Está difícil dos vereadores tratarem de um assunto sob o qual recaem as atenções da cidade. Uma nova reunião de líderes partidários nesta segunda-feira (18) terminou sem consenso. A Mesa Diretora adotou a proposta da bancada do PT, que determina a aplicação de reajuste de acordo com a inflação, de 5,1%, retroativo a fevereiro, e correções anuais pelo mesmo indexador. O PSOL quer congelar os subsídios dos vereadores. “Há uma distância muito grande entre os salários da classe política e do povo brasileiro. Não vemos necessidade de nenhum reajuste”, prega a vereadora Fernanda Melchiona (PSOL).

Posições das bancadas ainda não são claras
Foto: Mariana Fontoura / CMPA
Pelo menos outras duas bancadas querem a elevação do valor até o teto constitucional. Na reunião de hoje, PP e PPS defenderam a vinculação ao salário dos deputados estaduais, conforme prevê a lei, mas não formalizaram a proposta. Desta forma, o subsídio seria elevado de R$ 11,3 mil para R$ 15 mil, que corresponde a 75% do salário dos parlamentares da Assembléia Legislativa. A maioria dos vereadores não aprova as reposições inflacionárias anuais por considerar que ela vai gerar desgaste político.
A lei determina que a fixação dos salários da próxima legislatura seja definida antes das eleições. Com o recesso entre 16 de julho e 1º de agosto, o assunto deve se arrastar até as vésperas do pleito de 7 de outubro. A Mesa Diretora diz que continuará buscando o consenso, mas garante que caso não consiga, colocará a proposta em votação em setembro.
O procedimento trará claro desgaste para os atuais vereadores. A posição defendida pelo presidente Mauro Zacher é absolutamente coerente com o atual momento da casa. A defesa do PSOL de reajuste zero é compreensível pela trajetória da sigla, mas injusta com os bons vereadores (os dois do partido incluídos). Tão injusta quanto jogar a remuneração no teto. Para chegar ao limite com apoio da comunidade, a Câmara Municipal ainda está nos devendo.
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