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Posts de março 2011

Praças da Vila Farrapos terão cara nova

31 de março de 2011 0

As 25 praças do bairro Vila Farrapos, Zona Norte de Porto Alegre, serão revitalizadas e devem ser entregues à população até o final do ano. A reportagem foi avisada por Sérgio Saul, morador do local, que as muitas áreas de lazer do lugar estavam abandonadas pela Prefeitura. A denúncia é verídica: é possível perceber que os espaços estão sem cuidado algum há anos. A SMAM tem projeto de reurbanização para cada uma das praças da vila. No entanto, apenas cinco foram totalmente concluídas até agora.

A praça visitada com as piores condições é a Luis Castro da Silva, que fica na Rua Oscar Jaeger. A constatação é de descaso total. Brinquedos quebrados, sem calçamento, sujeira por todos os lados e pedaços de bancos de concreto quebrados no chão. Já o asfalto na maioria das ruas do bairro está em bom estado. Durante a visita, algumas crianças brincavam nos balanços que ainda não haviam quebrado. A impressão era de que cairiam a qualquer momento. Se uma dessas crianças se machuca mais gravemente, caindo de um brinquedo sob responsabilidade dos órgãos públicos, a única desculpa que a Prefeitura não poderia dar seria de fatalidade, já que, aparentemente, não existe nenhum tipo de manutenção nesses brinquedos.

O projeto de revitalização apresentado à população enfrentou polêmica: moradores estão fazendo abaixo-assinados contra pistas de skate e canchas de bocha em algumas praças, como a Antão Abade das Chagas e a Setembrino Nunes da Silva. A justificativa é que atrapalharia os moradores do entorno – na maioria dos casos, idosos. A SMAM, através do secretário-adjunto, André Carús, se disse sensível a reivindicações e promete conversar com a comunidade para encontrar alternativas.

Serão 3,8 hectares de praças revitalizadas, com nove quadras esportivas, quatro pistas de skate, três de patinação, três canchas de bocha, 18 recantos infantis com brinquedos, um conjunto de equipamentos de ginástica e 25 ambientes de estar – 15 deles com mesas de jogos. As obras fazem parte do Projeto Integrado Entrada da Cidade e representam investimento de R$ 1,9 milhão. Pouco mais da metade será de recursos da Prefeitura, e o restante, de financiamento feito junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento dos Países da Bacia do Prata (Fonplata).

Confira, nas fotos abaixo, o atual estado das praças da Vila Farrapos: (Clique nas imagens para ver em tamanho original)










Biedermann não está mais no Conselhão-RS

23 de março de 2011 1

O empresário Anton Karl Biedermann não participa mais do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul. O motivo alegado pelo ex-presidente da Federasul envolve problemas de saúde. Ao blog revelou insatisfação com o material que foi entregue aos conselheiros ainda antes da instalação do CEDS-RS. "Recebi um catatau com as ideias mais atrasadas possíveis, em um trecho afirmavam que Porto Alegre foi ponta de lança na luta contra o neoliberalismo com o Fórum Social Mundial", reclama. A expressão está no Termo de Referência do CEDS-RS. Para Biedermann, "o material vem pronto com a convicção deles (governo)", o que daria pouco espaço para um debate mais amplo no âmbito do conselhão.

O coordenador do CEDS-RS, Marcelo Danéris, lamentou não ter tido a oportunidade de argumentar com o empresário sua contrariedade. Danéris disse que foi comunicado da desistência de Biedermann por e-mail no início de fevereiro onde dizia estar deixando o conselho "a contragosto". Lembra que a aproximação com o empresário se deu pela Agenda 2020 e que foi ele mesmo que indicou seu substituto: Bolivar Moura.

Danéris nega qualquer tipo de imposição. "O governo tem que apresentar suas propostas", defende ao lembrar que os primeiros documentos apresentados já foram alterados pelos próprios conselheiros. Sobre a frase que irritou o empresário, Danéris diz que foi colocada para salientar as polarizações existentes no estado e que precisam ser vencidas com a concertação. 

Escalas de médicos do município estarão em TV da SMS

21 de março de 2011 0

Os usuários do Hospital de Pronto Socorro e dos postos de saúde de Porto Alegre poderão ainda neste ano conferir em monitores de TV as escalas de médicos contratados pelo município. O material será produzido em parceria com a ESPM e trará também programas e filmes sobre saúde, além de entrevistas com médicos. Os aparelhos deverão estar instalados nas salas de espera dos postos de atendimento e no saguão do HPS. O projeto ainda não foi batizado.

A questão do horário dos médicos nos posto da capital ganhou destaque com a polêmica em torno da criação da fundação para tratar do PSF.

Porto Alegre terá mesquita financiada por Abu Dhabi

21 de março de 2011 3

O sonhado bi-mundial ficou pelo caminho, mas a presença de milhares de gaúchos torcedores do Internacional em dezembro em Abu Dhabi vai trazer um novo marco para a capital do Rio Grande do Sul. A cidade ganhará a sua primeira mesquita. Um antigo sonho da comunidade islâmica gaúcha está muito perto de tornar-se realidade. Os detalhes já foram apresentados à Prefeitura Municipal. Uma carta do prefeito José Fortunati irá permitir que o acordo com os representantes do Emirados Árabes seja assinado e o Centro Cultural Islâmico do Rio Grande do Sul comece a virar realidade.

A área onde o empreendimento será construído não está fechada, mas deverá ser nas imediações do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O custo da obra é estimado em R$ 7 milhões. A presidente do Instituto Jerusalém, Rima Hourari, acredita que a presença do Internacional no Mundial da FIFA permitiu aos árabes de Abu Dhabi saberem sobre a existência de Porto Alegre. Os recursos virão de empresários locais, do Crescente Vermelho (equivalente árabe para a Cruz Vermelha) e de uma ONG financiada pelo dízimo dos fiéis de lá.

O projeto arquitetônico foi contratado pela comunidade muçulmana aqui do estado junto a uma empresa de design. A escolha do parceiro pelo Instituto Jerusalém foi longa. Era preciso que fosse uma corrente islâmica que compreendesse o despojamento da sociedade brasileira. A parceria com o Emirados Árabes Unidos atende a este requisito.

O local contará com oratórios, auditórios e salas de aula. O Instituto Jerusalém calcula em 60 mil o número de pessoas seguindo a fé islâmica no Rio Grande do Sul. Muitas são descendentes de povos árabes ou de outras regiões onde é comum a presença de muçulmanos. Rima Hourari adianta que o prédio será construído dentro das mais modernas técnicas para garantir a sua sustentabilidade e adequação aos melhores padrões ambientais.

O Centro Cultural Islâmico contará com o tradicional minarete das mesquitas, mas aqui acoplado a uma fachada de vidro e estilizado. A tradicional chamada para as orações deve ser mais discreta do que nos países onde prepondera a fé muçulmana para as seis orações do dia. 

O prefeito José Fortunati é um entusiasta da ideia. A carta da Prefeitura Municipal está pronta e apresenta a capital do Rio Grande do Sul como a cidade da tolerância. O executivo faz agora uma discussão técnica para saber se a área pretendida interfere ou não na operação do aeroporto. Muito além da religião, a obra traz para a capital olhar de uma parte do mundo que até então nos desconhecia. E junto com ela o que isto possa significar em investimentos.

É uma boa notícia que se espera se transforme logo em realidade

O fumo e os fumicultores

20 de março de 2011 2

 

Artigo publicado hoje em Zero Hora 

 

Há poucas coisas no mundo contra as quais sempre me posicione tão contrariamente quanto o cigarro. Fumar é sinônimo de morte lenta disfarçada de prazer. Além de tudo que li e aprendi sobre os efeitos do cigarro trago ainda a minha própria experiência familiar para posicionar-se. É esta mesma experiência que me faz ser solidário a alguns fumantes: aqueles que gostariam de já ter deixado o vício para trás e não conseguem.

Mas ser contra o cigarro não é ser contra pessoas que ao longo de anos encontraram na cadeia produtiva do fumo uma forma digna de ganhar a vida. Sempre dentro da lei. Há cinco anos confiei que a convenção-quadro daria a estas mais de 100 mil famílias condições de encontrarem em outra cultura uma alternativa de manutenção do mesmo padrão de renda. O tempo passou e nada foi feito.

Em menos de duas semanas estarão concluídas as consultas públicas da  ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - sobre duas resoluções quanto ao material publicitário de cigarros e do uso de ingredientes como flavorizantes no processo de fabricação. Se a ideia é defender a saúde, a medida atinge em cheio outro objetivo: a vida do produtor. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas aponta como inevitável a redução do mercado formal e o aumento da informalidade.

Ninguém para de fumar por decreto. Sem encontrar nas marcas daqui o sabor a que está acostumado, o fumante vai buscar em produtos vindo do exterior de forma ilegal. O mercado informal hoje é estimado em 27 por cento (23,2% na Região Sul). Na Grande Porto Alegre, 22% dos estabelecimentos que vendem cigarros, vendem produto ilegal. Confesso que o sumiço dos cigarros do mercado publicitário não me comove. Mas preocupa o aumento do contrabando, a consequente fuga tributária e o destino dos pequenos produtores, os mesmo que deveriam ter sido contemplados com ações posteriores à convenção-quadro.

Os três estados da Região Sul reúnem 185 mil pequenos produtores em 720 municípios. São 870 mil pessoas envolvidas, além dos empregos na indústria. De alguma forma a produção já vem diminuindo. Foram 668 mil toneladas na safra 2009/2010 contra 852 mil na de 2003/2004. A pesquisa da FGV conclui que as limitações propostas pela Anvisa afetarão apenas o mercado formal e representarão um estímulo à ilegalidade. As perdas na arrecadação são projetadas em R$ 5,2 bi ao ano e redução de 140 mil empregos. Além disto 500 fornecedores da indústria fechariam suas portas e U$ 300 milhões em exportações desapareceriam.

Ser contra o fumo não é ser contra os fumicultores e nem mesmo contra os fumantes. Confia num trabalho que comece na escola e proteja as futuras gerações da exposição ao cigarro. Aos que não conseguem escapar do vício, uma tomada de consciência de que algo precisa ser feito antes do primeiro enfarte. Muitos são forçados a uma mudança radical apenas depois de colocar a sua própria vida em risco. O certo é que o Estado não pode ser tão nocivo ao seu cidadão (e é o que são as 870 mil pessoas que produzem e vivem do tabaco) quanto a fumaça que exala dos cigarros produzidos dentro ou fora da lei.



EPTC não vai permitir bandeira 2 em pontos facultativos

17 de março de 2011 0

Precisou da reclamação de um usuário na terça-feira de Carnaval para que Porto Alegre passasse a interpretar corretamente o que diz a legislação sobre o uso da bandeira 2 nos táxis da capital. A lei municipal autoriza o aumento na bandeirada entre 22h e 6h e nas 24h de domingos e feriados. Só que a confusão era grande entre o que é feriado e o que é ponto facultativo e com isto os taxistas vinham cobrando bandeira 2 quando não deviam. E por desinformação.

Em ofício enviado ao Sintáxi, a EPTC relaciona 12 feriados anuais e o dia das eleições como passíveis do uso de outra bandeira. São os seguintes: Confraternização Universal (01/01), Navegantes (02/02), Tiradentes (21/04), Trabalho (01/05), Independência (07/09), Revolução Farroupilha (20/09), Nossa Senhora Aparecida (12/10), Finados (02/11), Proclamação da República (15/11) e Natal (25/12). Há também datas móveis como Sexta-feira Santa e Corpus Christi.

Muitas pontos facultativos são confundidos com feriados. O principal deles é o carnaval. A segunda-feira, a terça-feira e a manhã da quarta-feira de Cinzas não são feriados. Portanto a bandeirada é normal. O mesmo vale para a quinta-feira Santa, dia do funcionário público e para as vésperas de Natal e Ano Novo.  Em muitas destas datas os taxistas estavam cobrando a mais.

A bandeira 2 faz com que o quilômetro rodado fique 30 por cento mais caro.

Astor Schmitt deixa disputa pelo comando da FIERGS

14 de março de 2011 0

Foi forte o manifesto lido há instantes na reunião-almoço dos 110 anos do CIC de Caxias do Sul. A primeira leitura pode ser apenas de que Astor Schmitt deixa a disputa e Heitor Muller será eleito o novo presidente da Fiergs. Foi aplaudido pelos cerca de 180 convidados presentes ao ato. Mas o processo não se dá sem feridas, como queria o atual presidente Paulo Tigre. Schmitt não participará do seu grupo da chapa única e já inicia campanha para a sucessão de Muller, daqui a três anos.

Foto: Julio Soares / Objetiva

Abaixo o manifesto. Os grifos são meus.

EM NOME DE UM PROJETO MAIOR

Há um ano e meio, por disposição pessoal e em nome de uma aspiração regional, decidimos sondar a receptividade que teríamos para concorrer à Presidência da FIERGS/CIERGS. Com o conhecimento prévio do atual Presidente, percorremos o Estado, nos deparamos com diferentes realidades, ampliamos nossa visão da indústria gaúcha e, mais do que um nome e uma aspiração regional, chegamos a um projeto e uma proposta de ação para o Sistema. Esta proposta surgiu do diálogo com as bases empresariais que, ousamos dizer, pela primeira vez foram consultadas com esta amplitude.

 Tal projeto de gestão, que propõe ações objetivas voltadas ao desenvolvimento harmônico e sustentado do Estado, contempla as principais áreas de atividade, as diferentes regiões gaúchas e todos os portes de empresas, especialmente as micro e pequenas, que gravitam ao redor das maiores e que, um dia, também serão grandes.

 Como fruto de uma equilibrada e ampla articulação com quem produz e gera empregos, conquistamos uma enorme receptividade ao nosso projeto. Colhemos apoio e incentivo de um grupo diversificado de companheiros, que esteve aberto a nos receber nesta jornada, desde o primeiro momento em que a presidência do Sistema FIERGS/CIERGS se tornou um projeto a ser construído com base em parcerias fortes e verdadeiras.

 O Sistema FIERGS/CIERGS, entretanto, foi exposto ao risco iminente de divisão entre os Industriais e os Sindicatos, dada a sinalização clara de quebra do discurso público de neutralidade e conciliação por parte da liderança maior da Casa e que conduziu o processo para um caminho pouco transparente, desigual, desleal, obscuro e polarizado.

Embora o apoio construído, sentimo-nos na obrigação de nos abstermos deste processo eleitoral, em respeito à unidade da classe industrial gaúcha, nominadamente dos Sindicatos e Empresários por elas representados. Mais do que um nome, uma região que responde por parcela importante da produção industrial gaúcha, um polo de desenvolvimento que engrandece as estatísticas estaduais dentro do contexto brasileiro se considera vetado.  

Arriscamo-nos a dizer, com convicção, que mais do que um nome e mais do que uma região, o veto oficial foi dado também a um projeto de gestão plural, renovadora e de posicionamento da mais importante entidade industrial gaúcha e que está entre as maiores do Brasil.

 Abstemo-nos deste processo juntamente com os colegas que se engajaram nesta caminhada, porque não queremos ser protagonistas de uma possível cisão do Sistema FIERGS/CIERGS. Mesmo assim, não estamos desistindo de um projeto que construímos a muitas mãos para a Entidade e, acima de tudo, para contribuirmos com o desenvolvimento do nosso Rio Grande do Sul, que perde espaço no cenário nacional, da mesma forma que a indústria gaúcha se enfraquece frente ao PIB do Estado. Três anos passam rápido demais para quem tem projetos e legítima aspiração regional.

 Aos companheiros que estiveram conosco durante todo o período de busca de conhecimento e de apoio, fica o profundo agradecimento pela honra da convivência produtiva e da confiança depositada. Fica também o registro de que, nem sempre, vencer significa participar diretamente de uma disputa eleitoral. A vitória também está no que se construiu. E nós construímos uma proposta de gestão a ser continuadamente aperfeiçoada, para aplicação num futuro bem próximo, além de abrir o debate sucessório para um processo de escolha transparente e democrática, em sintonia com os novos tempos.

 À Entidade e aos Companheiros com os quais convivemos ao longo de duas décadas de atuação associativista, nosso sentimento de amizade e do dever cumprido, na certeza de que FIERGS/CIERGS, com sua longa e invejável história, está acima das atitudes que ora vivenciamos e de um pontual processo eleitoral. Este é apenas um recuo estratégico, em nome da unidade da Entidade de Classe em que militamos há tanto tempo.  

Contemplada esta etapa, eu, particularmente, permaneço em minha atividade executiva e empresarial junto às nossas empresas, de reconhecida relevância no cenário regional gaúcho e global, sem deixar de contribuir para o debate de ideias e o aperfeiçoamento da instituição que integramos, embora abdiquemos de qualquer cargo.

 A todos, o meu agradecimento pelo tanto de experiência e aprendizado que estou acumulando. 

Muito obrigado e até logo.

Astor Milton Schmitt

Diretor corporativo e de relações com investidores das Empresas Randon

Vice-Presidente da FIERGS/CIERGS

"Unidade Popular" leva apoio a Sofia Cavedon

14 de março de 2011 0

Não consigo ver outro local que não o Poder Judiciário para se encerrar a polêmica em torno da validade da assinatura da suplente de vereadora Neuza Canabarro (PDT) no pedido que gerou a instalação da CPI da Saúde na Câmara Municipal. Na semana passada vereadores de situação pediram que a presidente Sofia Cavedon deixasse o cargo, acusada de agir como líder da oposição. Diante da negativa dos partidos da base em indicar nomes para integrarem a comissão, Sofia fez a indicação.

Foto: Tonico Alvares / CMPA

Hoje integrantes do PCdoB, PSB, PT e PSOL estiveram no gabinete da presidente da Câmara Municipal, Sofia Cavedon. Foram levar apoio à postura da presidente e defender a legalidade da comissão. "Todos sabem que atos de suplentes tem validade e não são suspensos na sua ausência", afirmou a deputada federal Manuela D´Ávila (PCdoB) que disse ainda que "não cabe à maioria impor ou não a realização da CPI. A presença de Manuela é simbólica. Além de ser pré-candidata à Prefeitura, o seu partido não possui cadeira no legislativo municipal. Junto com ela estavam o deputado estadual Raul Carrion e o presidente estadual Adalberto Frasson.

Sofia Cavedon agradeceu a manifestação reforçou que seu entendimento está baseado em parecer da Procuradoria da Câmara Municipal. "A sustentação que vocês trazem é a democracia", destacou a presidente.

Participaram ainda do encontro os vereadores Pedro Ruas (PSOL), Fernanda Melchiona (PSOL), Airto Ferronato (PSB), Mauro Pinheiro (PT) e Adeli Sell (PT). A polêmica em torno da validade da assinatura de Neuza se deve ao fato da CPI ter sido protocolada quando ela não estava mais no exercício do mandato.

Manifesto contrapõe discurso de unidade na Fiergs

14 de março de 2011 0

A reunião-almoço que irá celebrar os 110 anos da Câmara da Indústria e Comércio de Caxias do Sul promete temperar a disputa pela sucessão no comando da Fiergs.  A leitura de um manifesto irá marcar a insatisfação de uma parcela da indústria da região com o processo.  Enquanto a escolha se encaminhava para uma chapa única encabeçada por Heitor Muller, os sindicatos da Serra devem se posicionar favoravelmente a Astor Milton Schimitt, com origem na Randon, um dos principais grupos do país e com sede na cidade.

O prazo para a apresentação das chapas encerra na quinta-feira. É importante saber se o manifesto de hoje mantém aberta a possibilidade de unidade em torno de Muller ou haverá mesmo a disputa entre os dois vice-presidentes. E depois, mesmo com uma chapa inscrita, saber se ela significará de fato unidade na Fiergs. É certo que há uma insatisfação na região da Serra com a sucessão. Caberá ao futuro presidente contornar.



Contagem regressiva para o início de uma nova Chocolatão

12 de março de 2011 1

Um dos locais mais insalubres e humilhantes de Porto Alegre vai acabar. A mudança dos moradores da Vila Chocolatão deve ocorrer entre os dias 29 e 30 de março, durante a semana da Capital . Serão 750 pessoas reassentadas em 181 casas no fim da Avenida Protásio Alves, passando a Manoel Elias, na Zona Leste. As casas em nada parecem com o empilhado de madeira em que vivem hoje muitas famílias na Região Central. Saem dos barracos para sobrados com dois andares, banheiro, pia, pátio e dois quartos. O banheiro é o principal salto na qualidade de vida destes cidadãos.

Como alternativa de trabalho, dentro da unidade habitacional, foi construído um galpão metálico com 750 metros quadrados, em parceria com a iniciativa privada, para a triagem de resíduos recicláveis; além de creche, comércio, centro social, cozinha comunitária e praça. O galpão será a principal fonte de renda dos moradores e funcionará 24 horas por dia. A capacidade é para 60 trabalhadores, que se revezarão por turnos. Uma rede de parceiros, que se reúne semanalmente nas terças-feiras, busca a capacitação dos moradores da vila, através de um programa de inclusão social.

O presidente da Associação de Moradores da Vila  Chocolatão afirma que houve certa resistência por parte de alguns moradores que, segundo ele, não estariam dispostos à mudança por já haver garantia de comércio no atual local, no meio dos prédios da Receita Federal e da Justiça Federal. O comerciante Soli da Silva está inseguro quanto à geração de renda no novo local, mas feliz com a mudança, já que é uma realização esperada há anos.

De acordo com a representante técnica do IBGE no Rio Grande do Sul, o trabalho com a comunidade do Chocolatão foi bastante demorado porque entre os moradores dominava a ideia de conformismo com as atuais instalações, o que, segundo ela, já mudou. Marli Aquino afirma que uma das dificuldades  foi com ONG´s que tentaram dificultar o trabalho de reassentamento das famílias. Segundo a técnica, isso pode ter acontecido por motivações políticas.

O diretor do Departamento Municipal de Habitação disse que as casas foram construídas através de financiamento realizado pela Prefeitura da Capital com o Governo Federal. Segundo Humberto Goulart, famílias que nunca tiveram saneamento básico agora poderão contar com uma rede de tratamento de esgoto dentro da unidade habitacional. Depois da mudança, cada família terá de pagar uma taxa mensal de R$ 20,70, com exceção dos três primeiros meses. A Vila Chocolatão possui um histórico de incêndios, que se repete seguidamente. O último episódio foi na terça-feira, dia 8 de março.


Confira as novas instalações dos moradores do Chocolatão: