Se antes o problema era a falta de recursos, o novo desafio do Piratini é elaborar projetos para aplicar cerca de R$ 4,5 bilhões que entrarão nos cofres da Secretaria da Fazenda nos próximos três anos. Nesta semana, o governo federal anunciou a liberação parcelada de R$ 2,2 bilhões para quitar a dívida da União com a CEEE. Na terça-feira (31) o conselho do BNDES reúne-se para bater o martelo quanto a liberação de R$ 1,1 bilhões que serão destinados a obras de infra-estrutura no estado. Em abril será a vez do Banco Mundial iniciar o repasse de mais R$ 1,4 bilhões.
Mais de 40 projetos foram elaborados para utilizar o dinheiro obtido pelos financiamentos. A Secretaria de Infra-Estrutura aplicará R$ 600 milhões em pavimentação de acessos municipais e outros R$ 350 milhões na recuperação de 1.600 quilômetros de rodovias, utilizando verbas do BNDES.

João Motta busca projetos para aplicar verbas de financiamentos externos
Foto: Eduardo Seidl / Palácio Piratini
Outras duas secretarias também já tem demandas definidas para aplicar a verba do Banco Mundial: na Agricultura os investimentos serão voltados ao fortalecimento do escritórios nos municípios e aparelhamento das estruturas para fiscalização de sanidade animal. A Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento também tem projetos para utilizar os recursos na atração de empresas ao estado.
A média de investimentos na última década ficou em R$ 500 milhões ao ano. O governo Tarso estima que entre 2012 e 2015 a média anual será duplicada. No entanto, um volume tão expressivo de recursos gerou um "bom problema", nas palavras do Secretário do Planejamento João Motta. Ele diz que o desafio das secretarias agora é 'desenvolver projetos dentro das normas exigidas pelo BNDES e Banco Mundial para que tenham acesso aos recursos e passem a aplicá-los". Essa preocupação também se justifica porque a liberação do dinheiro ocorrerá de forma parcelada, onde para ter acesso a mais recursos algumas exigências precisam ser respeitadas.
Nos corredores do Palácio Piratini é percepetível o entusiasmo com a perspectiva futura. Assessores creditam o sucesso das operações de crédito à boa relação entre governos estadual e federal "Todos os empréstimos precisaram do aval da presidente Dilma, e sem esta afinidade não sairiam de jeito nenhum", afirma um interlocutor do governador.
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