Não fosse tão resistente em admitir a existência de problemas debaixo do seu nariz, a governadora Yeda Crusius poderia ter evitado o dissabor de terem sido registrados 95 mil acessos ao sistema Consultas Integradas dentro do Palácio Piratini. Grande parcela deles indevidamente. No dia 23 de março de 2009 publiquei aqui neste blog o post Tire suas conclusões. O texto e os áudios publicados já davam claros indícios de que havia espionagem muito próximo da mesa da governadora.
Ouça novamente a gravação número 7. Nela o ex-chefe de gabinete de Yeda Crusius, Ricardo Lied, conversa com o ex-vereador de Lajeado, Márcio Klaus. No diálogo, Lied informa ao colega tucano que nada consta na ficha de Luís Fernando Schimidt. Na época da gravação, Schmidt disputava a Prefeitura de Lajeado e foi derrotado. A gravação fazia parte de um conjunto de provas recolhidas pelo ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, o mesmo que a governadora desqualificou como fonte em mensagem no twitter. A governadora reagia às duras declarações de Paiani em entrevista à Carta Capital.
Não surpreendam-se se nos próximos dias o trabalho do promotor Amílcar Macedo ligar estas duas pontas. Os acessos comprovados nos relatórios em poder do Ministério Público poderão provar como se deu a investigação do ex-candidato petista.


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