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Posts de novembro 2010

Carroceiros iniciam qualificação para retirada de carroças das ruas até 2016

30 de novembro de 2010 2

Com a mesma rapidez com que carroças transitam pelas ruas de Porto Alegre, a Prefeitura começou a implementar as ações previstas na legislação municipal para carroças não estejam mais circulando pelas ruas da capital até 2016. O texto sancionado em setembro de 2008 pelo então prefeito em exercício Eliseu Santos saiu do papel ontem com a conclusão da primeira turma  para qualificar carroceiros e carrinheiros em recicladores. O trabalho realizado na região das ilhas é coordenador pela Secretaria Municipal da Indústria e Comércio com recursos de convênio com o Governo Federal.

Para começar a cumprir a lei a SMIC fez uma espécie de 'gambiarra administrativa' e adaptou uma parte do seu Programa 175 (destinado à qualificação de mais de quatro mil mulheres) para atender  aproximadamente 300 mulheres da região das ilhas e que vivem do produto da coleta feita pelas carroças. A primeira turma de 130 mulheres terminou ontem. Uma nova inicia hoje. "Customizamos o projeto para atender à demanda", admite o secretário Valter Nagelstein.

O curso ensinou as mulheres a trabalhar com artesanato a partir de elementos naturais, EVA e material reciclável. A intenção da SMIC é colocar este produto a venda nas feiras do municípios. Nagelstein espera começar logo no Caminho dos Antiquários. O próximo passo é garantir às mulheres a carteira de artesã e preparar os homens para atividades como o conserto de barcos e construção civil, entre outros.

Nos próximos dias a Prefeitura de Porto Alegre espera ver assinada a contratação de uma empresa para que seja feito o cadastramento de todos os carroceiros e carrinheiros em Porto Alegre.  O trabalho será feito na base da Governança Solidária (Estado-Comunidade-Iniciativa Privada). Serão R$ 300 mil para conhecer o perfil de quem vive das carroças.

Ponte do Guaíba é gargalo no trânsito de carroças

Foto: Genaro Joner

"Nosso trabalho é para que em 2014 boa parte do nosso trabalho já esteja concluído", projeta o secretário de Governança Solidária Cezar Busatto. Na última sexta-feira chegou à Câmara Municipal o projeto que cria o Fundo para Implementação do Programa de Redução Gradativa de Veículos de Tração Animal e Veículos de Tração Humana. A expectativa é que com mais recursos o deslocamento destas famílias para outras atividades econômicas ganhe celeridade.

O envio do projeto atende uma reivindicação do autor da lei. O vereador Sebastião Melo (PMDB) lamenta que mais dois anos depois de sancionada a lei ainda não tenha sido concluída a identificação de quem vive desta atividade nem o emplacamento das carroças. "As coisas administrativas são bem encaminhadas quando há vontade política", sustenta. O presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, diz que a prefeitura não irá emplacar os veículos de tração animal. "Seria um custo desnecessário uma vez que a lei prevê que elas serão extintas no município", argumenta.

Na rua contra a CPMF

29 de novembro de 2010 7

Uma das poucas unanimidades neste país é que ninguém suporta mais pagar tanto imposto. A perversidade do nosso sistema tributário é tão grande que ela pesa mais justamente sobre os que ganham menos e veem uma fatia maior do seu orçamento serem tragadas para o cofre do estado. Ao contrário do nosso orçamento, o apetite arrecadatório é infinito. E quase sempre revestido de uma boa causa.

O retorno da CPMF voltou a ser discutido a partir da primeira entrevista da presidente eleita Dilma Rousseff. Uma "pressão de governadores" praticamente "obrigaria" o governo a retomar o imposto para ampliar o investimento em saúde, mesmo que não tome nenhuma iniciativa para isto. De olho numa perspectiva que pode dificultar um pouco mais o caminho de quem gera emprego no país, a Federasul faz nesta quarta-feira uma ação para impedir a volta do imposto.

O protesto dos empresários vai começar cedo, às 7h30, em Canoas. Depois se espalha pelas esquinas mais importantes de 238 cidades do Rio Grande do Sul com o trabalho das associações comerciais.  Serão 30 mil folderes e 50 mil adesivos a serem entregues aos motoristas. O presidente da Federasul, José Paulo Cairolli, é um dos maiores críticos à volta do imposto.  ‘Chegou a hora de cortar a mesada do governo e exigir melhor gestão dos recursos públicos”, complementa.

Se a extinção da CPMF não representou uma redução no custo dos produtos confesso que acho difícil pensar que a sua volta (mesmo que com outro nome) não representará aumento de preços. Na hora de ganhar a conta sempre é outra. Não acho a CPMF um bicho papão, mas é inaceitável que seja implantada sem que outras áreas sejam desoneradas.  

Acabou a mamata

29 de novembro de 2010 3

Apenas futuros governos muito corruptos ou incompetentes permitirão que localidades como o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, voltem a ser dominadas pelo crime. O abandono das comunidades nas mãos de traficantes e das milícias transformarão a periferia de uma das cidades mais bonitas do planeta num verdadeiro inferno. Um caldeirão que explodiu.

Se espera para um futuro que virá não se sabe em quanto tempo a invasão da Rocinha. Ao contrário do Alemão, escondido da rotina da Zona Sul, a Rocinha está grudada em um dos IPTUs mais caros do país: o bairro de São Conrado. Uma ação na favela irá afetar a ligação entre os bairros da Gávea, Leblon e Ipanema com a Barra da Tijuca. A ferida será ainda maior.

O Rio de Janeiro é um símbolo do Brasil. Foi a cidade que por mais tempo foi capital. Quando Brasília foi inaugurada virou estado, a Guanabara, e depois incorporada a um estado que era dominado pelo Chaguismo.

Hoje acabou a mamata, a minha. É hora de voltar ao trabalho. Até mais no Atualidade.

Táxis no corredor de ônibus?

04 de novembro de 2010 13

Ultrapassar não pode. Os pontos de ingresso e saída dos corredores são limitados. Então vale mesmo a pena liberar os corredores de ônibus para o tráfego de táxis? Para a maioria deles a resposta é não. Para o da Terceira Perimetral é talvez. A EPTC está em fase de conclusão de um estudo do impacto que teria no tempo das viagens e dos congestionamentos. Por enquanto as vantagens são poucas.

Apenas no trecho da Carlos Gomes - e nos horários de pico - as viagens dos táxias seriam mais rápidas. Nos demais trechos e horários não haveria vantagem na Terceira Perimetral. Vejo um risco nesta liberação. Uma vez liberada a utilização, quem voltará atrás? Não é melhor investir ainda mais em transporte coletivo oferecendo também mais linhas?

Vamos aguardar pelo resultado do estudo que deve ser apresentado na Comissão de Transportes da Câmara Municipal nos próximos dias.

Entre os eleitos, Roso foi o que menos gastou

03 de novembro de 2010 2

Os gastos entre os 31 deputados federais eleitos são estratosféricos. Mais de R$ 28 milhões. Isto sem contar os suplentes e os que fizeram muito pouco voto. A base de dados é a declaração prestada pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral. O que chama atenção é que para chegar à Câmara houve quem gastasse mais de R$ 2,4 milhões e quem gastasse menos de R$ 200 mil.

Dos que estarão na próxima legislatura, Alexandre Roso (PSB) foi o que menos investiu na campanha. Gastou R$ 184.921,79. Além dele, apenas Danrlei de Deus (PTB) gastou abaixo de R$ 200 mil.

Foto: arquivo pessoal

Relação dos deputados eleitos que menos gastaram:

1) Alexandre Roso (PSB) R$ 184.921,79

2) Danrlei de Deus (PTB) R$ 196.049,43

3) Dionilso Marcon (PT) R$ 281.958,13

4) Enio Bacci (PDT) R$ 325.382,02

5) Assis Melo (PCdoB) R$ 326.723,16


Voto em Danrlei é o "mais barato" entre os eleitos

03 de novembro de 2010 0

Tomando por base a relação entre as despesas de campanha declaradas à Justiça Eleitoral e o número de votos obtidos nas urnas, o deputado Danrlei de Deus (PTB) foi o que teve o voto "mais barato" entre os 31 eleitos. O ex-goleiro do Grêmio investiu R$ 1,12 para conquistar cada um dos seus 173.787 eleitores.  É 19 vezes menos do que gastou o parlamento eleito que teve o voto mais caro (ver posts anteriores). Os mais de 480 mil de Manuela D´Ávila fizeram com que a deputada fosse a segunda da lista, mesmo tendo gasto mais de R$ 1 milhão.


Foto: Andréia Graiz

Os cinco votos "mais baratos" para a Câmara dos Deputados"

1) Danrlei de Deus (PTB) R$ 1,12 por voto

2) Manuela D´Ávila (PCdoB) R$ 2,17 por voto

3) Dionilso Marcon (PT) R$ 2,80 por voto

4) Enio Bacci (PDT) R$ 3,53 por voto

5) Pepe Vargas (PT) R$ 4,14 por voto

Ex-secretário de Segurança foi também o que mais gastou

03 de novembro de 2010 1

De acordo com a prestação de contas feita à Justiça Eleitoral, a campanha pela reeleição de José Otávio Germano foi a que mais gastou entre as 31 vitoriosas para a Câmara dos Deputados no dia 03 de outubro. Foram R$ 2.467.674,31. É quase um milhão a mais do que a campanha de Luiz Carlos Heinze (PP), o segundo que mais gastou. Se somados apenas os gastos dos 31 foram consumidos nada menos que R$ 28.600.110,13. Convenhamos que é muito dinheiro.

As cinco campanhas vitoriosas que mais gastaram para a Câmara dos Deputados

1) José Otávio Germano (PP) R$ 2.467.674,31

2) Luiz Carlos Heinze (PP) R$ 1.555.510,87

2) Marco Maia (PT) R$ 1.479.549,50

4) Beto Albuquerque (PSB) R$ 1.452,615,67

5) Onyx Lorenzoni (DEM) R$ 1.370.269,95

Também tiveram gastos acima de R$ 1 milhão (em ordem de votação): Manuela D´Ávila, Paulo Pimenta, Henrique Fontana, Mendes Ribeiro Filho, Renato Molling, Ronaldo Zulke, Nelson Marchezan Jr e Luis Carlos Busatto.

Voto em José Otávio foi o 'mais caro' entre os federais

03 de novembro de 2010 3

Entre os 31 deputados federais eleitos no Rio Grande do Sul, o deputado José Otávio Germano (PP) foi o que mais gastou por voto para chegar continuar na Câmara dos Deputados. Para conquistar seus 110.788 teve despesas de R$ 2.467.674,31. Ao dividir-se o valor gasto pelo número de votos descobre-se que cada voto de José Otávio saiu por R$ 22,27

Foto: Robispierre Giuliani/divulgação

Os cinco votos 'mais caros' entre os eleitos:

1) José Otávio Germano (PP) R$ 22,27

2) Onyx Lorenzoni (DEM) R$ 16,17

3) Luis Carlos Busatto (PTB) R$ 14,63

4) Nelson Marchezan Jr (PSDB) R$ 14,34

5) Ronaldo Zulke (PT) R$ 13,57


E precisa tanto?

02 de novembro de 2010 14

O governo de Tarso Genro terá 26 secretarias. É mais do que o governo Yeda que conta com 25. Por mais que o governador garanta que a máquina não será inchada é difícil imaginar que as pressões por novos cargos em comissão não virá. Algumas pastas serão secretarias de fato, outras serão assessorias ou gabinetes com status de secretaria.

A sensação que fica é de que o primeiro escalão é inflado para que possa abrigar todos os partidos que Tarso tenta atrair para o seu governo, além da acomodação natural das correntes do Partido dos Trabalhadores e dos apoiadores no primeiro turno.