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Posts com a tag "Eleições 2010"

Tapete democrático nas ruas de Porto Alegre

03 de outubro de 2010 11

O pessoal do DMLU vai ter trabalho. As ruas do meu caminho entre o bairro Independência e a Rádio Gaúcha - na Ipiranga com Érico Veríssimo - estavam tomadas de santinhos. Daqueles que se joga pelas janelas dos carros preferencialmente nos locais de votação. A cidade fica suja, mas suja de democracia. E há outras sujeiras bem maiores quando não se pode escolher livremente em quem votar. O de hoje é um mal menor.

Se os políticos não são melhores é sinal que nós também não melhoramos. Mas vamos melhorar. O país surfa em bons números na economia. É o maior mercado do mundo para empresas como a Fiat e a Unilever, mas também onera cada vez mais os mais pobres com a carga tributária. Tem cada vez mais gente na classe média - e gente que vem de baixo - mas ainda está longe de garantir à sua população saúde e educação de qualidade.

São desafios. Muitos deles com soluções expressas no verso dos santinhos que cobrem as ruas de Porto Alegre. Mas é bom que se olhe dos dois lados antes de votam. Saiba-se também quem está no verso. Qual o seu currículo e a sua história na vida pública. Temos hoje o compromisso de fazermos um Congresso Nacional e uma Assembléia Legislativa melhores. Se você não gosta de política, pense na sua vida. É o nosso futuro que entra sempre em jogo a cada eleição.

Meu comentário de hoje no Supersábado

02 de outubro de 2010 0

Amanhã é um dos dias mais importantes da minha vida.

Meu interesse vai muito além de quem pode ser o vencedor. De quem irá assumir o projeto que conduzirá o Brasil e o Rio Grande do Sul pelos próximos quatros anos. A importância de uma data como este três de outubro está no significado de reafirmar a liberdade e a democracia. São dois bens dos quais a sociedade brasileira nunca mais abrirá mão. Nunca mais irá permitir que a força ou a persuasão ardilosa nos retirem o direito de sermos senhores dos nossos destinos; o direito de debatermos divergências; o direito de criticar e sermos criticados; o direito de acreditarmos.

Não sei se além dos novos deputados e senadores já saberemos amanhã quem serão o nosso governador ou presidente – deixo de lado aqui as questões de gênero para não ser chato. Seja eleito um homem, uma mulher, uma negra, um branco, um homossexual, um deficiente ou qualquer outro rótulo, estes não me interessam. É apenas um rótulo que me interessa: será um brasileiro. Lá e aqui.

Não me interessa se nasceu em Minas Gerais, em São Paulo ou no Acre. Se fez sua vida política por aqui ou em outros estados. O que interessa é que seja alguém capaz de conduzir o país e o estado por um caminho de segurança e crescimento. Que tenha entre os seus propósitos a diminuição das desigualdades sempre buscando o crescimento dos que estão nos andares de baixo. E para que se espalhe pelo país um bem precioso e que muda a nossa vida: a felicidade.

 

Não interessa quem irá ganhar. A partir de primeiro de janeiro eu serei governista, como já sou. Seguirei apoiando o Governo Federal, o Governo do Estado e a prefeitura de minha cidade. Seguirei torcendo para que avancemos sem permitir retrocessos.

E fiscalizaremos. Cobraremos. Brigaremos para derrubar quem não respeitar a confiança que receberá amanhã de até 130 milhões de brasileiros. Mas apoiaremos e lembraremos que acima de partidos estão a nação e o estado. E que o sentimento de amor que temos pelo Rio Grande do Sul e do Brasil independe de partido. Eu acredito em dias sempre melhores. E amanhã é dia de escolher quem nos acompanha neste pensamento e deixar de fora aqueles que se julgam maiores do que a nossa cidadania.

Bom voto.

Tarso é favorito para vencer ainda no primeiro turno

02 de outubro de 2010 0

Terminada as prévias um petista que caminha para eleger-se deputado neste domingo me disse que Tarso Genro arrancava nas pesquisas eleitorais no seu limite. Algo em torno de 34 por cento. O medo naquele momento é que fosse difícil conter um crescimento da candidatura do PMDB, ainda mais apoiada pelo PDT, e também um fortalecimento do nome de Yeda Crusius (PSDB) no interior. Não veio uma coisa nem outra e Tarso começou a superar os índices das últimas eleições do seu partido no Rio Grande do Sul.

Os números do Datafolha divulgados nesta tarde apontam para uma vitória no primeiro turno. O ex-ministro tem 55 por cento das intenções de votos quando computados os válidos. Fogaça (PMDB) tem 27, Yeda (PSDB) tem 16 e Montserrat 1. Mantida a tendência as urnas do Rio Grande do Sul só abrirão no dia 31 se a eleição presidencial não for resolvida também amanhã.

Os dados do registro da pesquisa estão no post anterior.

Paim e Ana Amélia são favoritos a poucas horas do encontro com as urnas

02 de outubro de 2010 0

Paulo Paim (PT) caminha para mais uma vitória na disputa por uma vaga no Senado Federal. Há oito anos surpreendeu ao ultrapassar nos últimos dias sua colega de partido Emília Fernandes, até então favorita na disputa que elegeu também Sérgio Zambiasi. Depois de estar em terceiro nas pesquisa, Paim assume a dianteira na véspera da eleição e chega aos 53 por cento das intenções de voto de acordo com o Datafolha.

Ana Amélia Lemos (PP) caiu em relação as duas pesquisas anteriores do mesmo instituto, mas com 48 por cento mantém nove pontos a frente de Germano Rigotto (PMDB). Sentindo que a candidatura do ex-governador iria naufragar, os peemedebistas mudaram de estratégia. Inventaram o voto "soma zero" que estaria tirando a chance do ex-favorito conquistar uma cadeira no Senado. Assim desestimula a militância a dar o segundo voto para Paim ou Ana Amélia. E é a candidata do PP quem mais pode perder se a onda se espalhar. Rigotto tem 37 por cento das intenções de voto.

Abgail Pereira (PCdoB) confirma sua linha ascendente e chega a 16 por cento. "Havíamos prometido doze", lembra um dirigente pesquisa que acredita ainda que a comunista possa ultrapassar seu conterrâneo do PMDB na disputa pelo Senado.

Os demais candidatos ficaram entre zero e dois por cento. A pesquisa foi realizada ontem e hoje com 2015 eleitores de 58 cidades do Rio Grande do Sul. TRE 50690/2010 TSE 33493/2010.

Nem sempre quem tem mais voto será eleito

02 de outubro de 2010 0

A apuração e o anúncio do vencedor para as eleições majoritárias é barbada. Pega-se o mais votado (ou os mais votados no caso do Senado) e declara-se vencedor. Para as eleições proporcionais o cálculo é diferente. Para ter direito a uma cadeira primeiro o partido ou coligação precisa atingir o quociente eleitoral. Trata-se de um número de votos mínimos para garantir uma cadeira e a cada vez em que ele for repetido, mais uma cadeira será conquistada.

Os cálculos dos partidos são próximos no cálculo do quociente que será necessário para se eleger um deputado no Rio Grande do Sul. A cada 180 mil votos (aproximadamente) as siglas devem garantir um deputado federal e a cada 120 mil um deputado estadual. Isto pode mudar de acordo com o número de votos válidos.

Entram no cálculo do quociente apenas os votos nominais (aqueles dados diretamente a um candidato) somados aos votos na legenda. Desprezam-se nulos e brancos. O total será dividido pelo número de cadeiras em disputa: 31 para a Câmara e 55 para a Assembleia. É desta divisão que deve surgir como resultado um número próximo aos 180 mil e 120 mil que me referi acima.

Sendo assim, a cada 120 mil votos uma coligação garantiria uma cadeira na Assembleia. É por isto que os partidos buscam nominatas amplas e capazes de somar para garantir uma vaga mesmo que um candidato sozinho não alcance o quociente. Ou então aposto em puxadores de voto que vão além do quociente e ajudam com a sobra a eleger companheiros de chapa. Foi o caso de Manuela D´Ávila na eleição passada.

Há casos históricos que podem se repetir. Em Porto Alegre foi marcante quando Jussara Cony foi a mais votada para a Câmara Municipal, mas não tornou-se vereadora. O PCdoB não havia atingido o quociente para garantir uma cadeira. Há caso semelhante em Pelotas na última eleição.

Há ainda a chamada sobra. É quando somadas as cadeiras a que todas as siglas tem direito não se chega ao total de vagas em disputa. Isto ocorre pelas casas decimais que sobram das divisões. Para isto há um outro cálculo que divide o voto das coligações pelo número de cadeiras que que cada uma delas recebeu mais um. O que obtiver o maior resultado fica com a cadeira. Se continuaram vagas em aberto o cálculo é repetido.

Ainda bem que há um sistema para fazer os cálculos.

TSE vai divulgar votos de candidatos que aguardam julgamento

02 de outubro de 2010 0

O que poderia ser um transtorno será evitado com a decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral no final da noite desta sexta-feira. Os votos dos candidatos com candidaturas Indeferidas com Recurso aparecerão ao final da apuração. São casos que envolvem inelegibilidades, entre elas o ficha-limpa.

Os votos seguirão contabilizados como brancos e não contarão no cálculo do quociente eleitoral. Aparecerão em uma lista em separado. Caso as candidaturas nesta situação sejam impugnadas estes votos serão considerados nulos antes da diplomação. A demora nos julgamentos do TSE prejudica o processo eleitoral.

Ao menos dois casos terão grande repercussão na distribuição de cadeiras no Rio Grande do Sul: Maria do Rosário (PT) e Mauro Pereira (PMDB), ambos candidatos a deputado federal. Os dois tiveram os registros rejeitados pelo Tribunal Regional Eleitoral devido a problemas na prestação de contas nas últimas eleições muncipais. Rosário concorreu à Prefeitura de Porto Alegre e Pereira foi eleito vereador em Caxias do Sul.

Mas é importante atentar que os casos que estão sub júdice terão os votos divulgados apenas com a totalização final. Isto quer dizer que não aparecerão nas parciais que serão divulgadas pela impressa ao longo do dia. A decisão é técnica e atende proposta do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

A lista dos gaúchos 'indeferidos com recurso' até este momento:

Deputado Federal

Cururu (PV); Lucas de Souza (PSOL), Caio Riela (PTB); Maria do Rosário (PT) e Mauro Pereira (PMDB)

Deputado Estadual

Altair Fala Fina (PPS); Antonio Moeler (PHS); Gustavo Becker (PTC); Leandro Silva (PTC); Melinho (PSDB); Miguel de Moura (PDT); Oneider Vargas (PCB); Nicola (PDT); Romeu Bischoff (PV); Rui Lorenzato (PT); Simone Nejar (PTB) e Vera Soares (PT).

A informação pode ser atualizada no site do TSE caso sejam feitos novos julgamentos até o pleito.

Eu quero votar para presidente!!!

02 de outubro de 2010 5

 

Tenho deixado este blog meio abandonado, mas nestes dias de eleição vou aproveita-lo para dividir alguma ideias sobre o momento que estamos passando. E que momento. Vamos mais uma vez votar para Presidente da República e é a sexta vez consecutiva! Para quem foi a um comício pedindo eleições diretas é uma grande conquista.

Ganhe quem ganhe eu vou celebrar esta vitória. A reafirmação da nossa democracia é a reafirmação da nossa independência. Há muito o que mudar no Brasil. Há muito o que mudar no nosso sistema político, nos partidos. Da forma de se fazer política nascem as transformações que diminuem ou ampliam as desigualdades, que geram ou fecham postos de trabalho e que fazem de nós um país desenvolvido ou eternamente uma nação em desenvolvimento.

Da mistura destas medidas surgem as condições que podem nos fazer mais ou menos felizes. Com renda garantida, comida na mesa e casa para morar é mais fácil conhecer a felicidade. Na hora de votar o faça com convicção. Haja como quiser. É democrático. É democrático inclusive desperdiçar o voto e anula-lo ou votar em branco. Eu prefiro votar e usar todas as possibilidades que a urna eletrônica me dá. E chego há dois dias da votação refletindo ainda sobre algumas escolhas. Reflito com liberdade e deixe que sua consciência faça a melhor escolha para a vida de todos nós.

Datafolha V: Como votam para o Senado os eleitores de Tarso, Fogaça e Yeda

17 de agosto de 2010 2

Há um dado interessantíssimo na pesquisa Datafolha para o Senado: o comportamento dos eleitores de cada um dos candidatos ao Governo do Estado. São duas vagas em disputa neste ano. Apenas o coligação liderada pelo PT lançou chapa completa (Paim e Abigail). As chapas de Fogaça e Yeda tem apenas um candidato ao Senado Federal; Rigotto e Ana Amélia, respectivamente.

Eleitores de Tarso votam em Paim e Rigotto

Entre os eleitores ouvidos pelo Datafolha e que votam em Tarso Genro para o Palácio Piratini, 52% votam em Paulo Paim para o Senado Federal. O segundo voto se divide entre Germano Rigotto e Ana Amélia. O ex-governador tem 38% da preferência dos eleitores do ex-ministro da Justiça e a jornalista 34%. Os eleitores de Tarso ainda não se identificaram com Abigail Pereira, do PCdoB. Ela tem o apoio de apenas dois por cento dos eleitores de seu candidato ao governo. Menos que Vera Guasso, do PSTU, com quatro por cento.

Eleitores de Fogaça vão de Rigotto e Ana Amélia

Entre os eleitores que preferem José Fogaça, a situação é semelhante à relatada anteriormente. Só que com candidatos diferentes. Rigotto tem 66% das preferências entre os eleitores do ex-prefeito. Ana Amélia e Paim estão próximos: 35% e 31%.

Ana Amélia é a segunda entre eleitores de Yeda

Mesmo sendo a única candidata da coligação Confirma Rio Grande para o Senado Federal, Ana Amélia Lemos não é a preferida. Germano Rigotto é o preferido de 48% dos eleitores da atual governadora. Ana Amélia é a preferida de 43%. Outros 28% dos eleitores da tucana preferem Paulo Paim. E, acredite, seis por cento dos eleitores de Yeda votam em Vera Guasso para o Senado. Um dos maiores choques ideológicos em composição de voto neste ano.

Maioria não tem candidato

O que mais chama atenção é o alto índice de indecisos. Nada menos que 61% dos votos estão em aberto. Não se assuste com os índices. Eles ultrapassam cem por cento. É em razão de cada um de nós termos direito a dois votos.

Datafolha IV: Eleitores de Dilma e Marina estão com Tarso

16 de agosto de 2010 4

Tarso Genro, José Fogaça e Yeda Crusius são os preferidos, nesta ordem, dos eleitores de Dilma Roussef e Marina Silva de acordo com o Datafolha. O candidato do PT conta com os votos de 59% dos eleitores de sua colega de partido e 37% da candidata do PV. Fogaça tem 17% dos eleitores de Dilma e 29% dos eleitores de Marina. Yeda conta com 14% e 12%, respectivamente.

Pedro Ruas tem entre os eleitores de Marina o seu maior índice de toda a pesquisa: 4%. O dado pode mostrar o equívoco do PSOL em optar pela candidatura própria ao Planalto ao invés de coligar-se com o PV, como queria Heloísa Helena. O candidato do PV Montserrat Martins não pontua entre os eleitores de Marina.

Datafolha III: Eleitor de Serra prefere Fogaça

16 de agosto de 2010 2

Apostando na imparcialidade entre os candidatos que buscam a Presidência da República, José Fogaça é o favorito entre os eleitores de José Serra. De acordo com o Datafolha, 39% dos que votam no tucano para o Planalto votarão no candidato do PMDB no Piratini. A surpresa é que a segunda opção dos serristas não é Yeda, mas Tarso Genro (26%). A atual governadora é a candidata de 20% dos eleitores do seu companheiro de partido.