Termina amanhã ao meio-dia o prazo para que Raul Pont se inscrever como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Porto Alegre. Para o deputado, o seu principal objetivo está atingido: o partido terá candidatura própria. O martelo será batido no final da tade de hoje. A decisão dependerá da avaliação de três correntes: Movimento PT (Maria do Rosário), Novo Grupo (Jairo Jorge) e Articulação de Esquerda (Edegar Preto). Para Pont, o fundamental é construir a unidade partidária.
- A etapa principal que era a candidatura própria está vencida. Não é bom que tenha disputa ou se vá para a convenção com mais de uma candidatura. É importante que haja consenso, pois as demais candidaturas (José Fortunati e Manuela D´Ávila) são fortes. Disse Pont nesta manhã ao Esquina Democrática.

Pont já disputou três vezes a Prefeitura de Porto Alegre. Venceu em 1996
Foto: Paulo Franken / Arquivo ZH
Pont não nega a possibilidade de não inscrever-se para garantir a unidade partidária. A única candidatura inscrita até agora é a do presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde. Ele nega especulações de que tenha lançado seu nome para abrir espaço para uma aliança com PDT ou PCdoB.
- O apoio a Fortunati ou Manuela causaria problemas na aliança que apoia o governo Tarso Genro. Afirma Villaverde.
Integrantes da Democracia Socialista, grupo de Pont, reclamam do Movimento PT que teria sinalizado apoio a Pont e depois retirado. Apesar da movimentação do PT no rumo da candidatura própria, tanto José Fortunati quanto Manuela D´Ávila ainda confiam em uma parceria com os petistas já no primeiro turno.
A dúvida que fico é se o alegado problema apontado por Villaverde na aliança de apoio a Tarso não será maior se o PT tiver que fazer uma opção num eventual segundo turno entre seus dois aliados no Governo do Estado. O discurso petista será de que a candidatura própria é para buscar a vitória (o que é verdadeiro), mas a chance de o partido ficar fora de um segundo turno pela primeira vez também é grande.
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