Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

"Concurso do magistério foi uma farsa", acusa CPERS

25 de junho de 2012 9

Uma ação que será protocolada dentro de instantes no Fórum Central de Porto Alegre reabre o foco de atrito entre o Palácio Piratini e o Sindicato dos Professores. O CPERS acusa o governo de acrescentar um um anexo ao edital do concurso que mudou drasticamente os critérios da seleção e prejudicou os candidatos. As provas foram realizadas em abril a reprovação chegou a mais de 90%, entre os 70 mil inscritos.  Segundo o Sindicato dos Professores, está é uma estratégia para manter os contratos emergenciais. "O governo queria desmoralizar a categoria e continuar com os contratos emergenciais, que são contratos de trabalho precários. A manipulação do edital, que mudou critérios de pontuação fez com que muitas pessoas, mesmo com média alta, não fossem aprovadas" dispara a presidente Rejane de Oliveira, que classifica o concurso como uma farsa.

Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini

Secretário José Clóvis Azevedo garante que critérios de seleção e pontuação foram adequados

O governo nega a intenção de não querer efetivar professores e justifica com a alegação de que realizará outro conruso até o começo de 2013, justamente para preencher as vagas restantes. "Fizemos dentro de parâmetros legais e critérios adequados para avaliação de qualidade, sem exageros. A única novidade foi a exigência de provas para formação específica do professor", garante o secretário de educação, José Clóvis Azevedo. Ainda nesta semana estão previstas manifestações do CPERS pela qualidade no ensino. Já o Piratini promete divulgar até sexta-feira nova classificação do concurso após análise de 850 recursos. Os novos classificados terão oito dias para apresentação de títulos. As nomeações estão previstas para setembro.

Comentários (9)

  • PC, O PC diz: 25 de junho de 2012

    Minha irmã foi aprovada em dois concursos realizados na prefeitura, para professores series iniciais, com classificação, digamos no G10, para usar algo do futebol. Nas questões que importam realmente minha irmã seria aprovada com média alta no concurso do magistério estadual. Se ferrou em legislação e foi, juntamente com os outros da mesma situação, taxada de burra e esculachada pela imprensa em geral como despreparada e tudo o mais. Agora essa notícia interessante a respeito do governo ter interesse em manter os comissionados, apadrinhados e outros aproveitadores em geral. Tudo para manter o aparelho petista funcionando..

  • Paulo Vieira diz: 25 de junho de 2012

    Estranho o fato do CEPERGS alardear que quer uma escola publica de qualidade enquanto acusa o Governo de exigir notas muito altas para aprovação no concurso do magistério....me parece que, na verdade, queriam que qualquer um fosse aprovado, independente de qualificação.....

  • Chicão diz: 25 de junho de 2012

    Governo e professores escolheram seus inimigos: para o Magistério é Tarso; para o governador são os mestres!
    O imbroglio certamente vai prejudicar o maltratado do aluno, vítima de governantes que teimam em não dar importãncia à educação, e também aos docentes que são sempre enganados por promessas de campanhas.
    Nesta ciranda que o povo gaúcho assiste há anos sem solução, paira apenas uma dúvida depois que o próprio governador do Estado, Tarso Genro, assinou o Piso do Magistério em âmbito federal enquanto Ministro da Justiça: por que não cumpriu com o compromisso assumido e assinado e com a promessa que fizera para ser eleito?!
    Havia sobradas razões para que finalmente as greves, as críticas, os impasses intermináveis cessassem, e o governo se livrasse dessas incomodações desgastantes, invertendo, inclusive, a situação a seu favor, se o Magistério reivindicasse melhorias salariais no futuro!
    O governo estava confortavelmente instalado e apto para cobrar dos professores melhores aulas, mais atenção, mais profissionalismo, mais dedicação, enfim, haja vista que pela primeira vez na história os mestres estariam ganhando um salário se não justo, pelo menos aceitável, razoavelmente digno, e não migalhas como ao longo dos anos.
    O PT não quis ir pelo caminho mais fácil. inventou que haveria um atalho, e não tem.
    Hoje, continuamos a assistir um espetáculo cansativo de animosidades, de acusações, de transferências de responsabilidades, a falta de decisões certas em momentos incertos.
    Uma pena.
    Os maus tratos ao Magistério gaúcho pelos governos que se repetem em desprezá-lo e desrespeitá-lo, atingem também a população, que se depara com seus filhos indo à escola sem que ela tenha a importãncia devida pela política que a usa despudoradamente como plataforma eleitoral e mais nada, jogada fora desavergonhadamente quando o objetivo foi alcançado, o poder!
    Nesse meio tempo, obviamente que as os amados filhos dos nossos governantes e parlamentares frequentam os melhores colégios particulares, demonstração inequívoca de cinismo e hipocrisia no que se refere à educação do povo, que continua abandonada e desvalorizada!

  • edison diz: 25 de junho de 2012

    Sr. josé clóvis - quem diria... tantas lutas que tivemos por melhorias e o senhor jogar no lixo uma vida de trabalho em favor da educação. Embora isso de mentir e voltar atrás nas idéias já não seja nem novidade, me surpreende ainda ética e profissionalmente, mas virou uma coisa normal na luta pelo poder.

  • Rosângela R diz: 25 de junho de 2012

    Com essa notícia se comprova definitivamente que o Brasil (e agora o RS) é a terra do NUNCA: NUNCA DUVIDE DE NADA!! Está na hora de reconhecer a dedicação, o interesse e o esforço dos candidatos e professores que foram aprovados nesse concurso e parar de procurar justificativas para aqueles que não conseguiram aprovação. A grande maioria que não conseguiu aprovação deveria refletir se não fez por merecer: quanto estudou para o concurso? Quanto se dedicou? Está na hora de analisar sua postura enquanto educador que é ou quer ser e parar de procurar e quem colocar a culpa pelos seus atos falhos. Mostro minha INDIGNAÇÃO, pois fui aprovada no concurso e sei a tamanha dedicação que desprendi para isso. Meus colegas de serviço e amigos que não foram aprovados que me desculpem. Respeito suas individualidades, mas tem coisas que não têm como aceitar e ficar calada e essa manifestação que o CPERS está organizando é uma delas.

  • Fernando diz: 26 de junho de 2012

    Às vezes parece que o CPERS tem algum tipo de síndrome de perseguição. Fazia uma década que não havia concurso; agora o atual governo realiza uma seleção (com uma nota de corte muito alta, concordo), mas a reclamação continua.

    E quem foi aprovado? Vai perder a vaga se o recurso for anulado? Aí fica complicado.

    O problema não é nada simples. Não se pode colocar a culpa somente na má formação de ALGUNS professores ou do alto ponto de corte da prova. Penso que grande parte dessa alta reprovação se dá à baixa motivação dos candidatos em estudar para um concurso que apresenta salários tão baixos como os oferecidos no RS.

  • Caren diz: 26 de junho de 2012

    Não é bem assim pessoal...realmente acho que a nota de corte em todas as provas ser 60% é um pouco alta...concordaria até que fosse 70% para limite de corte na prova de específica para o meu cargo (no meu caso a prova de física)...mas não significa que todas as pessoas que não foram aprovadas estão despreparadas para a sala de aula, ou para ensinar seu conteúdo. Gostaria de saber qual de vocês viu na faculdade os conteúdos de legislação e de educação que caem nos concursos? Pois eu não vi (tive que estudar por mim mesma) portanto acho errado cobrar 60% numa prova com conteúdos que não aprendemos na graduação.
    Existe um grande problema nas disciplinas da educação (nas quais lemos textos soltos e desconexos para depois discutir em sala de aula; onde os colegas simplesmente contam estórias de suas vidas relacionadas a educação) ao invés de lermos livros inteiros, nem que seja um por semestre, do paulo freire por exemplo (que normalmente é bibliografia para concursos) ou mesmo estudarmos sobre as diretrizes do ensino ou o plano nacional de educação. Porque para ser sincera não aprendi sobre eles na graduação e sim estudando sozinha para concursos.

  • Roberta diz: 29 de junho de 2012

    Fui aprovada no concurso e não sou contratada do Estado. Faz 4 anos que não leciono, até então lecionava em Santa Catarina por contrato temporário. Não tenho vínculo algum com políticos e, por isso, tenho certeza de que ninguém foi beneficiado ou prejudicado com o concurso.

    Acredito que quem foi aprovado foi por mérito, não estou dizendo que os reprovados não estão aptos a exercer a função, mas o concurso existe justamente para que ocorra uma seleção devido ao grande número de professores formados atualmente.

    E acho muito certo cobrar 60% de cada disciplina. Um exemplo, é o aluno que tem 8 ou 9 disciplinas e tem q ter 60% de aproveitamento durante o ano, pq o professor deve ter 50% de aproveitamento?

    Concordo com os colegas acima: Rosângela e Fernando.

  • PC, O PC diz: 29 de junho de 2012

    O Estado pode escolher a média ou a nota ou o critério que quiser para seus concursos. Parabéns aos que passaram. Mas o que disseram na imprensa sobre os que não foram aprovados é digno de processo por buling.. hahahah ... Sem contar que falaram mundos e fundos dos professores que estão na ativa também e todos acharam tudo muito normal. Parece que ninguém leu a reportagem que fizeram com a primeira colocado no concurso que afirmou: "como ficar entusiasmada com o concurso, com um salário desses"... Enfim... vou puxar meu burro e tchau...

Envie seu Comentário