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Posts de novembro 2011

Lang quer vaga de Danrlei na Câmara

24 de novembro de 2011 2

Terceiro suplente da PTB/DEM nas eleições para a Câmara Federal em 2010, o ex-deputado Marquinho Lang (DEM) quer assumir a vaga de Danrlei (PSD). O ex-jogador deixou o PTB para ingressar no partido fundado por Gilberto Kassab e é o presidente da sigla no Rio Grande do Sul. O pedido encaminhada à justiça é para que ocorra a perda do mandato por infidelidade partidária.

Lang quer vaga de Danrlei no legislativo federal

Foto: Daniel Marenco / Agência RBS

O primeiro suplente Maurício Dziedricki (PTB) é secretário no Rio Grande do Sul e o segundo Ronaldo Nogueira (PTB) está no exercício de mandato na vaga de Luiz Carlos Busato (PTB), também no secretariado de Tarso Genro. A ação impetrada no Supremo Tribunal Federal é assinada pelo advogado Adão Paiani. O requerimento faz também críticas a "omissão do PTB", partido pelo qual Danrlei foi eleito. Entre as argumentações está a que o gaúcho não é fundador da legenda.

Três municípios disputam fábrica de elevadores da Hyundai

21 de novembro de 2011 23

O anúncio da localização da fábrica de elevadores que a Hyundai irá instalar no Rio Grande do Sul será feito até o mês de janeiro, mas a disputa entre os municípios já tem seus finalistas. Os coreanos baterão o martelo entre as cidades de Santa Maria, Novo Hamburgo e São Leopoldo. Os prefeitos das duas primeiras, Cezar Schirmer e Tarcísio Zimermann acompanharam o governador Tarso Genro na visita que fez à Coréia do Sul no primeiro semestre deste ano.

Tarso esteve na Coréria do Sul no primeiro semestre para atrair o investimento

Foto: Caco Argemi / Palácio Piratini

Três integrantes da direção da Hyundai Group estão no estado e demonstram otimismo com o futuro empreendimento. "O mercado é bom", resume um deles. Os coreanos estão de olhos em oportunidades que serão abertas com a Copa do Mundo e com os Jogos Olímpicos, inclusive de transporte horizontal (os chamados people movers, utilizado em aeroportos).

No domingo o grupo esteve em São Leopoldo. O prefeito Ary Vanazzi apresentou duas áreas nos distritos industriais da cidade. Vanazzi é discreto ao revelar as armas da cidade e apenas garante que "acompanha a proposta do Estado".  Já o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer é mais radical é diz que a cidade dará "tudo" que a empresa precisar para instalar-se na região central. "Oferecemos qualquer área e se precisar comprar alguma, compraremos", salienta o prefeito. O blog não conseguiu contato com o prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimermann.

A determinação de Schirmer não é à toa. Junto com a Hyundai vem também um pacote de empresas, além de investimentos garantidos na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que atendem as regras do novo Fundopem. A família de produtos a ser fabricada no Rio Grande do Sul ainda está sendo definida, mas a Hyundai garante que seus elevadores são os mais "verdes" e mais rápidos do mundo e altamente computadorizados.

Fortunati não devolverá presidência da Carris a Pancinha

18 de novembro de 2011 0

O prefeito José Fortunati não irá reconduzir o suplente de vereador João Pancinha (PMDB) à presidência da Carris. O afastamento ocorreu em setembro, depois da RBS TV veicular reportagem mostrando que a empresa pagou caro demais para a decoração dos ônibus que circulam pela cidade com material alusivo à Copa do Mundo. O questionamento surgiu depois do prefeito afirmar em entrevista ao Gaúcha Atualidade que defendia o afastamento do ministro Carlos Lupi do Ministério do Trabalho e o seu posterior regresso à pasta caso fosse inocentado. A Carris concluiu há pouco mais de uma semana uma sindicância que inocentou Pancinha, o que gerou a indagação.

"A substituição da antiga diretoria da Carris não está relacionada exclusivamente com a questão da sindicância, mas envolve uma avaliação da fragilidade da gestão devidamente discutida com a direção do PMDB", disse o prefeito ao Esquina Democrática.

Pancinha deixou a Carris após denúncias envolvendo a decoração de ônibus

Foto: Guilherme Santos / PMPA

A posição de Fortunati foi comentada pelo ex-presidente da Carris. "Fica claro que o partido e Fortunati já haviam conversado; mas o que vale neste caso é o reconhecimento de que não houve falcatrua, má fé e superfaturamento", avalia João Pancinha. O vereador aguardava uma manifestação de apoio do seu partido.....que não veio.

Cristovam pede impeachment para governador que não paga o piso

16 de novembro de 2011 2

Autor do projeto que criou a lei do piso nacional do magistério, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) radicalizou hoje em entrevista ao Gaúcha Atualidade que seja solicitado o pedido de impechment do governador que não cumprir a legislação. Levantamento publicado hoje pela Folha de S. Paulo aponta que 17 dos 27 estados brasileiros estão pagando menos que R$ 1.187 para contratos com 40 horas. Professores gaúchos devem aprovar na sexta-feira uma paralisação pelo cumprimento da lei do piso no Rio Grande do Sul.

Buarque criticou também a permanência de Haddad no Ministério da Educação

Foto: Paulo Franken /  Zero Hora

"A primeira coisa a fazer seria pedir o impeachment do prefeito ou do governador que não cumpre a lei; só depois eu discutiria greve", defende o senador que foi ministro da Educação no início da gestão do ex-presidente Lula. "Quem não cumpre a lei não deveria estar no cargo", complementa. Buarque sugere aos governantes que não conseguem atender a legislação que procurem o Palácio do Planalto para dizer que não conseguem cumprir a legislação e entreguem as escolas ao Governo Federal.

Questionado se o pedido de impeachment deveria atingir também o governador Tarso Genro, que foi ministro da Educação e defendeu o piso, Buarque manteve a posição. "Eu defendo que se peça. É tão óbvio. Governador que não cumpre a lei não pode continuar no cargo. É ilegal. É clandestino", conclui. Cristovam Buarque fez críticas também ao atual ministro Fernando Haddad e defendeu que ele deixe a pasta para dedicar-se à sua candidatura à Prefeitura de São Paulo

24 horas para Raul Pont

15 de novembro de 2011 2

Termina amanhã ao meio-dia o prazo para que Raul Pont se inscrever como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Porto Alegre. Para o deputado, o seu principal objetivo está atingido: o partido terá candidatura própria. O martelo será batido no final da tade de hoje. A decisão dependerá da avaliação de três correntes: Movimento PT (Maria do Rosário), Novo Grupo (Jairo Jorge) e Articulação de Esquerda (Edegar Preto). Para Pont, o fundamental é construir a unidade partidária.

- A etapa principal que era a candidatura própria está vencida. Não é bom que tenha disputa ou se vá para a convenção com mais de uma candidatura. É importante que haja consenso, pois as demais candidaturas (José Fortunati e Manuela D´Ávila) são fortes. Disse Pont nesta manhã ao Esquina Democrática.

Pont já disputou três vezes a Prefeitura de Porto Alegre. Venceu em 1996

Foto: Paulo Franken / Arquivo ZH

Pont não nega a possibilidade de não inscrever-se para garantir a unidade partidária. A única candidatura inscrita até agora é a do presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde. Ele nega especulações de que tenha lançado seu nome para abrir espaço para uma aliança com PDT ou PCdoB.

- O apoio a Fortunati ou Manuela causaria problemas na aliança que apoia o governo Tarso Genro. Afirma Villaverde.

Integrantes da Democracia Socialista, grupo de Pont, reclamam do Movimento PT que teria sinalizado apoio a Pont e depois retirado. Apesar da movimentação do PT no rumo da candidatura própria, tanto José Fortunati quanto Manuela D´Ávila ainda confiam em uma parceria com os petistas já no primeiro turno.

A dúvida que fico é se o alegado problema apontado por Villaverde na aliança de apoio a Tarso não será maior se o PT tiver que fazer uma opção num eventual segundo turno entre seus dois aliados no Governo do Estado. O discurso petista será de que a candidatura própria é para buscar a vitória (o que é verdadeiro), mas a chance de o partido ficar fora de um segundo turno pela primeira vez também é grande.

Chicão Gorski: Uma reflexão depois da morte

13 de novembro de 2011 8

 

São muitas as reflexões que surgem da estúpida morte do deputado estadual Chicão Gorski (PP) numa estrada de sua região. O parlamentar estava com a mulher e com o filho de três anos dentro do carro quando colidiu com duas árvores. Morreu no local. A mulher e a criança sobreviveram. Alvo constante de críticas sobre o uso de diárias e com muitos deles acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, há na vida dos políticos uma outra realidade: a falta de contato familiar e a estúpida necessidade de estar em contato permanente com as bases eleitorais para não perder espaço para outros aventureiros dentro de um sistema que privilegia a votação num nome em detrimento da ideologia de um grupo político.

A estupidez não está no contato com as bases, mas na forma como hoje ela ocorre. Só o deputado federal Jerônimo Goergen (PP) percorre por mês 20 mil quilômetros no Rio Grande do Sul, mesmo passando de três a quatro dias por semana em Brasília. Jerônimo já sofreu mais de um acidente e carrega no corpo a marca da violência e da insegurança das estradas. O deputado Marlon Santos (PDT) percorreu apenas neste fim de semana mais de mil quilômetros. Algumas vezes estão acompanhados de motoristas. Em outros, como no caso de Chicão, são os próprios parlamentares que dirigem. Quem não faz isto não se reelege. Muitos deputados que concentram-se apenas na atuação parlamentar e fazem assim uma legislatura brilhante vêem sua carreira política reduzida a um mandato.

Não sei quais eram os compromissos do deputado, mas certamente estava na estrada na madrugada ou para preparar-se para atender um novo compromisso na manhã de domingo (e ai do político que não compareça em um compromisso agendado) ou tentando ter um dia normal ao lado de sua família em sua cidade. Chicão era um nome novo e começava a fazer aparecer os primeiros resultados do seu trabalho no seu primeiro ano de atuação parlamentar. Não se desconheça os problemas de nossas estradas, mas se aproveite a oportunidade para refletir sobre este sistema.

Política não é concurso público com cargo vitalício. Renova-se a cada quatro anos e mais fiscalizada do que todas as demais carreiras públicas.