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Posts com a tag "Datafolha"

Datafolha: decisão em primeiro turno?

12 de setembro de 2012 8

Depois das últimas pesquisas divulgadas que apontavam um empate técnico na liderança pela disputa da Prefeitura de Porto Alegre, o mais recente levantamento do Datafolha traz um novo elemento à disputa. José Fortunati (PDT) cresceu, Manuela D´Ávila (PCdoB) caiu e a pesquisa está no limite para ser decidida em primeiro turno. O atual prefeito tem 41% das intenções de voto, o mesmo percentual da soma dos outros seis candidatos.

Estamos a menos de um mês das eleições. Além da mobilização de rua, os últimos debates eleitorais (especialmente o da RBSTV e Rádio Gaúcha no dia 04.10) costumam consolidar votos. O maior problema para Manuela é que os dois pontos percentuais que perdeu (ainda dentro da margem de erro) não foram para os demais adversários (eu não cresceram), mas para Fortunati. O crescimento do líder foi acima da margem de erro.

A 'agressão visual' prometida pelo candidato a vice Sebastião Mello (PMDB) ocorreu. A cidade está repleta de 'bonecos' de Fortunati indicando obras da região onde estão expostos. Desde a última pesquisa a campanha de Manuela optou pelo spot "conserta isso, continua isso", que lembra em muito a primeira campanha de José Fogaça, então no PPS. A estratégia de Fortunati funcionou, a de Manuela, não.

Fortunati em campanha no Jardim Leopoldina

Foto: Jefferson Bernardes / Ag, Preview.com / divulgação

Outro aspecto é que a pesquisa não captou qualquer vantagem para o candidato Adão Villaverde (PT) com as gravações do ex-presidente Lula veiculadas no horário eleitoral. As mensagens começaram a ser veiculadas justamente nos dias de realização da pesquisa. Os demais quatro candidatos patinam entre zero e dois pontos percentuais. O Datafolha ainda aponta a existência de 18% dos eleitores que votarão em branco ou não sabem em quem votar. Este grupo passou a ser decisivo para o futuro da disputa.

Empate no Datafolha desenha tendência de segundo turno

29 de agosto de 2012 6

Os quatro pontos percentuais que separam as intenções de voto para José Fortunati (PDT) e Manuela D´Ávila (PCdoB) colocam os dois tecnicamente empatados na primeira pesquisa realizada depois do início da propaganda eleitoral em Porto Alegre. A margem de erro é de três pontos percentuais. Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, Fortunati desceu dois pontos (de 38% para 36%) e Manuela subiu dois (de 30% para 32%). De qualquer forma as variações ficam também dentro da mesma margem de erro. O único candidato que variou fora desta margem foi Adão Villaverde (PT). O candidato passou de três para sete por cento. O crescimento pode ser atribuído à vinculação do nome de Villaverde ao do partido. Roberto Robaina (PSOL) mantém 2%; Wambert Di Lorenzo (PSDB) tem 1%. Jocelin Azambuja (PSL) e Érico Correa (PSTU) não pontuaram.

Os números apresentados pelo Datafolha não desfazem o favoritismo que deve levar Fortunati e Manuela a uma disputa em segundo turno. Mesmo assim é preciso ficar atento ao potencial de crescimento de Adão Villaverde. Seu crescimento veio da diminuição do percentual de indecisos (de 15% para 14%) e dos que não votariam em nenhum (de 10% para 7%). O PT é um partido tão forte em Porto Alegre como era o PMDB no Rio Grande do Sul em 2002 quando tirou Germano Rigotto de 2% nas pesquisas para a vitória no segundo turno. Fortunati e Manuela sabem disto e fazem uma campanha para preservar um futuro aliado.

Fortunati lidera, mas agora com empate técnico

Foto: Jefferson Bernardes / Ag. Preview.com / divulgação

As principais campanhas fazem monitoramento quase que diário da percepção do eleitor com o andamento da campanha. O resultado apontado pelo Datafolha certamente surpreendeu a campanha de José Fortunati. Com quase o dobro do tempo de exposição em relação à Manuela e com um programa de muito qualidade, a expectativa era de ampliação da diferença. No entanto, o Datafolha aponta um empate entre eles no segundo turno: 43% a 43%.

Confira os dados da Pesquisa Datafolha de Agosto e acompanhe gráfico especial comparativo Julho / Agosto.

Dilma, a popular

23 de janeiro de 2012 6

Confesso que fico muito feliz com o recorde de aceitação da presidente Dilma Rousseff no seu primeiro ano de mandato. Os aspectos são vários. Os que são contra Lula ou contra o PT podem querer atribuir a popularidade à dispensa de ministros envolvidos com irregularidades. Pode até ser. Mas muito mais que isto se deve à vitória do estilo discreto da presidente, longe do perfil populista de Lula, e por representar uma "gestora de fato", não um político de carreira. E o melhor é que Dilma se fez como gestora da coisa pública, nunca fez carreira na iniciativa privada.

Avaliação do primeiro ano de Dilma supera à de Lula

Foto: Roberto Stuckert Filho / Palácio do Planalto

Comida na mesa também conta, assim como o jeito como a crise mundial não teve espaço - mais uma vez - no Brasil.  "O ânimo geral do país e a percepção que a população tem de que o Brasil está andando bem pesam", avalia o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Quando o nome de Dilma foi lançado ela era quase uma desconhecida no país. Tinha - e mantém - a fama de durona. Concede poucas entrevistas e mantém discrição sobre sua vida. O estilo oposto ao de Lula faz com que seja admirada inclusive por opositores.

Dilma faz um governo longe da perfeição. A corrupção ainda está presente, o país avança com lentidão (basta ver o ritmo das obras públicas), as filas seguem nos postos de saúde e nos hospitais e a miséria e o analfabetismo ainda nos acompanham. Continuamos sendo um país de desigualdades, mas que vai deixando para trás a ideia de apenas uma nação de futuro. O Brasil já é a sexta economia do mundo e segue crescendo.

Além de vibrar com os bons números da avaliação a presidente pode dar atenção a um outro dado da pesquisa do Datafolha. Nada menos que 44% dos entrevistados que 38 ministérios é demais. E é. Mas para diminuir este número precisaríamos avançar ainda mais como democracia e não deixar governantes eleitos sem maioria como reféns de partidos oportunistas. E não há outra justificativa que não a acomodação dos parceiros para entender-se a existência de tantas pastas.

Tarso é favorito para vencer ainda no primeiro turno

02 de outubro de 2010 0

Terminada as prévias um petista que caminha para eleger-se deputado neste domingo me disse que Tarso Genro arrancava nas pesquisas eleitorais no seu limite. Algo em torno de 34 por cento. O medo naquele momento é que fosse difícil conter um crescimento da candidatura do PMDB, ainda mais apoiada pelo PDT, e também um fortalecimento do nome de Yeda Crusius (PSDB) no interior. Não veio uma coisa nem outra e Tarso começou a superar os índices das últimas eleições do seu partido no Rio Grande do Sul.

Os números do Datafolha divulgados nesta tarde apontam para uma vitória no primeiro turno. O ex-ministro tem 55 por cento das intenções de votos quando computados os válidos. Fogaça (PMDB) tem 27, Yeda (PSDB) tem 16 e Montserrat 1. Mantida a tendência as urnas do Rio Grande do Sul só abrirão no dia 31 se a eleição presidencial não for resolvida também amanhã.

Os dados do registro da pesquisa estão no post anterior.

Paim e Ana Amélia são favoritos a poucas horas do encontro com as urnas

02 de outubro de 2010 0

Paulo Paim (PT) caminha para mais uma vitória na disputa por uma vaga no Senado Federal. Há oito anos surpreendeu ao ultrapassar nos últimos dias sua colega de partido Emília Fernandes, até então favorita na disputa que elegeu também Sérgio Zambiasi. Depois de estar em terceiro nas pesquisa, Paim assume a dianteira na véspera da eleição e chega aos 53 por cento das intenções de voto de acordo com o Datafolha.

Ana Amélia Lemos (PP) caiu em relação as duas pesquisas anteriores do mesmo instituto, mas com 48 por cento mantém nove pontos a frente de Germano Rigotto (PMDB). Sentindo que a candidatura do ex-governador iria naufragar, os peemedebistas mudaram de estratégia. Inventaram o voto "soma zero" que estaria tirando a chance do ex-favorito conquistar uma cadeira no Senado. Assim desestimula a militância a dar o segundo voto para Paim ou Ana Amélia. E é a candidata do PP quem mais pode perder se a onda se espalhar. Rigotto tem 37 por cento das intenções de voto.

Abgail Pereira (PCdoB) confirma sua linha ascendente e chega a 16 por cento. "Havíamos prometido doze", lembra um dirigente pesquisa que acredita ainda que a comunista possa ultrapassar seu conterrâneo do PMDB na disputa pelo Senado.

Os demais candidatos ficaram entre zero e dois por cento. A pesquisa foi realizada ontem e hoje com 2015 eleitores de 58 cidades do Rio Grande do Sul. TRE 50690/2010 TSE 33493/2010.

Datafolha V: Como votam para o Senado os eleitores de Tarso, Fogaça e Yeda

17 de agosto de 2010 2

Há um dado interessantíssimo na pesquisa Datafolha para o Senado: o comportamento dos eleitores de cada um dos candidatos ao Governo do Estado. São duas vagas em disputa neste ano. Apenas o coligação liderada pelo PT lançou chapa completa (Paim e Abigail). As chapas de Fogaça e Yeda tem apenas um candidato ao Senado Federal; Rigotto e Ana Amélia, respectivamente.

Eleitores de Tarso votam em Paim e Rigotto

Entre os eleitores ouvidos pelo Datafolha e que votam em Tarso Genro para o Palácio Piratini, 52% votam em Paulo Paim para o Senado Federal. O segundo voto se divide entre Germano Rigotto e Ana Amélia. O ex-governador tem 38% da preferência dos eleitores do ex-ministro da Justiça e a jornalista 34%. Os eleitores de Tarso ainda não se identificaram com Abigail Pereira, do PCdoB. Ela tem o apoio de apenas dois por cento dos eleitores de seu candidato ao governo. Menos que Vera Guasso, do PSTU, com quatro por cento.

Eleitores de Fogaça vão de Rigotto e Ana Amélia

Entre os eleitores que preferem José Fogaça, a situação é semelhante à relatada anteriormente. Só que com candidatos diferentes. Rigotto tem 66% das preferências entre os eleitores do ex-prefeito. Ana Amélia e Paim estão próximos: 35% e 31%.

Ana Amélia é a segunda entre eleitores de Yeda

Mesmo sendo a única candidata da coligação Confirma Rio Grande para o Senado Federal, Ana Amélia Lemos não é a preferida. Germano Rigotto é o preferido de 48% dos eleitores da atual governadora. Ana Amélia é a preferida de 43%. Outros 28% dos eleitores da tucana preferem Paulo Paim. E, acredite, seis por cento dos eleitores de Yeda votam em Vera Guasso para o Senado. Um dos maiores choques ideológicos em composição de voto neste ano.

Maioria não tem candidato

O que mais chama atenção é o alto índice de indecisos. Nada menos que 61% dos votos estão em aberto. Não se assuste com os índices. Eles ultrapassam cem por cento. É em razão de cada um de nós termos direito a dois votos.

Datafolha IV: Eleitores de Dilma e Marina estão com Tarso

16 de agosto de 2010 4

Tarso Genro, José Fogaça e Yeda Crusius são os preferidos, nesta ordem, dos eleitores de Dilma Roussef e Marina Silva de acordo com o Datafolha. O candidato do PT conta com os votos de 59% dos eleitores de sua colega de partido e 37% da candidata do PV. Fogaça tem 17% dos eleitores de Dilma e 29% dos eleitores de Marina. Yeda conta com 14% e 12%, respectivamente.

Pedro Ruas tem entre os eleitores de Marina o seu maior índice de toda a pesquisa: 4%. O dado pode mostrar o equívoco do PSOL em optar pela candidatura própria ao Planalto ao invés de coligar-se com o PV, como queria Heloísa Helena. O candidato do PV Montserrat Martins não pontua entre os eleitores de Marina.

Datafolha III: Eleitor de Serra prefere Fogaça

16 de agosto de 2010 2

Apostando na imparcialidade entre os candidatos que buscam a Presidência da República, José Fogaça é o favorito entre os eleitores de José Serra. De acordo com o Datafolha, 39% dos que votam no tucano para o Planalto votarão no candidato do PMDB no Piratini. A surpresa é que a segunda opção dos serristas não é Yeda, mas Tarso Genro (26%). A atual governadora é a candidata de 20% dos eleitores do seu companheiro de partido.

Datafolha II: Simpatizantes não acompanham candidatos do seu partido

16 de agosto de 2010 1

Algumas revelações trazidas pelas pesquisas eleitorais são fáceis de entender. Uma delas é que entre aqueles que se disseram petistas ao Datafolha nem todos votarão no candidato da sigla. Tarso Genro conta com a confiança de 71% dos simpatizantes de sua legenda. O curioso é que 13% preferem Fogaça e outros nove por cento votam em Yeda Crusius (!).

 

O fenômeno não é exclusividade do PT. No PMDB a infidelidade é maior. Apenas metade dos que se dizem peemedebista votará em Fogaça. Yeda Crusius terá o apoio de 21% e Tarso Genro de 19% dos simpatizantes do PMDB. Até Pedro Ruas abocanha um por cento.

 

Contrariando uma decisão de cúpula, os trabalhistas do PDT são os mais rebeldes. A maioria dos pedetistas não acompanha a orientação da direção regional. Apenas 34% dos que se dizem PDT estarão com Fogaça em outubro. A maioria ficará com Tarso Genro (43%) ou Yeda Crusius (15%).  

As avaliações em relação aos demais partidos não foram publicadas.

Datafolha I : Mais da metade dos gaúchos não tem partido

16 de agosto de 2010 1

A necessidade urgente de uma reforma política fica transparente com alguns dados levantados na última pesquisa Datafolha. Nada menos que 53% dos gaúchos não tem qualquer preferência por partido político. É mais da metade do eleitorado. O excesso de siglas e a cada vez menor diferenciação entre o comportamento destes partidos no governo fazem com que as legendas sejam desacreditadas. Os nomes, infelizmente, tornaram-se mais importantes do que os partidos.

 

Entre os que tem alguma preferência, o PT lidera. É o partido de 21% dos gaúchos. Seguem PMDB (11%), PDT (5%), PTB, PSDB e PP (2% cada) e PV (1%). Os demais não atingiram um ponto percentual. O maior índice do PT está na capital (28%) e do PMDB no interior (18%).