesmo compra de livros para os estudantes. Para isso, o candidato pretende fazer um recenseamento dos alunos e verificar quais são as necessidades. Os recursos sairiam do Orçamento Público do Estado e também de convênios com a União. Os valores não seriam reembolsados pelos estudantes.

SAÚDE

O plano de governo do candidato Tarso Genro na área da saúde baseia-se em 3 pontos prioritários: reforçar os PSFs, instituir Unidades de Pronto Atendimento Regionais (para atender urgências e emergências), e criar de Hospitais Regionais (para atendimentos de alta complexidade). Com isto, Tarso pretende reduzir os deslocamentos de pequenas cidades do interior para os grandes centros, conhecidos hoje como 'ambulancioterapia'. Tarso acredita que é possível extensionar a rede e proporcionar um atendimento 'de razoável a bom' para população em 2 a 3 anos.

REFORMA AGRÁRIA

Tarso aposta na criação da Secretaria de Cooperação, que pretende dar assistência ao desenvolvimento rural no Estado. Essa secretaria pretende dar sustentação para os assentamentos feitos pelo Governo Federal, dentro da Reforma Agrária - já que pela norma constitucional não é o Estado que deve promover a reforma.

AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO

No seu governo, Tarso Genro estuda criar uma Agência de Desenvolvimento. A estrtura poderá trazer a Caixa RS como estrutura de fomento, e deverá ter conexão com o BRDE, além de uma estrutura de captação de recursos. O objetivo é não só desenvolver políticas sólidas de fomento, como também buscar recursos no Exterior para investimentos.

PEDÁGIOS

O candidato Tarso Genro criticou a atual estrtura de polos regionais, que segundo ele são "segregadores e impeditivos da livre circulação das pessoas". Caso eleito, prometeu acabar com o Polo de Farroupilha, por exemplo. Em relação a pedágios, a ideia de Tarso é partir de três experiências: pedágio comunitário, 'ponto a ponto' e aproveitar a experiência do governo federal, que fez licitações. O esquema de 'ponto a ponto' consiste em fazer o usuário pagar pelo trecho que ele vai usar na rodovia. Assim, estradas de menor circulação seriam custeadas com dinheiro do orçamento ou em colaboração com a iniciativa privada. O modelo ideal seria indicado por técnicos, economistas e auditores. O candidato priorizou a presença do Ministério Público nestas discussões, para evitar atrasos e conflitos.

SEGURANÇA

Tarso quer estabelecer, na área da segurança pública, um estrutra que seja a mais adequada para implementação do Pronasci. Segundo ele, o programa tem recursos e propostas para a instituição de presídios de média segurança, com capacidade para até 400/450 apenados que sejam retirados do sistema tradicional e possam ser escolarizados. Sobre a Susepe, ele reconheceu a necessidade de uma reestruturação. "Temos que ter concurso público, ter um planejamento sistemático para retirar a BM dos presídios". Tarso Genro acredita que é possível retirar os brigadianos dos presídios em até dois anos, promovendo concursos públicos, treinamento e qualificação.

PPPS PARA OS PRESÍDIOS

O candidato Tarso Genro declarou que não é contrário a Parcerias Público-Privadas. Mas reforçou que a opinião de que a administração interna do presídio não pode ser privatizada. No caso das estradas, o candidato também acredita na eficácia das PPPs. "Se gerarem investimentos da iniciativa privdada e esses investimentos redundarem num bem social, que seja colhido pela população, as PPPS constituem numa boa saída".

AUMENTO DE IMPOSTOS

Tarso prometeu que não vai aumentar impostos. E acrescentou que o Rio Grande do Sul está no teto da tributação. O candidato disse que pretende usar indução tributária, redução e, inclusive, devolução dos impostos, para estimular o desenvolvimento regional. Caso eleito, o candidato pretende retomar o projeto Simples Gaúcho.

APOSENTADORIA PARA EX-GOVERNADORES

O candidato Tarso Genro considera um modelo ideal aquele que propôr uma aposentadoria modesta para os ex-governadores e em que for descontado qualquer outro valor que ele recebesse de qualquer fonte pública. Ele receberia a aposentadoria, caso eleito, mas aprova a idéia de mandar um projeto de lei para reduzir o valor.

VICE-GOVERNADOR

Tarso considera o papel do vice em seu governo muito importante. "Será um gestor, que vai trabalhar junto comigo de maneira unificada". O candidato afirmou que o seu vice-governador terá responsabilidades, mas evidentemente subordinado ao Governador.

Clique aqui para ouvir a entrevista na íntegra.

Mont´Serrat quer eleição de coordenadores de educação

10 de agosto de 2010 1

O Partido Verde pretende criar um Conselho Gestor da Educação com a eleição direta pelos professores de todos os 30 coordenadores regionais no Rio Grande do Sul. A proposta foi apresentada pelo candidato Mont´Serrat Martins. O Gaúcha Atualidade ouviu o candidato na manhã de hoje. Ele acredita que assim os recursos da Educação chegarão à sala de aula. "Estamos buscando o compromisso dos demais partidos para que ela seja implementada, ganhe quem ganhe", afirma.

Legislação ambiental

Citando Marina Silva, Martins diz que a autonomia de estados para legislar em questão ambiental criaria uma guerra por investimentos semelhante à guerra fiscal. Para chamar atenção à importância do meio ambiente, o candidato lembra que a produção agrícola não foi afetada pela crise financeira, mas caiu com problemas climáticos recentes no Rio Grande do Sul. O candidato do PV fez críticas ao atual governo por ter "abandonado os critérios técnicos para atuação no zoneamento e interviu na Fepam com indicações políticas".

Dependência química

Durante a entrevista o candidato fez críticas também a forma como o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Alegre tratam os dependentes químicos. "Estão terceirizando o atendimento", critica.

Superlotação dos presídios

Mont´Serrat diz que há consenso entre os candidatos da necessidade de construção de novos presídios no Rio Grande do Sul. "Nosso programa de governo está comprometido com isto e com o aparelhamento da polícia", revela. Para obter recursos para as obras, o candidato do PV acredita nas relações republicanas capazes de fazer com que conte com auxílio federal.

"A violência é um sintoma de desequilíbrio do sistema humano", sustenta ao candidato ao apontar saúde, educação e segurança como fatores de equilíbrio e prioridade de seu programa.

Impostos e aposentadoria

Mont´Serrat Martins garantiu que não encaminhará à Assembleia Legislativa qualquer projeto de aumento de impostos. Sobre a aposentadoria de ex-governadores disse acreditar que elas "não sejam de interesse da sociedade".

Ouça aqui a entrevista do candidato do PV