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Posts de maio 2011

Assembleia aprova reajuste de 10,91% para professores

31 de maio de 2011 0

Depois de cochilar por duas semanas, a base aliada do Governo Tarso Genro conseguiu aprovar o reajuste do magistério por unanimidade na tarde desta terça-feira. O reajuste também se estende aos servidores de escola.

FOTO: Aline Mendes/Agência RBS

Antes mesmo da votação, durante a manhã de terça, o CPERS reivindicava pelo índice proposto pelo governo. Durante a votação, cerca de 400 professores ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa e, ao fim da sessão, viraram de costas para os deputados.
A presidente do CPERS, Rejane de Oliveira, não abandona o discurso de “partidos de direita e de esquerda”, afirmando que direitistas nunca apoiaram a categoria. Mas, sobrou também para o governo, e já há sinalização de greve dos professores estaduais: “A demora (na votação) se deu em função da falta de capacidade do governo de garantir a maioria na Assembleia. Os deputados de direita quiseram fazer um proselitismo dizendo que não votavam em função do piso nacional. O tema é uma bandeira do CPERS, mas nunca nenhum deputado veio conversar conosco sobre essa emenda”, afirmou.

A sessão foi muito tumultuada, como já era de se esperar. Alguns deputados sequer conseguiram concluir seus discursos na tribuna, caso do deputado Edson Brum (PMDB). O Sindicato publicou nota em seu site, após a aprovação do projeto, prometendo ato público em frente ao Palácio Piratini, na próxima quinta-feira (02), data em que podem decidir pela paralisação.

A nota ainda diz: “Agora, os educadores voltam sua luta pela não aprovação do pacote de Tarso, que pretende alterar a previdência dos servidores, reduzir o pagamento das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) e criar a taxa de inspeção veicular”. O reajuste, retroativo a maio, deve ser garantido através de folha suplementar já na próxima semana. Segundo o governo, o piso nacional será implantado ao longo de quatro anos. 

Professor prepara na Coréia treinamento para a HT Micron

31 de maio de 2011 0

A produção dos primeiros chips para smart cards da HT Micron, em São Leopoldo, começa no final deste ano. A formação da mão de obra necessária para a operação começa já no mês que vem. O professor da Unisinos, Eduardo Luís Rhod, passou cinco semanas acompanhando os processos na fábrica da Hana Micron, a parceira coreana da joint venture com o grupo Parit.

Rhod fará na universidade o treinamento do pessoal que será responsável pelo encapsulamento de semicondutores no Rio Grande do Sul. A produção, ainda fora do prédio que será construído dentro da universidade, é uma preparação para o início da operação de projetos mais complexos. A fábrica da Hana Micron, em Asan, será visitada hoje pelo governador Tarso Genro.

Rhod será o responsável pelo treinamento para a HT Micron

Foto: André Machado

Rhod alerta que o treinamento é complexo e exige dedicação e paciência. Algumas etapas são demoradas. Depois de treinar pessoal para a empresa, a intenção da Unisinos é também montar um curso que possa atender o público em geral. Desde 17 de abril Rhod vive na Coréia do Sul. Volta para o Brasil no dia 23 de junho.

Junto com ele outros cinco professores da Unisinos fazem algum tipo de aperfeiçoamento na área de tecnologia na Coréia do Sul.




Educação coreana inspira missão gaúcha

31 de maio de 2011 0

O segundo dia da missão do Rio Grande do Sul na Coreia teve anúncio de novas parcerias do Governo do Estado, como o entendimento com a Sansung sobre a instalação de um centro de pesquisa em uma universidade no Estado. No final do dia, um novo interesse da Hyundai: agora pela administração de parte de um novo terminal de contêineres no Porto de Rio Grande. O Governo do Estado se dividiu nesta terça-feira: o governador Tarso Genro foi tratar de ciência e inovação, e outra parte do grupo, de educação. O secretário da Educação, José Clóvis Azevedo, liderou um grupo que foi visitar algumas escolas.

Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini


Esquina Democrática: Ontem foi visitada uma escola particular. O senhor brincou, dizendo que conheceria a Restinga, e acabou conhecendo o Anchieta. Hoje, o senhor conheceu a Restinga, não é, secretário?

José Clóvis Azevedo: Aqui não tem a Restinga. Na realidade, as escolas públicas aqui têm uma alta qualidade técnica, física e profissional. Tive a satisfação de conhecer uma escola de ciência naval, de ensino médio, que forma técnicos para operar na indústria de pesca naval. É uma escola pública, gratuita, com 900 alunos. Possui uma estrutura de laboratórios, com simuladores de navios. Trabalham a questão do manejo de navios, da mecânica dos navios e do processo de industrialização e de comercialização da pesca.

ED: Como é que isso inspira para o trabalho que deve ser feito no Rio Grande do Sul?

JA: A visita me estimulou a perceber um nicho educacional que ainda não tínhamos nos dado conta. O Sul do Brasil é intensamente atingido pela atividade pesqueira, desde Santos até Rio Grande. E essa atividade é desenvolvida como se fosse uma profissão, de pai para filho.

ED: O senhor pensa realmente nesse mesmo modelo, da pesca?

JA: Estamos com um pólo de desenvolvimento naval em Rio Grande, temos uma atividade de pesca muito grande, e deveríamos estar pensando estrategicamente em formar técnicos para essa área. A visita trouxe essa constatação, que devemos trabalhar junto ao Governo Federal para fazermos uma escola técnica com esse perfil no Estado e com a possibilidade de cooperação com a experiência da Coreia.

ED: É possível notar, no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, um grande desnível em termo de estrutura física, de possibilidade de atendimento dos alunos, entre a escola pública e a privada. Esse degrau é tão grande quanto nós temos no Brasil?

JA: Não. A escola pública é muito bem equipada, tem recursos humanos muito bem preparados, e salários muito bons. O salário de um professor da rede pública está em torno de US$ 60 mil ao ano. Está ao nível de qualquer técnico, ou engenheiro, na atual conjuntura, no mercado de trabalho no Rio Grande do Sul.

ED: O senhor tem restrições ao ensino voltado ao mercado; a base mercadológica do ensino. Aqui na Coreia, existe uma parceria muito grande entre a necessidade da indústria e aquilo que a escola produz. É esse o modelo que o senhor não gosta, ou como funciona aqui serve também para a gente?

JA: O sistema educacional da Coreia tem que estar em conexão com o mercado. Como o nosso trabalho educacional também tem que estar em conexão com o mercado. Temos de formar as pessoas para a nossa vocação econômica. O que discutimos é a redução da educação à questão mercadológica.

ED: Não pode ser só isso.

JA: Exatamente. Inclusive, aqui eles estão revendo esse processo. Ontem, o ministro da Educação me disse que o país está passando por um processo de mudança. A educação voltada apenas para testes, visando vestibular, avaliar produtos, retirou a criatividade. A grande carência da educação coreana e da atividade econômica é a criatividade. Não precisamos perder esse tempo de passar por uma experiência que eles já estão inovando. Devemos entrar em um novo patamar da educação coreana, que é essa visão de articular a formação humanista, com a formação para o trabalho.

ED: Chegar para onde eles estão indo, e não para onde eles vieram.

Fortunati se encontra com Dilma Rousseff nesta terça-feira

31 de maio de 2011 0

Foto: Ricardo Giusti/PMPA

A reunião da presidente Dilma Rousseff com prefeitos e governadores das cidades-sede da Copa do Mundo ocorre no meio da tarde de hoje. Na pauta, um assunto preocupante: as obras para 2014. Ou, o atraso de todas ou quase todas elas. Dilma deve ouvir muitas questões, e esclarecer dúvidas de muitos desses prefeitos e governadores; inclusive de José Fortunati.

Algumas obras estão adiantadas  em comparação com outras cidades, mas o que mais angustia Fortunati são as obras do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o prefeito revelou que considerava inconsistentes as informações da Infraero, principalmente com relação à ampliação da pista e à reforma no terminal de passageiros. “Tenho várias dúvidas. Precisamos de uma orientação clara, até para verificar quais medidas devemos tomar com relação às vilas Dique e Nazaré”, disse.

Hyundai confirma interesse em atuar em Rio Grande

31 de maio de 2011 5

O Grupo Hyundai manifestou hoje interesse em investir no Porto de Rio Grande. A empresa quer modenizar o terminal e utiliza-lo também para atender à sua frota de 140 navios que percorrem o mundo. A empresa apenas não administra portos na América Latina. Tornar as operações portuárias mais rápidas e mais eficientes e, depois, expandir a operação portuária estão entre as intenções dos coreanos. A intenção foi manifestada pela direção da empresa ao governador Tarso Genro no final desta terça-feira (horário local).

Em 15 dias, o Governo do Estado e a FIERGS repassarão à Hyundai um conjunto de informações sobre a operação portuária no Rio Grande do Sul e receberão uma nota técnica definindo o interesse da empresa. Uma reunião de trabalho deve ser realizada com a visita da diretoria da Hyundai ao Rio Grande do Sul.

O governador Tarso Genro diz que não nenhuma intenção em alterar o regime jurídico do porto, mas de agregar a ele um novo investimento. “Ao mesmo tempo em que pedem informações sobre investimentos, os coreanos estão gerando a própria demanda para o porto”, ressalta Tarso ao lembrar que o terminal atenderá a própria frota da empresa coreana. Tarso vê a possibilidade como uma chance de reforçar o porto gaúcho como porto do Mercosul.

Parques tecnológicos gaúchos no foco da Samsung

31 de maio de 2011 0

Uma provocação feita pelo governador Tarso Genro durante encontro com o presidente da Samsung C&T, Shim Kim, pode gerar um dos melhores frutos desta missão. A empresa vai ao Rio Grande do Sul para estudar qual dos três parques tecnológicos instalados receberá um futuro centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa coreana. Tecnopuc, Tecnosinos e Valetec deverão agora apresentar seu interesse na parceria. A Samsung assinou um memorando de entendimento com o Governo do Estado. As cláusulas são mantidas em sigilo, mas sabe-se que trata de parcerias em energias alternativas como solar, eólica e biomassa. O Tecnopuc tem pesquisas consolidadas nas duas primeiras áreas.

A Samsung C&T é um dos braços do grupo que se posiciona entre os maiores do mundo. Entre outros projetos é a responsável pela contrução das Torres Petronas, em Kuala Lumpur, e do Burj Khalifa, em Dubai. Os dois estão entre os prédios mais impressionantes da atualidade.


Encontro foi na sede da empresa em Seul

Foto: André Machado

Acordo com a Hyundai é destaque na imprensa coreana

30 de maio de 2011 0

Tarso confere repercussão na imprensa coreana

Foto: André Machado

Escola modelo custa U$500 ao mês na Coréia do Sul

30 de maio de 2011 0

Não foi uma escola pública, uma particular, o estabelecimento de ensino visitado pela missão gaúch a que está na Coréia do Sul. O custo mensal por estudante na Escola Kyonggi é de U$ 500. O estabelecimento é considerado modelar no país. São turmas pequenas, no máximo 30 alunos, constantemente subdivididas para aulas de diferentes disciplinas. Uma das fixações coreanas, o ensino da língua inglesa, ocupa sete horas semanais e é feito em turmas com dez alunos. São 16 professores que nasceram em países onde o Inglês é a língua principal. A média da escola é cinco alunos por professor.

Educação musical faz parte da rotina escolar

Foto: André Machado

Estudar é uma disputa. Um dos pontos da cultura do país é ser o primeiro e estar sempre entre os melhores. Por isto a escola já educou os filhos de dois presidentes. O ingresso é feito por sorteio. Além do Inglês, os estudantes tem duas horas de Educação Musical por semana. Todas as salas são equipadas com pianos.

A maior diferença entre o ensino público e privado é a autonomia que estes tem na adaptação dos currículos às necessidades de pais e alunos. Onde ganho é que aqui os estudantes estão todos no mesmo nível. Competitivo. O que é saudado por alguns é visto por outros como uma pressão sobre as crianças. A Kyonggi ensina apenas até a sexta série.

Em todas as salas há armários com senha eletrônica para os estudantes

Foto: André Machado

A direção da escola garante que o ensino se baseia em fazer com que os alunos tenham suas próprias opiniões e as expressem. Uma das metas é formar líderes para o país. Esta é também a filosofia que impulsionou o país nas últimas décadas. Sem recursos naturais era com recursos humanos qualificados que a Coréia do Sul poderia contar para dar um salto. E deu.

Túnel da Conceição vai custar R$ 600 mil a mais

30 de maio de 2011 1

O custo inicial da obra era de R$ 2,65 milhões, mas passou para R$ 3,2 milhões. De acordo com a prefeitura, o valor inicial é insuficiente para realizar as modificações na obra. O secretário substituto da Secretaria Municipal de Obras e Viação, Adriano Goularte, justificou o aumento do valor, afirmando que “será necessário cobrir custos da abertura de um dreno sob as novas calçadas que ficarão nas laterais do túnel, além de uma drenagem próxima às escadarias da Igreja Nossa Senhora da Conceição”. O projeto da reforma, com o custo inicial, é do ano de 2000, e de lá para cá, a conservação do Túnel piorou – o que, de acordo com a SMOV, também motivaria o adicional. O trâmite para formalizar o termo aditivo já foi encaminhado para a avaliação da Procuradoria Geral do Município. O secretário assegurou que a entrega do Túnel da Conceição continua prevista para dezembro deste ano.


Foto: Genaro Joner - Agência RBS

Consumo de carne de cachorro ainda é realidade

30 de maio de 2011 0

A fama de que na Coréia do Sul se come carne de cachorro não é lenda. Por ano são abatidos para consumo 2,3 milhões de cães. Os animais são criados em fazendas no interior do país e sua carne vendida como comida em restaurantes de Seul. Entre as raças preferidas para o abate está o Cocker Spaniel, uma das mais populares entre os donos de animais no Brasil.

ONG reúne um milhão de assinaturas para impedir matança de cães

FOTO: André Machado

O consumo deste tipo de carne está longe de ser uma unânimidade. A ONG CARE (Coexistence of Animal Rights on Earth) faz todos os domingos a coleta de um abaixo-assinado para forçar o governo a impedir a prática. Mais de 500 mil já foram coletadas – inclusive a minha. O grupo espera chegar a um milhão.

Avisado da manifestação, o governador Tarso Genro disse que gostaria de dar seu apoio. “Como vou encarar o Paco”, brincou ao lembrar do seu Labrador.