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Faltaram 14 mil votos para o PSOL e Luciana

04 de outubro de 2010 4

Faltou pouco para que Luciana Genro não permanecesse na Câmara Federal.  O PSOL somou 179 mil votos (129 mil da própria Luciana), 14 mil abaixo do quociente eleitoral de 193 mil votos. Na Assembleia a vaga de Roberto Robaina ficou ainda mais distante. O PSOL somou apenas 81 mil votos dos 113 mil necessários para garantir uma cadeira no Palácio Farroupilha.

Alie-se a isto o péssimo desempenho de Pedro Ruas para o Governo do Estado e chega-se ao impasse do futuro da sigla. Partido pequeno, o PSOL foi para linha de frente na ação que desgastou o governo Yeda Crusius e ajudou a afastar do PSDB a chance de chegar ao segundo turno. Em uma polêmica entrevista coletiva, a cúpula do PSOL anunciava imagens que nunca aparecerão para provar um esquema de caixa dois. A afirmação é que existem e estão no processo. Ainda são um mistério.

A falta desta divulgação pesou contra o partido. A campanha de Pedro Ruas foi do contra e pouco propositiva. A imagem que passava era de apenas desconstruir sem oferecer uma real alternativa ao que era criticado. O Fora Yeda virou também Fora PSOL.

O curioso é que a queda do PSOL se dá dois anos após uma excepcional campanha da própria Luciana Genro para a Prefeitura de Porto Alegre. E no caso da deputada há um fato novo: é a primeira vez em que ela disputa uma eleição em partido diferente do de seu pai sendo ele candidato. Desde que criou o PSOL, Luciana e Tarso não disputaram uma mesma eleição.

O PSOL é um partido importante. Tem um tom crítico aos chamados partidos tradicionais e aparecia como opção de esquerda. Se continuar tão fechado corre o risco de seguir o caminho do PSTU, PCO e PCB  e não conseguir sair do lugar. Ano após ano. 

Comentários (4)

  • Daniel diz: 4 de outubro de 2010

    Se duvidar, acontecerà com o PSOL o mesmo que ocorre a tantos partidos de esquerda, isto é, alguma corrente interna sai para fundar outro partido.

  • Mario Antonio diz: 4 de outubro de 2010

    Uma candidata que fez 129 mil votos e que ficou entre os oito mais votados, não pode ser considerada derrotada. O sistema de eleições porporcionais privilegia os grandes partidos e permite que candidatos verdadeiramente nanicos se elejam com 41 mil votos.

  • Vilmar diz: 4 de outubro de 2010

    Eu sei que as regras são assim, embora não seja eleitor da Luciana, acho uma injustiça. E tem mais seria necessário sua voz na Câmara. Mas, são os riscos que todos correm!

  • Luis Alves diz: 11 de outubro de 2010

    Quando nos anos 80, a Jussara Cony com uma ótima votação não se elegeu para vereança de Porto Alegre poderia se colocar nas costas do coeficiente eleitoral um “certo” grau de culpa, pois assim estava começando o processo “democrático” e eleitoral no Brasil. O que aconteceu com a Luciana Genro é um grau elevado de erros políticos: alianças eleitoreiras ( com o PV para a Prefeitura - quatros anos antes o PV tinha fechado acordo com o PP de Jair Soares a prefeitura, e o PV participa de todos os governos possíveis: Kassab, Lula, Sergio Cabral, Prefeitura do Rio, governo Serra em SP), recebimento de dinheiro da “burguesia”, vários (negando o seu discurso) , o erro de fazer da sua própria campanha o trampolim para a eleição do Robaina para Assembleia Legislativa como prioridade (passou boa parte da campanha por rádio e nos seus panfletos, dizendo que o Robaina era o “Cara”, “o pai de meu filho” - por favor! - , e esqueceu de estruturar a sua) e após a mal-fadada tentativa de aliança com o PV(nacional), ficou dificil compor a Frente de Esquerda com o PCB e o PSTU. Os que choram hoje, foram pródigos nos erros.

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