Senadora ainda não assume candidatura
Foto: divulgação
Se pretende de fato tirar o PT do Palácio Piratini, a senador Ana Amélia Lemos (PP) precisará começar a mover-se para a esquerda. O fato não seria inédito. Na campanha para a Prefeitura de Porto Alegre a senadora não acompanhou o apoio do PP a José Fortunati (PDT) e esteve no palanque de Manuela D´Ávila (PCdoB). Há o entendimento de uma ala de progressistas de que a natural vinculação com partidos como o PSDB ou o DEM farão cair no colo de Ana Amélia a rejeição que impediu a reeleição de Yeda Crusius (PSDB). Como Yeda deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados a associação seria ainda mais imediata. Muitos dos progressistas que preferem ver Ana Amélia ao lado de parceiros como o PSB e o PDT reconhecem qualidades no Governo Yeda, mas não estão dispostos a pagar o preço de uma aliança com os tucanos.
A possibilidade de uma aliança com PSB e PDT vai depender de como trabalhistas e progressistas se posicionarem em relação à candidatura presidencial do governador Eduardo Campos. Não é à toa que tantos deputados do PP estiveram no Congresso da UNALE na semana passada em Recife. O que ouviram por lá agradou a bancada. Só o apoio do PP gaúcho a Campos colocaria Beto Albuquerque (PSB) no palanque de Ana Amélia. E aí abre-se a porta para o ingresso do PCdoB: por gratidão. Quanto ao PDT, o caminho é bem mais longo. A tendência é que o partido tenha candidato próprio para o governo. Os trabalhistas caminham também para o lançamento de um nome para o Senado Federal.














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